Review – Resident Evil: Revelations 2 – Episódio 1: Colônia penal

Após as boas críticas de Resident Evil: Revelations, jogo lançado originalmente para o 3DS e posteriormente para PC, PlayStation 3, Xbox 360 e Wii U, não era difícil imaginar que a Capcom faria uma continuação. Mas aparentemente não há motivos para o novo jogo da série Resident Evil se chamar Revelations, já que conta com história e personagens diferentes, a não ser a oportunidade de causar uma boa impressão, devido às boas críticas do primeiro. Outro motivo talvez seja a forma mais simples com que o novo jogo é tratado, sendo lançado por episódios e com valor mais baixo. Além disso, parece menos arriscado do que lançar como Resident Evil 7, já que o último jogo numerado não foi tão bem aceito.

Motivos a parte, Resident Evil: Revelations 2 teve seu primeiro episódio lançado esta semana, chamado de Colônia penal, o qual já traz aquele conhecido estilo da série de criar mistérios, mas que normalmente são resolvidos até o final do jogo (assim espero que aconteça aqui também). No game, os jogadores tem a chance de encarnar duas duplas de personagens, a veterana Claire Redfield junto à novata Moira Burton, e o famoso Barry Burton do primeiro jogo da série junto à outra novata, Natalia Korda, uma pequena e misteriosa garotinha. Como vocês já devem imaginar, Moira é filha de Barry.

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Barry e a misteriosa Natalia

No primeiro episódio, o jogador já tem a chance de controlar as duas duplas de personagens. O episódio é dividido em duas partes, que levam em torno de uma hora a uma hora e meia cada, totalizando algo em torno de 3 horas e meia para finalizar o capítulo. Jogando em single-player, o jogador tem a possibilidade de trocar de personagem a hora que desejar, e é forçado em alguns momentos da história em que há necessidade de usar um personagem específico. Essa mecânica de troca de personagens é ótima e realmente essencial, é impossível trocar apenas nos momentos obrigatórios, você sempre verá a importância de trocar frenquentemente, e isso é bom. Em ambas as duplas, um dos personagens é exclusivamente para batalhas, Claire e Barry, e o outro funciona como uma espécie de suporte, que no caso são Moira e Natalia.

Essa mecânica de troca de personagens é ótima e realmente essencial, é impossível trocar apenas nos momentos obrigatórios, você sempre verá a importância de trocar frenquentemente, e isso é bom

Mesmo não podendo usar armas de fogo, as duas personagens de suporte se mostram extremamente úteis. Moira consegue usar sua lanterna para encontrar itens, o que é muito importante devido à escassez de munição, e também cegar inimigos com sua lanterna, além de utilizar um pé de cabra para abrir portas barradas e baús. Já Natalia tem um dom bem interessante, ela consegue sentir a presença de inimigos por perto. Sendo assim, em muitos momentos o jogador sentirá a necessidade de avaliar os arredores antes de prosseguir. Outro detalhe muito importante e útil é que ela consegue apontar para inimigos e visualizar seus pontos fracos, revelando ao jogador, o que é uma mão na roda e uma ótima forma de economizar munição. E além disso, ela também é capaz de encontrar itens no cenário, assim como Moira e sua lanterna.

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Nessa mecânica de troca de personagens, é importante salientar que o jogador pode alterar para a personagem de suporte, deixá-la abrindo uma porta por exemplo, e voltar para o outro para proteger o companheiro, o que é muito bom, mas não espere muita ajuda da IA contra os inimigos. É possível também jogar todo o jogo em modo cooperativo local, o que o torna mais divertido. Porém, dessa forma um dos jogadores pode ficar claramente mais entediado, já que tem poucas habilidades de combate ao controlar um personagem de suporte. No entanto, a dinâmica no cooperativo se torna bem melhor, já que um fica exclusivamente responsável por achar itens e atrapalhar inimigos cegando-os ou apontando seus pontos fracos.

Em termos gerais, a jogabilidade está ótima e bem melhor que a do primeiro Revelations, o que já era o esperado, já que o primeiro foi adaptado para os consoles a partir da versão para portátil. Em Revelations 2, a esquiva funciona muito bem e é necessária em diversos momentos, enquanto a mobilidade dos personagens também é boa e fluída. Um fator recorrente em jogos da série e também presente neste é a divisão estranha da tela quando em modo cooperativo. Ao invés de ser dividida ao meio horizontalmente, as duas telas não ocupam todo o espaço, sendo que a de cima fica mais para a esquerda e a de baixo para a direita. Não consigo entender essa divisão, que já é feita desde Resident Evil 5.

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Tela dividida

Visualmente, podemos dizer que Revelations 2 é bonito e bem detalhado principalmente nos personagens. Mas ainda assim, o jogo passa a sensação de ser mais simplificado em relação a certas animações dos personagens e cenas de corte. Ao jogar me deparei com poucos bugs, o que me agrada muito visto o mercado atual de jogos. Um problema não necessariamente do jogo em si, mas sim de sua localização para o Brasil, é diversos erros na legenda, que mostram palavras e frases muitas vezes diferentes do que os personagens estão tentando falar. Para esclarecer melhor, um exemplo disso é quando um personagem diz “look out for”, e a legenda traduz como “procurar por”, enquanto que na verdade tem significado de “cuidar de”.

Visualmente, podemos dizer que Revelations 2 é bonito e bem detalhado principalmente nos personagens. Mas ainda assim, o jogo passa a sensação de ser mais simplificado

Além da história, jogadores ainda podem se aventurar no modo Raid, que traz diversas missões que podem ser jogadas inicialmente com quatro personagens diferentes, mas que receberá mais a cada novo episódio lançado. O modo é divertido, e serve bem para dar uma longevidade ao game após terminar o modo de história. E assim como na campanha, o modo também pode ser jogado de forma cooperativa offline (exceto no PC, onde a Capcom afirmou que não irá incluir a função na campanha e nem no modo Raid, porém este último terá cooperativo online em uma futura atualização). Missões diárias do modo Raid garantem que o jogo poderá ser aproveitado por muito tempo.

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Claire e Moira

Talvez ainda seja um pouco cedo para discutir sobre sua história, já que o episódio apenas introduz os personagens e a história, mas muito pouco é revelado da trama, o que faz o jogador perder um pouco de interesse em alguns momentos. Ainda assim, o episódio termina de tal forma que já me deixou interessado o suficiente pelo próximo. Um ponto positivo no entanto, é que já é interessante ver a dinâmica da história em tempos diferentes para cada dupla de personagens e as interações que podem ocorrer nos próximos capítulos. O jogo está disponível para PC, PS3, PS4, Xbox 360 e Xbox One.

  • Este review de Resident Evil: Revelations 2 – Episódio 1: Colônia penal foi feito no PlayStation 4, com uma cópia do game enviada para nós pela Capcom.
Após as boas críticas de Resident Evil: Revelations, jogo lançado originalmente para o 3DS e posteriormente para PC, PlayStation 3, Xbox 360 e Wii U, não era difícil imaginar que a Capcom faria uma continuação. Mas aparentemente não há motivos para o novo jogo da série Resident Evil se chamar Revelations, já que conta com história e personagens diferentes, a não ser a oportunidade de causar uma boa impressão, devido às boas críticas do primeiro. Outro motivo talvez seja a forma mais simples com que o novo jogo é tratado, sendo lançado por episódios e com valor mais baixo. Além disso, parece menos arriscado do que lançar como Resident Evil 7, já que o último jogo numerado não foi tão bem aceito. Motivos a parte, Resident Evil: Revelations 2 teve seu primeiro episódio lançado esta semana, chamado de Colônia penal, o qual já traz aquele conhecido estilo da série de criar mistérios, mas que normalmente são resolvidos até o final do jogo (assim espero que aconteça aqui também). No game, os jogadores tem a chance de encarnar duas duplas de personagens, a veterana Claire Redfield junto à novata Moira Burton, e o famoso Barry Burton do primeiro jogo da série junto à outra novata, Natalia Korda, uma pequena e misteriosa garotinha. Como vocês já devem imaginar, Moira é filha de Barry. Barry e a misteriosa Natalia No primeiro episódio, o jogador já tem a chance de controlar as duas duplas de personagens. O episódio é dividido em duas partes, que levam em torno de uma hora a uma hora e meia cada, totalizando algo em torno de 3 horas e meia para finalizar o capítulo. Jogando em single-player, o jogador tem a possibilidade de trocar de personagem a hora que desejar, e é forçado em alguns momentos da história em que há necessidade de usar um personagem específico. Essa mecânica de troca de personagens é ótima e realmente essencial, é impossível trocar apenas nos momentos obrigatórios, você sempre verá a importância de trocar frenquentemente, e isso é bom. Em ambas as duplas, um dos personagens é exclusivamente para batalhas, Claire e Barry, e o outro funciona como uma espécie de suporte, que no caso são Moira e Natalia. Essa mecânica de troca de personagens é ótima e realmente essencial, é impossível trocar apenas nos momentos obrigatórios, você sempre verá a importância de trocar frenquentemente, e isso é bom Mesmo não podendo usar armas de fogo, as duas personagens de suporte se mostram extremamente úteis. Moira consegue usar sua lanterna para encontrar itens, o que é muito importante devido à escassez de munição, e também cegar inimigos com sua lanterna, além de utilizar um pé de cabra para abrir portas barradas e baús. Já Natalia tem um dom bem interessante, ela consegue sentir a presença de inimigos por perto. Sendo assim, em muitos momentos o jogador sentirá a necessidade de avaliar os arredores antes de prosseguir. Outro detalhe muito importante e útil é que ela consegue apontar…

7.5

Muito bom

Veredito final

Resumindo, o primeiro episódio de Resident Evil: Revelations 2 é um bom começo para a história, e embora a trama só empolgue nos minutos finais e com as cenas do próximo episódio, ele já mostra o acerto do jogo em termos de jogabilidade e dinâmica das trocas de personagem, que se faz necessária ao longo de todo o jogo. Apesar de aparentar um visual mais simplificado, inclusive em detalhes dos cenários e na mesmice dos inimigos, os gráficos ainda satisfazem muito bem. Revelations 2 conta ainda com momentos mais no estilo survival horror, mas tem como predominância a ação. Já o modo Raid consegue prolongar a experiência com algo divertido que pode ser apreciado em modo cooperativo.

Nota

7.5

8

Redator da SuperGamePlay, se apaixonou por videogames na primeira vez que jogou Atari. Preza por uma boa história, é fanático por Metal Gear e está sempre em busca de bons jogos indies. Ama consoles, mas também não larga o PC. Tudo o que queria era mais tempo para terminar todos os jogos que gostaria.