Review – Tales from the Borderlands – Episódio 3: Catch a Ride

(Atenção, caso você não tenha jogado os episódios anteriores, este review terá alguns spoilers inevitáveis).

Sendo um jogo focado em narrativa e nas decisões que o jogador toma, podemos dizer que no terceiro episódio de Tales from the Borderlands, “Catch a Ride”, é que esta característica parece ser mais notável. Os episódios anteriores já apresentavam diferentes caminhos dependendo de sua escolha, mas talvez nada tão significante quanto agora. A grande decisão acontece no final do episódio anterior, quando o jogador, controlando o protagonista Rhys, deve confiar em Fiona ou no famoso vilão Handsome Jack. A escolha pra muitos pode ser até fácil, já que este último não é a melhor das pessoas, mas entende-se que Fiona também não, devido a suas habilidades na arte de enganar.

Partindo deste ponto, temos a continuação da história podendo tomar diferentes rumos logo no início da aventura, já começando inclusive com muita ação. O interessante é o quanto a situação muda logo nos primeiros minutos de jogo, com personagens saindo e novos sendo apresentados na história. Fica o destaque para a inclusão da divertida Gortys, interpretada por Ashley Johnson, a dubladora de Ellie em The Last of Us. Além dela, temos também a participação de personagens importantes da série Borderlands, que são uma boa surpresa em Tales from the Borderlands.

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A evolução da história neste episódio acontece muito bem, de forma natural e sem pressa. O objetivo permanece, acessar o desejado “vault”, mas pra isso a pequena robô Gortys avisa que precisa de mais peças para si mesma para ser capaz de localizá-lo. A abertura do episódio como sempre é outro grande destaque, e dessa vez temos os personagens fazendo uma pequena viagem pelo planeta de Pandora para chegarem a um interessante e misterioso novo local, onde supostamente deve-se encontrar um equipamento de melhora para a pequenina e adorável Gortys.

Um dos pontos que mais gostei foi o desenvolvimento no relacionamento entre os personagens

O humor continua sendo uma das principais características neste episódio, sempre com piadas engraçadas e inteligentes, o que garante diversão certa ao jogar. Em meio a isso, um dos pontos que mais gostei foi o desenvolvimento no relacionamento entre os personagens. O episódio conta com momentos em que personagens se separam em duplas, o que possibilita conversas até mais íntimas, podendo indicar um romance a ser desenvolvido futuramente. Outro ponto é a maior presença de Fiona, que até então não havia ganhado momentos em que podia demonstrar bem suas habilidades. Junto ao desenvolvimento nos relacionamentos entre os personagens, vem também a formação de alianças não esperadas.

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O segundo episódio já havia agradado muito com diversas cenas de ação, o que foi intensificado neste terceiro, tornando praticamente impossível ficar entediado em qualquer momento do game. As cenas de ação são ótimas e bem construídas, com interações divertidas. Em alguns pontos no entanto, observei alguns bugs em animações, com pequenos travamentos, um detalhe comum nos jogos da Telltale para consoles da geração passada, porém não tão presentes nesta nova geração. Ainda assim, são poucos momentos, nada que atrapalha a experiência.

As cenas de ação tornam praticamente impossível ficar entediado em qualquer momento do game

Devido à escolha entre Fiona ou Handsome Jack no final do segundo episódio, caso o jogador escolha confiar em Jack alguns detalhes podem acontecer, como controle total do corpo de Rhys por Jack. Já para o jogador que decidir confiar em Fiona, o episódio terá uma participação bem limitada do vilão de Borderlands. As mudanças acontecem principalmente no início do episódio, porém refletem em algumas ações mais para frente e possivelmente irão afetar também nos próximos.

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Novamente a Telltale consegue entregar um episódio de qualidade, seguindo o padrão do segundo, com humor inteligente típico da série Borderlands e ainda mais ação. Em “Catch a Ride” não há nenhum momento para ficar entediado, as cenas de ação são constantes, mas não exageradas. Um ponto alto do episódio é o grande desenvolvimento nos relacionamentos entre personagens e mudança no cenário atual da história com mortes no melhor estilo Game of Thrones, e inclusão de diversos novos. A história continua sendo contada como lembranças dos dois protagonistas, que são reféns de um misterioso personagem. O final acaba de forma aberta, e já demonstrando grande potencial para o próximo.

  • Este review de Tales from the Borderlands foi feito no PS4, com uma cópia do game enviada para nós pela Telltale Games.
  • Confira o nosso review do primeiro episódio “Zer0 Sum” e também do segundo “Atlas Mugged”.
(Atenção, caso você não tenha jogado os episódios anteriores, este review terá alguns spoilers inevitáveis). Sendo um jogo focado em narrativa e nas decisões que o jogador toma, podemos dizer que no terceiro episódio de Tales from the Borderlands, "Catch a Ride", é que esta característica parece ser mais notável. Os episódios anteriores já apresentavam diferentes caminhos dependendo de sua escolha, mas talvez nada tão significante quanto agora. A grande decisão acontece no final do episódio anterior, quando o jogador, controlando o protagonista Rhys, deve confiar em Fiona ou no famoso vilão Handsome Jack. A escolha pra muitos pode ser até fácil, já que este último não é a melhor das pessoas, mas entende-se que Fiona também não, devido a suas habilidades na arte de enganar. Partindo deste ponto, temos a continuação da história podendo tomar diferentes rumos logo no início da aventura, já começando inclusive com muita ação. O interessante é o quanto a situação muda logo nos primeiros minutos de jogo, com personagens saindo e novos sendo apresentados na história. Fica o destaque para a inclusão da divertida Gortys, interpretada por Ashley Johnson, a dubladora de Ellie em The Last of Us. Além dela, temos também a participação de personagens importantes da série Borderlands, que são uma boa surpresa em Tales from the Borderlands. A evolução da história neste episódio acontece muito bem, de forma natural e sem pressa. O objetivo permanece, acessar o desejado "vault", mas pra isso a pequena robô Gortys avisa que precisa de mais peças para si mesma para ser capaz de localizá-lo. A abertura do episódio como sempre é outro grande destaque, e dessa vez temos os personagens fazendo uma pequena viagem pelo planeta de Pandora para chegarem a um interessante e misterioso novo local, onde supostamente deve-se encontrar um equipamento de melhora para a pequenina e adorável Gortys. Um dos pontos que mais gostei foi o desenvolvimento no relacionamento entre os personagens O humor continua sendo uma das principais características neste episódio, sempre com piadas engraçadas e inteligentes, o que garante diversão certa ao jogar. Em meio a isso, um dos pontos que mais gostei foi o desenvolvimento no relacionamento entre os personagens. O episódio conta com momentos em que personagens se separam em duplas, o que possibilita conversas até mais íntimas, podendo indicar um romance a ser desenvolvido futuramente. Outro ponto é a maior presença de Fiona, que até então não havia ganhado momentos em que podia demonstrar bem suas habilidades. Junto ao desenvolvimento nos relacionamentos entre os personagens, vem também a formação de alianças não esperadas. O segundo episódio já havia agradado muito com diversas cenas de ação, o que foi intensificado neste terceiro, tornando praticamente impossível ficar entediado em qualquer momento do game. As cenas de ação são ótimas e bem construídas, com interações divertidas. Em alguns pontos no entanto, observei alguns bugs em animações, com pequenos travamentos, um detalhe comum nos jogos da Telltale para consoles da geração passada, porém não tão presentes nesta nova geração. Ainda assim,…

9

Fantástico

Veredito Final

Seguindo o mesmo estilo do episódio anterior, o terceiro episódio de Tales from the Borderlands, "Catch a Ride", traz ainda mais cenas de ação e humor inteligente. A inclusão de novos personagens significantes ajuda a manter a história interessante, além do grande desenvolvimento no relacionamento dos personagens com situações não comuns e inesperadas. É aqui que as escolhas parecem ter maior impacto, alterando vários momentos de acordo com a decisão final do segundo episódio. Lado a lado com o segundo episódio, o terceiro é um dos melhores até então, e finaliza de forma aberta, deixando cada vez maior a curiosidade pelo que vem a seguir e como tudo isso irá terminar.

Nota

9

9

Redator da SuperGamePlay, se apaixonou por videogames na primeira vez que jogou Atari. Preza por uma boa história, é fanático por Metal Gear e está sempre em busca de bons jogos indies. Ama consoles, mas também não larga o PC. Tudo o que queria era mais tempo para terminar todos os jogos que gostaria.