Review – The Last of Us – A obra-prima da Naughty Dog

16 de junho de 2013

Uma das coisas mais difíceis, quando se escreve a opinião pessoal sobre alguma coisa, é não se deixar levar por outras opiniões ou pelo “hype” que determinado assunto vem recebendo da mídia. Tentar ser o mais objetivo possível, sem ser subjetivado a pressões externas, é o principal desafio de qualquer redator. É aí que chegamos em The Last of Us.

O que se falou do jogo da Naughty Dog, antes e depois do seu lançamento, não foi brincadeira. Além das próprias campanhas de marketing da Sony, o clima de expectativa e ansiedade tomou proporções épicas, talvez nunca antes vista em nenhum outro. Posts no Twitter, Facebook, forums, comentários, sites do ramo, aonde você imaginar, lá estava The Last of Us.

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Então começaram a aparecer os primeiros reviews da mídia dos Estados Unidos. Notas “Dez” espalhadas para todos os cantos. Cada análise derramava elogios e mais elogios para o jogo. Foram nada menos que 30 notas máximas logo de cara. Particularmente fiquei com dó dos sites que “ousaram” dar uma nota menor. O número de críticas e comentários maldosos que estes receberam dos seus leitores foram de deixar qualquer um impressionado.

E o detalhe principal? Ninguém (fora os veículos de mídia) tinha botado as mãos no jogo ainda, as críticas eram todas baseadas no bom e velho “mas o site tal deu nota tal”. No fundo no fundo, ninguém tinha base nenhuma para dar qualquer opinião na nota.

Por aqui na SuperGamePlay, assim como a maioria dos veículos de mídia do Brasil, não somos privilegiados em receber uma cópia do jogo antes do lançamento (ainda!), então nos restou também, aguardar. Mas finalmente a hora chegou! E o meu papel? Bem simples, tentarei ser o máximo objetivo possível, não levando em conta todo o burburinho em cima do jogo, para analisar The Last of Us para vocês da melhor maneira possível.

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Antes de mais nada, é bom eu me posicionar. The Last of Us é de fato um dos melhores (se não o melhor) jogo de Playstation 3 de todos os tempos. Quem me conheçe sabe que eu não sou uma pessoa que faz este tipo de comentário facilmente. Tentei ao máximo evitá-lo, mas felizmente, a Naughty Dog me venceu por nocaute.

Não tive muito tempo nos primeiros dias que peguei o jogo, tive que me conter com umas 3 ou 4 horas por noite (no caso, madrugadas). A única coisa que me lembro destas horas, é a história extremamente imersiva, intensa e impactante de Joel e Ellie. Juro que não me lembro nem de estar sentado no sofá. Do começo ao fim, eu estava lá, tomando decisões difíceis, me sentindo no meio de um mundo pós-apocalíptico, aonde nem o barulho do vizinho ao lado me dava sinais de que ainda existia alguém vivo por aqui.

The Last of Us é de fato um dos melhores (se não o melhor) jogo de Playstation 3 de todos os tempos. Tentei ao máximo evitar fazer esta afirmação, mas felizmente, a Naughty Dog me venceu por nocaute.

A força com o que a narrativa é apresentada, a intensidade e o peso de toda e qualquer decisão que você toma por Joel, é o que eleva The Last of Us para outro patamar. Os detalhes são tão incríveis, que fica difícil acreditar como os desenvolvedores pensaram em tudo aquilo. Da mão no rosto que um dos seus acompanhantes coloca quando você vira a lanterna diretamente nos olhos deles, a dificuldade em mirar em momento de extrema tensão, os cenários magníficos e super detalhados, tudo foi meticulosamente organizado, em prol desta imersão.

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A Naughty Dog não deu nenhum ponto sem nó. O primeiro comentário que recebi de um amigo que estava jogando foi “Isto são gráficos de PS3?” Realmente é uma boa pergunta. O console foi levado ao limite, possívelmente o game mais belo de todos até o momento. Paisagens devastadas, detalhes e mais detalhes, que retratam de forma única, o que seria um mundo 20 anos após um fungo fulminante devastar a humanidade.

A captura de movimentos e as animações de cada personagem é de impressionar. Na segunda vez que joguei, lembro de por o controle de lado em cada uma das diversas cutscenes, só para admirar o trabalho dos artistas. Isto sem falar no som. A música melancólica ao caminhar em uma cidade destruída, ou as batidas fortes e tensas durantes cenas de ação, juntamente com o belíssimo trabalho de voz e interpretação dos atores, só contribui para a genialidade do jogo. Você se sente junto daqueles peronsagens, sofre junto com eles. Não lembro de nenhum game que me causasse tanto impacto.

A Naughty Dog não deu nenhum ponto sem nó, lembro de por o controle de lado em cada uma das diversas cenas, só para admirar o trabalho dos artistas. Você se sente junto daqueles peronsagens, sofre junto com eles.

A jogabilidade é a excelência que realmente se espera da Naughty Dog. Para quem jogou a série Uncharted, sabe como funciona. Porém, no caso de The Last of Us, ela foi levada a outro nível. Cada batalha, seja contra os infectados ou contra outros humanos, pode ser abordada de inúmeras formas. Não existe nenhum confronto que a solução seja puramente sair atirando. Muito pelo contrário, usar armas de fogo é sempre o último recurso. E falando em recursos, a munição é tão escaça, que você se ve a todo momento criando planos A, B e C na cabeça, antes de fazer qualquer coisa.

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Os controles não são precisos, a mira nunca é certeira, tudo para retratar a realidade. Mesmo estando naquele mundo a 20 anos, Joel ainda sofre e sente os perigos ao redor, ninguém em sã consciência conseguiria ser frio e calculista na mesma situação. E o que falar de Ellie? Na minha opinião, a estrela do jogo. A garota nasceu naquele mundo, ela não sabe como eram as coisas no passado. Ver sua interação fascinada e inocente com objetos comuns, acompanhar seu desenvolvimento durante a trama, e o relacionamento com Joel, culminando nos fantásticos capítulos finais, é uma experiência única.

Mas então o jogo é perfeito? Não, nenhum jogo é perfeito tecnicamente, principalmente desta escala. Eu particularmente encontrei pequenos e raros bugs, mas que nada atrapalharam a minha imersão. Tão irrelevantes que muita gente não vai nem perceber. E olha que eu estava incansavelmente tentando achar algum defeito.

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Agora, porque The Last of Us merece a nota máxima? Pelo simples fato de ser superior, em todos os sentidos, a qualquer outro game do Playstation 3. O que a Naughty Dog fez, vai muito além de criar um jogo, eles criaram uma magnífica obra de arte, que no fim das contas, tem seu espaço garantido na história do console. Um feito não só genial, mas também com ótimo timing, afinal de contas, logo em breve, o nosso querido Playstation 3, estará sendo aposentado.

Uma das coisas mais difíceis, quando se escreve a opinião pessoal sobre alguma coisa, é não se deixar levar por outras opiniões ou pelo "hype" que determinado assunto vem recebendo da mídia. Tentar ser o mais objetivo possível, sem ser subjetivado a pressões externas, é o principal desafio de qualquer redator. É aí que chegamos em The Last of Us. O que se falou do jogo da Naughty Dog, antes e depois do seu lançamento, não foi brincadeira. Além das próprias campanhas de marketing da Sony, o clima de expectativa e ansiedade tomou proporções épicas, talvez nunca antes vista em nenhum outro. Posts no Twitter, Facebook, forums, comentários, sites do ramo, aonde você imaginar, lá estava The Last of Us. Então começaram a aparecer os primeiros reviews da mídia dos Estados Unidos. Notas "Dez" espalhadas para todos os cantos. Cada análise derramava elogios e mais elogios para o jogo. Foram nada menos que 30 notas máximas logo de cara. Particularmente fiquei com dó dos sites que "ousaram" dar uma nota menor. O número de críticas e comentários maldosos que estes receberam dos seus leitores foram de deixar qualquer um impressionado. E o detalhe principal? Ninguém (fora os veículos de mídia) tinha botado as mãos no jogo ainda, as críticas eram todas baseadas no bom e velho "mas o site tal deu nota tal". No fundo no fundo, ninguém tinha base nenhuma para dar qualquer opinião na nota. Por aqui na SuperGamePlay, assim como a maioria dos veículos de mídia do Brasil, não somos privilegiados em receber uma cópia do jogo antes do lançamento (ainda!), então nos restou também, aguardar. Mas finalmente a hora chegou! E o meu papel? Bem simples, tentarei ser o máximo objetivo possível, não levando em conta todo o burburinho em cima do jogo, para analisar The Last of Us para vocês da melhor maneira possível. Antes de mais nada, é bom eu me posicionar. The Last of Us é de fato um dos melhores (se não o melhor) jogo de Playstation 3 de todos os tempos. Quem me conheçe sabe que eu não sou uma pessoa que faz este tipo de comentário facilmente. Tentei ao máximo evitá-lo, mas felizmente, a Naughty Dog me venceu por nocaute. Não tive muito tempo nos primeiros dias que peguei o jogo, tive que me conter com umas 3 ou 4 horas por noite (no caso, madrugadas). A única coisa que me lembro destas horas, é a história extremamente imersiva, intensa e impactante de Joel e Ellie. Juro que não me lembro nem de estar sentado no sofá. Do começo ao fim, eu estava lá, tomando decisões difíceis, me sentindo no meio de um mundo pós-apocalíptico, aonde nem o barulho do vizinho ao lado me dava sinais de que ainda existia alguém vivo por aqui. The Last of Us é de fato um dos melhores (se não o melhor) jogo de Playstation 3 de todos os tempos. Tentei ao máximo evitar fazer esta afirmação, mas felizmente, a Naughty Dog me venceu por nocaute. A…

10

Obra Prima

Veredito Final

As 18 horas que gastei para concluir o jogo foram definitivamente a melhor experiência que tive com o Playstation 3 em todos estes anos. Os troféus desafiadores e o multiplayer incrivelmente competente e bem desenvolvido, servem só para valorizar ainda mais está obra de arte. The Last of Us não só é o melhor jogo do ano, como um dos melhores da história dos games. Tão fantástico que dá tristeza de imaginar que só donos de Playstaton 3 poderão apreciar toda sua glória.

Nota

10

10

Co-fundador e editor da SuperGamePlay. Fanático por games, já quebrou diversos controles jogando Decatlhon no Atari e passou incontáveis horas soprando cartuchos de Super Nintendo. Hoje passa o tempo livre em meio a centenas de jogos, dos mais variados estilos e plataformas.