Review – Street Fighter V – Combate antecipado

10 de março de 2016

Independente de sua idade, sendo um ávido gamer ou não, certamente já ouviu falar da popular série Street Fighter. Se você nasceu na década de 70~80, a chance de ter jogado algum game da franquia nos arcades/fliperama, é extremamente grande. Isto porque estamos falando aqui de nada menos que o grande rei dentre os jogos de luta. Existem outros bons games como The King of Fighters, Mortal Kombat e outros, mas nenhum se equipara a enorme comunidade de fãs aficionados por Street Fighter. Mas como a história nos ensina, todo grande reinado, pode sim chegar a um fim. Seria este o destino deste?

Inquestionavelmente, todos os grandes produtores e desenvolvedores de franquias icônicas como esta, enfrentam a cada novo game lançado, uma tarefa praticamente impossível: a de inovar e melhorar a experiência sem perder a sensação original da série, agradando uma legião de fãs que está cada vez mais vocal e exigente. Desta vez não poderia ser diferente.

Visualmente Street Fighter V impressiona. Aproveitando o poder máximo da Unreal Engine 4, o game agora apresenta um belíssimo visual em 1080p, a fluídos 60 quadros por segundo. O design dos personagens é diversificado e interessante, mantendo o excelente padrão costumeiro da série. Destaque especial para o uso da física em elementos como cabelos e roupas que ajudam a transmitir uma sensação de realismo no impacto dos golpes e fluidez nos movimentos dos lutadores.

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Os cenários são bem diversificados e conseguem transmitir bem os elementos de cada país que representam. Alguns destes cenários possuem divertidas interações que são ativadas em determinadas ocasiões. Como a do Chinês, que ocorre quando um dos lutadores perde o round por um golpe forte que o arremessa em uma pilha de pratos, e um destes pratos acaba caindo na cabeça do perdedor, que terá que lutar no próximo round com este prato cheio de macarrão em sua cabeça. São elementos sutis como este que dão um sabor todo especial a este novo game da série.

As músicas continuam marcantes como sempre e possuem diversos elementos e ritmos que relembram temas clássicos da série. Os efeitos sonoros dos combates também são bons e muito competentes ao transmitir a sensação do impacto da pancadaria que rola solta. A dublagem dos lutadores é decente, mas limita-se a um pequeno repertório de frases entre as lutas, e como era de se esperar, está toda em inglês (porém o game está todo legendado para o português do Brasil).

A cereja no topo do bolo de Street Fighter V definitivamente continua em sua jogabilidade, que está mais amigável a novos jogadores do que nunca, graças também ao muito bem elaborado V-System (V-Skill, V-Trigger e V-Reversals). Estes dão uma identidade única a cada um dos lutadores e um frescor todo especial à jogabilidade ao game ao viabilizar uma gama gigantesca de oportunidades de ataque, defesa e contra-ataque. Confira em breve aqui na SuperGamePlay uma seção de dicas especiais para explicar como cada um destes sistemas funcionam e estratégias de como melhor utilizá-los.

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A Capcom anunciou um suporte pós-lançamento bem robusto ao game, com disponibilização de diversos conteúdos novos e gratuitos que poderão ser adquiridos utilizando a “Fight Money”, a moeda virtual do jogo conquistada durante a sua jogatina. Também será possível comprar este conteúdo de forma instantânea com a moeda “Zenny”, adquirida com dinheiro real. Outra novidade no jogo é a CFN (Capcom Fighters Network), que permite ver o ranking mundial dos jogadores, acompanhar o progresso de cada um destes jogadores, ver o replay de suas lutas, dentre outras atividades. Tudo de forma organizada e rápida. Certamente ajudará e muito quem deseja lutar como os melhores do mundo em Street Fighter V.

Inicialmente, o jogo conta com 16 lutadores, sendo eles: Chun-Li, Ryu, Mika, Zanguief, Karin, Nash, Ken, Bison, Cammy, Vega, Birdie, Dhalsin, e os estreantes Rashid, Laura, F.A.N.G. e Necalli. Cada um com estilos de lutas e poderes bem distintos. Possui dez cenários para batalhas, que são: Shadaloo Base, Hillside Plaza, Underground Arena, Bustling Side Street, Forgotten Waterfall, Union Station, Kanzuki Estate, City in Chaos, Apprentice Alley, Lair of the Four Kings e The Grid.

Como modalidades de jogo, o game não oferece muito. Basicamente temos o tradicional modo versus offline, um modo survival onde você enfrentará diversos adversários controlados pelo CPU até vencer 20 rounds (ou até que o seu vital acabe), além de três modos online, sendo eles o modo lobby para jogar com até 8 amigos, um modo online de partida casual e ranqueada. O game também conta com um modo treino e um superficial modo história, que introduz um pouco sobre as motivações de cada um dos personagens, mas que infelizmente é curto e pode ser concluído em poucas horas.

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Os fãs hardcore de Street Fighter e jogadores profissionais do game certamente não se incomodarão com este fato, pois os principais modos usados por este público já estão presentes no game. Os demais jogadores sentirão falta principalmente das modalidades tradicionais na série, como o modo arcade, multijogador com opção de lutar contra o cpu, e o modo de desafio. Estes, por sua vez, serão lançados no decorrer de 2016 em forma de DLCs gratuitos. Tudo isso me passa a impressão de que Street Fighter V foi lançado às pressas a fim de que jogadores pudessem praticar para o campeonato da Capcom Pro Tour que inicia agora em Abril. Resta saber como os fãs mais casuais do game receberão esta novidade.

Uma coisa é fato, a Capcom tem grandes planos para Street Fighter V. De forma diferente dos games anteriores da série, todas as atualizações de jogabilidade, ajustes de balanceamento e novos lutadores serão disponibilizados para todos os jogadores de forma gratuita ou adquirida através da moeda conquistada no jogo. Essa nova estratégia de distribuição significa que, ao adquirir Street Fighter V, o jogador terá consigo a “versão definitiva” do game. Considere-o como uma plataforma base, pois você não mais precisará adquirir as versões separadas do game como Super, Ultra, Champion Edition (e etc) para continuar a jogar com seus amigos. Ou seja, a comunidade não será mais dividida nas inúmeras versões que a Capcom sempre lançava. Ao meu ver, esta nova abordagem será uma grande e muito bem vinda novidade na série.

Independente de sua idade, sendo um ávido gamer ou não, certamente já ouviu falar da popular série Street Fighter. Se você nasceu na década de 70~80, a chance de ter jogado algum game da franquia nos arcades/fliperama, é extremamente grande. Isto porque estamos falando aqui de nada menos que o grande rei dentre os jogos de luta. Existem outros bons games como The King of Fighters, Mortal Kombat e outros, mas nenhum se equipara a enorme comunidade de fãs aficionados por Street Fighter. Mas como a história nos ensina, todo grande reinado, pode sim chegar a um fim. Seria este o destino deste? Inquestionavelmente, todos os grandes produtores e desenvolvedores de franquias icônicas como esta, enfrentam a cada novo game lançado, uma tarefa praticamente impossível: a de inovar e melhorar a experiência sem perder a sensação original da série, agradando uma legião de fãs que está cada vez mais vocal e exigente. Desta vez não poderia ser diferente. Visualmente Street Fighter V impressiona. Aproveitando o poder máximo da Unreal Engine 4, o game agora apresenta um belíssimo visual em 1080p, a fluídos 60 quadros por segundo. O design dos personagens é diversificado e interessante, mantendo o excelente padrão costumeiro da série. Destaque especial para o uso da física em elementos como cabelos e roupas que ajudam a transmitir uma sensação de realismo no impacto dos golpes e fluidez nos movimentos dos lutadores. Os cenários são bem diversificados e conseguem transmitir bem os elementos de cada país que representam. Alguns destes cenários possuem divertidas interações que são ativadas em determinadas ocasiões. Como a do Chinês, que ocorre quando um dos lutadores perde o round por um golpe forte que o arremessa em uma pilha de pratos, e um destes pratos acaba caindo na cabeça do perdedor, que terá que lutar no próximo round com este prato cheio de macarrão em sua cabeça. São elementos sutis como este que dão um sabor todo especial a este novo game da série. As músicas continuam marcantes como sempre e possuem diversos elementos e ritmos que relembram temas clássicos da série. Os efeitos sonoros dos combates também são bons e muito competentes ao transmitir a sensação do impacto da pancadaria que rola solta. A dublagem dos lutadores é decente, mas limita-se a um pequeno repertório de frases entre as lutas, e como era de se esperar, está toda em inglês (porém o game está todo legendado para o português do Brasil). A cereja no topo do bolo de Street Fighter V definitivamente continua em sua jogabilidade, que está mais amigável a novos jogadores do que nunca, graças também ao muito bem elaborado V-System (V-Skill, V-Trigger e V-Reversals). Estes dão uma identidade única a cada um dos lutadores e um frescor todo especial à jogabilidade ao game ao viabilizar uma gama gigantesca de oportunidades de ataque, defesa e contra-ataque. Confira em breve aqui na SuperGamePlay uma seção de dicas especiais para explicar como cada um destes sistemas funcionam e estratégias de como melhor utilizá-los. A Capcom anunciou…

8

Excelente

Veredito Final

Street Fighter V é - em partes - um passo a frente para a adorada franquia. O game conta com belíssimos cenários e lutadores bem animados, que usa e abusa do poder da atual geração de consoles. O conceituado gameplay foi inovado ainda mais com o novo V-System que é simplesmente sensacional e dá uma identidade única a cada um dos lutadores. A inclusão da Capcom Fighter Network é um passo importante não só para o mundo dos eSports como também para jogadores casuais. O grande problema de Street Fighter V reside no fato que o mesmo foi claramente lançado antes da hora, com poucos modos de jogo, um modo história fraquíssimo e sem alguns recursos tradicionais do gênero. A Capcom promete que o game irá continuar a evoluir por longos anos, nos resta aguardar. Felizmente todo o histórico da série apoia esta promessa.

Nota
8

Co-fundador, redator da SuperGamePlay e aficionado por jogos eletrônicos desde a infância. Tem preferência por jogos do tipo Sandbox (mundo aberto), FPS (tiro em primeira pessoa) e multiplayer. Busca sua realização pessoal, caminhando seus primeiros passos no desenvolvimento de jogos.