Review – Tales from the Borderlands – Episódio 2: Atlas Mugged

(Atenção, caso você não tenha jogado os episódios anteriores, este review terá alguns spoilers inevitáveis).

Fazer análise de um jogo episódico ás vezes pode ser uma tarefa difícil ou imprecisa, pois não temos uma visão completa da história e certamente o ritmo muda de um episódio para outro. Normalmente, o segundo e terceiro episódios não são exatamente os melhores, pois a história ainda está se desenvolvendo e costuma dar uma amenizada no ritmo após o primeiro. Felizmente para nós, no caso de Tales from the Borderlands não é bem assim que acontece. O segundo episódio, chamado de “Atlas Mugged”, possui momentos hilários, ótimas cenas de ação e mais profundidade nos personagens.

Tales from the Borderlands_20150328220059

Atlas Mugged continua exatamente de onde o episódio anterior havia parado, em um bunker descoberto por nossos destemidos heróis, e que aparentemente contém uma das coisas mais valiosas do mundo de Pandora: a chave de um “vault”. Mas eis que nesse momento a trama se complica, pelo menos para Rhys. O famoso vilão da série Borderlands, Handsome Jack em pessoa (ou nem tanto), surge de alguma forma na mente de Rhys, podendo ser visto apenas por ele. A inclusão de Handsome Jack à trama é simplesmente fantástica, e oferece definitivamente alguns dos momentos mais hilários do jogo.

A inclusão de Handsome Jack à trama é simplesmente fantástica, e oferece definitivamente alguns dos momentos mais hilários do jogo

Logo após momentos destrambelhados de Rhys confuso pela presença de Jack, temos uma das cenas mais memoráveis dos últimos tempos, a abertura do episódio com uma música que simplesmente não sai da minha cabeça. Tais cenas são comuns nos jogos da série da Gearbox Software, e com certeza teriam que estar presentes aqui também. Após a abertura, novamente temos os personagens separados em duplas, assim como no primeiro episódio, e daí o jogo começa a trabalhar mais na personalidade de cada um, nos aprofundando em suas histórias e revelando mais da intenção de cada um, o que gera diversas escolhas que podem decidir como as relações entre os personagens vão se seguir.

Tales from the Borderlands_20150328220304

Handsome Jack em pessoa… Ou quase isso

Enquanto Rhys e Vaughn tem um momento de perigo seguido de uma demonstração de companheirismo, Fiona e Sasha também devem achar um jeito de chegar ao seu objetivo, e aqui novamente entram as habilidades de lábia de Fiona. O episódio nos dá mais oportunidade de usar essas habilidades únicas dos personagens, a lábia de Fiona e o implante ocular de Rhys (melhorado com a ajuda de Handsome Jack). Algumas cenas de ação fazem parte desse arco, que se desenrolam de forma bem empolgante, contando com a participação de outra personagem da série Borderlands, esta bem “badass”.

Tales from the Borderlands_20150328221314

Infelizmente nem tudo é perfeito, e nos deparamos com alguns momentos que quebram o ritmo estabelecido anteriormente no episódio, colocando o jogador para andar e explorar cenários. Outro ponto que acaba tirando um pouco da ótima experiência do jogo são algumas animações mal feitas, não naturais. Mas nada disso é suficiente para tirar o brilho desse ótimo episódio, que consegue elevar o nível de empolgação do primeiro e nos faz sentir mais conectados aos personagens enquanto mais de suas personalidades são reveladas. Em Tales from the Borderlands, a Telltale faz excelente uso de sua inspiração, passando a sensação de realmente fazer parte do universo de Borderlands.

  • Este review de Tales from the Borderlands foi feito no PlayStation 4 com uma cópia do game enviada para nós pela Telltale.
  • Confira o nosso review do primeiro episódio, “Zer0 Sum”.
(Atenção, caso você não tenha jogado os episódios anteriores, este review terá alguns spoilers inevitáveis). Fazer análise de um jogo episódico ás vezes pode ser uma tarefa difícil ou imprecisa, pois não temos uma visão completa da história e certamente o ritmo muda de um episódio para outro. Normalmente, o segundo e terceiro episódios não são exatamente os melhores, pois a história ainda está se desenvolvendo e costuma dar uma amenizada no ritmo após o primeiro. Felizmente para nós, no caso de Tales from the Borderlands não é bem assim que acontece. O segundo episódio, chamado de "Atlas Mugged", possui momentos hilários, ótimas cenas de ação e mais profundidade nos personagens. Atlas Mugged continua exatamente de onde o episódio anterior havia parado, em um bunker descoberto por nossos destemidos heróis, e que aparentemente contém uma das coisas mais valiosas do mundo de Pandora: a chave de um "vault". Mas eis que nesse momento a trama se complica, pelo menos para Rhys. O famoso vilão da série Borderlands, Handsome Jack em pessoa (ou nem tanto), surge de alguma forma na mente de Rhys, podendo ser visto apenas por ele. A inclusão de Handsome Jack à trama é simplesmente fantástica, e oferece definitivamente alguns dos momentos mais hilários do jogo. A inclusão de Handsome Jack à trama é simplesmente fantástica, e oferece definitivamente alguns dos momentos mais hilários do jogo Logo após momentos destrambelhados de Rhys confuso pela presença de Jack, temos uma das cenas mais memoráveis dos últimos tempos, a abertura do episódio com uma música que simplesmente não sai da minha cabeça. Tais cenas são comuns nos jogos da série da Gearbox Software, e com certeza teriam que estar presentes aqui também. Após a abertura, novamente temos os personagens separados em duplas, assim como no primeiro episódio, e daí o jogo começa a trabalhar mais na personalidade de cada um, nos aprofundando em suas histórias e revelando mais da intenção de cada um, o que gera diversas escolhas que podem decidir como as relações entre os personagens vão se seguir. Handsome Jack em pessoa... Ou quase isso Enquanto Rhys e Vaughn tem um momento de perigo seguido de uma demonstração de companheirismo, Fiona e Sasha também devem achar um jeito de chegar ao seu objetivo, e aqui novamente entram as habilidades de lábia de Fiona. O episódio nos dá mais oportunidade de usar essas habilidades únicas dos personagens, a lábia de Fiona e o implante ocular de Rhys (melhorado com a ajuda de Handsome Jack). Algumas cenas de ação fazem parte desse arco, que se desenrolam de forma bem empolgante, contando com a participação de outra personagem da série Borderlands, esta bem "badass". Infelizmente nem tudo é perfeito, e nos deparamos com alguns momentos que quebram o ritmo estabelecido anteriormente no episódio, colocando o jogador para andar e explorar cenários. Outro ponto que acaba tirando um pouco da ótima experiência do jogo são algumas animações mal feitas, não naturais. Mas nada disso é suficiente para tirar…

9

Fantástico

Veredito final

O episódio 2 de Tales from the Borderlands segue o excelente ritmo estabelecido no primeiro, com humor inteligente e cenas memoráveis, enquanto a história aprofunda na personalidade e motivações de cada personagem. Atlas Mugged traz muitos momentos hilários, principalmente com a agradável inclusão de Handsome Jack. Algumas poucas animações mal feitas e momentos de exploração chatos não são suficientes para tirar o brilho dessa ótima experiência, que me deixou ainda mais empolgado para o que vem a seguir. Além de capturar com sucesso a atmosfera da série Borderlands, o episódio supera sua inspiração e traz uma das cenas de abertura mais memoráveis dos últimos tempos.

Nota

9

9

Redator da SuperGamePlay, se apaixonou por videogames na primeira vez que jogou Atari. Preza por uma boa história, é fanático por Metal Gear e está sempre em busca de bons jogos indies. Ama consoles, mas também não larga o PC. Tudo o que queria era mais tempo para terminar todos os jogos que gostaria.