Review – The Swapper – Memorável, engenhoso e viciante

12 de junho de 2013

Algumas palavras em inglês são difíceis de se traduzir. As vezes o trabalho de transmitir uma informação com uma só expressão é tão grande, que é melhor deixar no idioma original. É o caso de “puzzle”, que literalmente significa quebra-cabeça, mas não somente aquelas peças de vários formatos que se encaixam umas as outras. Puzzle é qualquer tipo de desafio aonde você precisa organizar uma série de variáveis para poder resolver o problema. E essa definição está na espinha dorsal do que é The Swapper.

Desenvolvido pela indie FacePalm e disponível para PC através do Steam, o jogo é um puzzle platformer espacial. Você é colocado no papel de um astronauta, nos confins de espaço, munido somente de uma arma que cria clones de você mesmo e permite que a troca de controle para qualquer um dos clones, daí o nome “The Swapper”.

The Swapper

A primeira palavra que me vem a mente ao falar sobre o jogo é engenhosidade. A premissa é relativamente simples, mas cada quebra-cabeça é tão bem desenhado que você não vai desgrudar da tela enquanto não descobrir a bendita solução. As partes da solução estão sempre todas na sua frente, seja pela forma de botões que abrem portas, ou áreas no chão que invertem a gravidade. Fica faltando somente a sua própria inteligência para juntar todas as variáveis.

O jogo não é extremamente complicado, mas também não é um passeio no parque. Alguns desafios vão tomar bastante tempo de jogadores menos acostumados. Não existem inúmeras soluções para o mesmo desafio, mas a forma como cada um aborda a situação pode variar. Algumas soluções vão depender de agilidade, mas a curva de aprendizado da troca de controle para outros clones é bem rápida e o jogo cria um efeito bem legal ao colocar tudo em câmera lenta quando você faz a troca de corpo, permitindo um certo tempo para raciocínio.

A primeira palavra que me vem a mente ao falar sobre The Swapper é engenhosidade. Cada quebra-cabeça é tão bem desenhado que você não vai desgrudar da tela enquanto não descobrir a solução.

Resolver diversos desafios ao longo do jogo, somente com uma ferramenta, pode parecer repetitivo, mas os desenvolvedores fizeram um excelente trabalho com a variação dos quebra-cabeças, que incluem utilização de inércia, gravidade, timing e sacrifício de clones. Sim, é verdade. O jogo é tão envolvente que você acaba ficando com dor no coração de ter que sacrificar algum de seus clones em prol da solução. Em nenhum momento eu me senti entediado. Cada novo desafio oferece surpresas, tensões e aquela sensação enorme de satisfação quando finalmente você alcança as esferas e as luzes se apagam.

The Swapper

Porém, jogar The Swapper não é somente resolver quebra-cabeças. A história do jogo é contada em cada detalhe encontrado durante sua exploração espacial, seja através de mensagens em terminais computadorizados, poemas subliminares deixados pela civilização que ali existiu ou nos belos cenários 2D que misturam vários tons de cinzas e poucas cores, em contraste com o azul e vermelho da “arma” de clones. Os tons melancólicos da música de fundo e os poucos efeitos sonoros ao longo do jogo, funcionam muito bem em conjunto com a narrativa, mas a pouca variação, pode ficar um pouco cansativa, princpalmente após horas quebrando a cabeça em um único desafio.

Talvez o único ponto que posso criticar o jogo é na forma complexa como a história é apresentada. Os poemas são extremamente enigmáticos e as mensagens nos terminais as vezes são completamente inúteis e sem objetivo, não preenchendo os espaços da narrativa e deixando muito para a nossa própria imaginação. Mas no final das contas, isso também pode ser um ponto positivo e um diferencial importante em meio a tantos jogos casuais e sem necessidade de muito raciocínio, do mercado atual.

Algumas palavras em inglês são difíceis de se traduzir. As vezes o trabalho de transmitir uma informação com uma só expressão é tão grande, que é melhor deixar no idioma original. É o caso de "puzzle", que literalmente significa quebra-cabeça, mas não somente aquelas peças de vários formatos que se encaixam umas as outras. Puzzle é qualquer tipo de desafio aonde você precisa organizar uma série de variáveis para poder resolver o problema. E essa definição está na espinha dorsal do que é The Swapper. Desenvolvido pela indie FacePalm e disponível para PC através do Steam, o jogo é um puzzle platformer espacial. Você é colocado no papel de um astronauta, nos confins de espaço, munido somente de uma arma que cria clones de você mesmo e permite que a troca de controle para qualquer um dos clones, daí o nome "The Swapper". A primeira palavra que me vem a mente ao falar sobre o jogo é engenhosidade. A premissa é relativamente simples, mas cada quebra-cabeça é tão bem desenhado que você não vai desgrudar da tela enquanto não descobrir a bendita solução. As partes da solução estão sempre todas na sua frente, seja pela forma de botões que abrem portas, ou áreas no chão que invertem a gravidade. Fica faltando somente a sua própria inteligência para juntar todas as variáveis. O jogo não é extremamente complicado, mas também não é um passeio no parque. Alguns desafios vão tomar bastante tempo de jogadores menos acostumados. Não existem inúmeras soluções para o mesmo desafio, mas a forma como cada um aborda a situação pode variar. Algumas soluções vão depender de agilidade, mas a curva de aprendizado da troca de controle para outros clones é bem rápida e o jogo cria um efeito bem legal ao colocar tudo em câmera lenta quando você faz a troca de corpo, permitindo um certo tempo para raciocínio. A primeira palavra que me vem a mente ao falar sobre The Swapper é engenhosidade. Cada quebra-cabeça é tão bem desenhado que você não vai desgrudar da tela enquanto não descobrir a solução. Resolver diversos desafios ao longo do jogo, somente com uma ferramenta, pode parecer repetitivo, mas os desenvolvedores fizeram um excelente trabalho com a variação dos quebra-cabeças, que incluem utilização de inércia, gravidade, timing e sacrifício de clones. Sim, é verdade. O jogo é tão envolvente que você acaba ficando com dor no coração de ter que sacrificar algum de seus clones em prol da solução. Em nenhum momento eu me senti entediado. Cada novo desafio oferece surpresas, tensões e aquela sensação enorme de satisfação quando finalmente você alcança as esferas e as luzes se apagam. Porém, jogar The Swapper não é somente resolver quebra-cabeças. A história do jogo é contada em cada detalhe encontrado durante sua exploração espacial, seja através de mensagens em terminais computadorizados, poemas subliminares deixados pela civilização que ali existiu ou nos belos cenários 2D que misturam vários tons de cinzas e poucas cores, em contraste com o azul e vermelho da "arma" de clones. Os tons melancólicos da música de fundo e os poucos efeitos sonoros ao longo do jogo, funcionam muito bem em conjunto com a narrativa, mas a pouca variação,…

9.4

Fantástico!

Veredito Final

As cinco horas que gastei para zerar o jogo foram um deleite. As duas horas adicionais para zerar novamente e ver um final alternativo (coisa que raramente faço) foram tão divertidas quanto. The Swapper pode não ter toda a pompa, mas está par a par com jogos consagrados como Portal 1 e 2. Uma preciosidade indie que vale cada centavo e minuto investido.

Nota

9.4

9

Co-fundador e editor da SuperGamePlay. Fanático por games, já quebrou diversos controles jogando Decatlhon no Atari e passou incontáveis horas soprando cartuchos de Super Nintendo. Hoje passa o tempo livre em meio a centenas de jogos, dos mais variados estilos e plataformas.