Review – Tales from the Borderlands – Episódio 5: The Vault of the Traveler

(Atenção, caso você não tenha jogado os episódios anteriores, este review terá alguns spoilers inevitáveis).

Ao saber que haveria um jogo desenvolvido pela Telltale Games que se passaria no mundo de Borderlands, confesso que não imaginei que poderia sair algo bom, principalmente ao levar em consideração os outros trabalhos da desenvolvedora, que contavam com um tom sério, enquanto a franquia da Gearbox é totalmente focada no humor. Obviamente, no primeiro episódio de Tales from the Borderlands todo meu medo já foi por água abaixo, já que o potencial estava claro e evidente, e que se concretizou ao longo dos outros quatro episódios de um dos melhores trabalhos da Telltale até o momento.

Foi com seu último episódio que Tales from the Borderlands me ganhou e se tornou para mim, inesperadamente, um dos melhores jogos do ano. Intitulado “The Vault of the Traveler”, o quinto e último episódio desta série exibe todas as melhores características dos episódios anteriores, agora combinadas. Ao jogar você passará por uma montanha-russa de emoções, com a habilidade incrível que a Telltale tem em mostrar momentos tristes e juntar comédia no meio sem perder o sentimento. O episódio já começa com um desses momentos, que acaba sendo um dos mais tocantes do jogo.

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O que já é de praxe comentar nessas análises dos episódios de Tales from the Borderlands, novamente devo mencionar, a ótima abertura. Claro, pode não ser superior à do segundo episódio (minha eterna favorita), mas esta também se encaixa muito bem com sua música e cenas. Nossos eternos heróis, Rhys e Fiona, juntos à sua turma, iniciam o episódio tentando escapar de Helios, a base da Hyperion, mas não antes de fugir dos problemas criados por Handsome Jack.

Foi com seu último episódio que Tales from the Borderlands me ganhou e se tornou para mim, inesperadamente, um dos melhores jogos do ano

Pouco tempo após a tocante abertura, já temos outro fantástico momento em um diálogo memorável entre Rhys e Handsome Jack, o que mostra mais uma vez o dom da Telltale em criar um roteiro competente e imersivo. Tal diálogo se torna tão importante por todo o foco que os episódios anteriores deram a esse relacionamento, que aqui atinge seu clímax. Como era de se esperar, tudo é recheado com muito humor, algo também que a desenvolvedora sabe mesclar bem durante todo o episódio. Não só isso, mas após a “falta” de ação no episódio anterior, parece que tudo estava guardado para este final, que conta sem a menor sombra de dúvidas com as melhores cenas de ação de todos os episódios.

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Todo o arco final do episódio é fantástico, repleto de ação, humor e diversas referências a outras obras como Street Fighter, Dragon Ball e até Power Rangers. Após algumas revelações que causam verdadeiro impacto por serem inesperadas e diferente do que a maioria dos jogadores poderiam imaginar, vemos diante de nossos olhos todas as nossas decisões em todos os episódios passados terem total relevância. Jogos da Telltale sempre contam com o alerta de que você molda sua história com base em suas decisões, e é aqui no episódio final de Tales from the Borderlands que isso é mais levado em conta. Nunca me senti mais recompensado, ou arrependido, por minhas decisões passadas.

Todo o arco final do episódio é fantástico, repleto de ação, humor e diversas referências a outras obras como Street Fighter, Dragon Ball e até Power Rangers

Apesar do último episódio ter todos os ótimos elementos do jogo de forma mais forte, infelizmente ele conta também com um elemento negativo em seu pior estado, a performance. Em diversos momentos percebi a queda de frames ao jogar no PlayStation 4, problema que sempre foi comum à engine da Telltale, mas que não esteve tão notável nos episódios anteriores. Outro ponto são alguns estranhos momentos de falta de sintonia da trilha sonora com a cena, ou até a falta da mesma, o que dá uma sensação da trilha estar no tempo errado da cena.

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Acima de qualquer coisa, é necessário ressaltar o quanto Tales from the Borderlands é divertido. Fechando a história de Rhys, Fiona e todos seus amigos com surpresas, muita ação e comédia, o último episódio consegue colocar o jogo facilmente entre os melhores do ano, sendo uma agradável surpresa. The Vault of the Traveler te fará pesar todas as decisões tomadas nos episódios anteriores, enquanto te dá a sensação de realmente ter moldado essa história. Uma performance ruim e ocasionais problemas de sincronia com a trilha sonora não estragam de forma alguma esta ótima experiência.

(Atenção, caso você não tenha jogado os episódios anteriores, este review terá alguns spoilers inevitáveis). Ao saber que haveria um jogo desenvolvido pela Telltale Games que se passaria no mundo de Borderlands, confesso que não imaginei que poderia sair algo bom, principalmente ao levar em consideração os outros trabalhos da desenvolvedora, que contavam com um tom sério, enquanto a franquia da Gearbox é totalmente focada no humor. Obviamente, no primeiro episódio de Tales from the Borderlands todo meu medo já foi por água abaixo, já que o potencial estava claro e evidente, e que se concretizou ao longo dos outros quatro episódios de um dos melhores trabalhos da Telltale até o momento. Foi com seu último episódio que Tales from the Borderlands me ganhou e se tornou para mim, inesperadamente, um dos melhores jogos do ano. Intitulado "The Vault of the Traveler", o quinto e último episódio desta série exibe todas as melhores características dos episódios anteriores, agora combinadas. Ao jogar você passará por uma montanha-russa de emoções, com a habilidade incrível que a Telltale tem em mostrar momentos tristes e juntar comédia no meio sem perder o sentimento. O episódio já começa com um desses momentos, que acaba sendo um dos mais tocantes do jogo. O que já é de praxe comentar nessas análises dos episódios de Tales from the Borderlands, novamente devo mencionar, a ótima abertura. Claro, pode não ser superior à do segundo episódio (minha eterna favorita), mas esta também se encaixa muito bem com sua música e cenas. Nossos eternos heróis, Rhys e Fiona, juntos à sua turma, iniciam o episódio tentando escapar de Helios, a base da Hyperion, mas não antes de fugir dos problemas criados por Handsome Jack. Foi com seu último episódio que Tales from the Borderlands me ganhou e se tornou para mim, inesperadamente, um dos melhores jogos do ano Pouco tempo após a tocante abertura, já temos outro fantástico momento em um diálogo memorável entre Rhys e Handsome Jack, o que mostra mais uma vez o dom da Telltale em criar um roteiro competente e imersivo. Tal diálogo se torna tão importante por todo o foco que os episódios anteriores deram a esse relacionamento, que aqui atinge seu clímax. Como era de se esperar, tudo é recheado com muito humor, algo também que a desenvolvedora sabe mesclar bem durante todo o episódio. Não só isso, mas após a "falta" de ação no episódio anterior, parece que tudo estava guardado para este final, que conta sem a menor sombra de dúvidas com as melhores cenas de ação de todos os episódios. Todo o arco final do episódio é fantástico, repleto de ação, humor e diversas referências a outras obras como Street Fighter, Dragon Ball e até Power Rangers. Após algumas revelações que causam verdadeiro impacto por serem inesperadas e diferente do que a maioria dos jogadores poderiam imaginar, vemos diante de nossos olhos todas as nossas decisões em todos os episódios passados terem total relevância. Jogos da Telltale sempre contam com o…

9

Fantástico!

Veredito Final

O episódio final de Tales from the Borderlands mostra toda a maestria da Telltale Games na criação de histórias envolventes e divertidas. The Vault of the Traveler é o melhor episódio desta nova série, que obtém sucesso principalmente por sua capacidade de causar sentimentos diversos com empolgantes cenas de ação, ótimo uso de humor, momentos tristes e inesperadas revelações. A queda de frames por segundo, pequenos travamentos e momentos com aparente falta de sincronia da trilha sonora não são suficientes para desencorajar qualquer um a experimentar o jogo. A importância de suas decisões moldando a história nunca estiveram tão evidentes quanto aqui. O game é um dos melhores trabalhos da Telltale, ficando lado a lado à fantástica primeira temporada de The Walking Dead.

Nota

9

9

Redator da SuperGamePlay, se apaixonou por videogames na primeira vez que jogou Atari. Preza por uma boa história, é fanático por Metal Gear e está sempre em busca de bons jogos indies. Ama consoles, mas também não larga o PC. Tudo o que queria era mais tempo para terminar todos os jogos que gostaria.