Review – Ratchet & Clank – Reimaginado do jeito certo

21 de abril de 2016

A tarefa de trazer de volta uma antiga série de jogos não é fácil, e na maioria das vezes não atende ao que se esperava. Felizmente este não foi o caso de Ratchet & Clank, franquia desenvolvida pela Insomniac Games que teve seu primeiro jogo lançado para o PlayStation 2 em 2002. Após sua estreia no PS2, a série contou com diversos outros jogos lançados para diferentes plataformas PlayStation. Agora no entanto, a franquia se renova em uma espécie de reboot que consegue provar que o gênero de plataforma 3D não está morto, sendo perfeitamente viável quando bem feito de tal forma.

Neste jogo vemos a história contada pela perspectiva do famoso Capitão Qwark, um ex-patrulheiro galático que agora se encontra em uma prisão por crimes que ainda descobriremos. O antigo herói serve de narrador durante todo o jogo, contando as aventuras de Ratchet, uma criatura da espécie Lombax que sonha em se tornar um patrulheiro galático, e de Clank, um pequeno robô defeituoso que conseguiu escapar das mãos do terrível Dr. Nefarious. Ambos os heróis se encontram e partem para possivelmente a maior jornada de suas vidas a fim de salvar a galáxia.

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A estrutura criada para o jogo é perfeita, com os comentários do Capitão Qwark servindo tanto de guia, como quando não se tem um item específico para prosseguir por tal ponto, mas principalmente com comentários cômicos. É como se o jogo conhecesse a si mesmo e brincasse com sua própria estrutura, como por exemplo quando ajudamos um personagem a arrumar sua nave e ele diz que retornará no próximo reboot. O game é repleto de pequenas e inteligentes piadas, mantendo-se divertido do início ao fim. Porém o gameplay é o maior fator para manter a experiência sempre divertida.

O game é repleto de pequenas e inteligentes piadas, mantendo-se divertido do início ao fim

Em grande parte do jogo controlamos Ratchet em seções de plataforma 3D com uso de armas diversas, como num jogo de tiro em terceira pessoa, e uso de uma ferramenta para bater nos inimigos. Praticamente todas as armas contam com efeitos bem criativos, como o Pixelator, que transforma inimigos em versões 8 bits, e a Grovitron, que os faz dançar. Cada arma tem seu nível que é aumentado quanto mais é usada, concedendo maior dano e mais munição. Porém elas ainda podem ser melhoradas com desbloqueio de novas habilidades, o que pode ser feito gastando os preciosos cristais de raritânio encontrados ao longo do jogo, seja caindo de inimigos ou ás vezes no próprio cenário.

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Apesar de focar nesse estilo de plataforma, o jogo não se mantém apenas nisso, oferecendo também fases com combate de naves em cima de planetas, ou até disputa de corridas em um tipo de prancha voadora no melhor estilo De volta para o futuro. O pequeno Clank também ganha seus momentos, nos quais o foco é resolver quebra-cabeças. A variação no gameplay é suficiente para manter o jogador envolvido até o final. O game te levará em missões em planetas diferentes, após terminado tudo o que há pra fazer em um planeta, a história de levará para outro e assim por diante. Há também um incentivo em visitar planetas anteriores, já que novos itens obtidos podem destravar locais anteriormente inacessíveis.

Praticamente todas as armas contam com efeitos bem criativos, como o Pixelator, que transforma inimigos em versões 8 bits, e a Grovitron, que os faz dançar

Já a história no entanto, apesar de ser competente e contando até com uma ou duas surpresas, é apenas padrão. Como mencionei previamente, a forma de contar a história através do ponto de vista do Capitão Qwark e narrada por ele é ótima, porém ás vezes parece acelerada. Este é um daqueles casos em que após terminar você certamente lembrará da diversão que teve durante o jogo, no entanto mal irá lembrar dos acontecimentos. O jogo pode ser terminado em torno de 10 horas, e fica o destaque para a excelente dublagem em português do Brasil, que não deve em nada para a dublagem original.

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Mesmo com uma forma inteligente de contar a história e gameplay nunca cansativo com uso de variadas armas, o grande destaque na verdade é o impressionante visual do game. As animações são incríveis, os movimentos dos personagens fluídos, os cenários parecem vivos com elementos coloridos e únicos em cada planeta que se visita. Cada um dos planetas explorados contam com seu visual próprio e totalmente diferente dos outros, seja em termos de clima ou relevo. Ratchet & Clank é escolha certa para aqueles que desejam relembrar o esquecido estilo de plataforma 3D marcado nos consoles PlayStation por grandes franquias como Crash Bandicoot, Jak and Daxter e outros. O reboot é descrito como o jogo baseado no filme baseado no jogo, no entanto é interessante notar que este não é um daqueles casos que tenta pegar carona com o lançamento do filme, mas sim um jogo competente por si só. O filme chega aos cinemas brasileiros em 12 de Maio.

  • Este review de Ratchet & Clank foi feito no PlayStation 4 com uma cópia do game enviada para nós pela Sony.
A tarefa de trazer de volta uma antiga série de jogos não é fácil, e na maioria das vezes não atende ao que se esperava. Felizmente este não foi o caso de Ratchet & Clank, franquia desenvolvida pela Insomniac Games que teve seu primeiro jogo lançado para o PlayStation 2 em 2002. Após sua estreia no PS2, a série contou com diversos outros jogos lançados para diferentes plataformas PlayStation. Agora no entanto, a franquia se renova em uma espécie de reboot que consegue provar que o gênero de plataforma 3D não está morto, sendo perfeitamente viável quando bem feito de tal forma. Neste jogo vemos a história contada pela perspectiva do famoso Capitão Qwark, um ex-patrulheiro galático que agora se encontra em uma prisão por crimes que ainda descobriremos. O antigo herói serve de narrador durante todo o jogo, contando as aventuras de Ratchet, uma criatura da espécie Lombax que sonha em se tornar um patrulheiro galático, e de Clank, um pequeno robô defeituoso que conseguiu escapar das mãos do terrível Dr. Nefarious. Ambos os heróis se encontram e partem para possivelmente a maior jornada de suas vidas a fim de salvar a galáxia. A estrutura criada para o jogo é perfeita, com os comentários do Capitão Qwark servindo tanto de guia, como quando não se tem um item específico para prosseguir por tal ponto, mas principalmente com comentários cômicos. É como se o jogo conhecesse a si mesmo e brincasse com sua própria estrutura, como por exemplo quando ajudamos um personagem a arrumar sua nave e ele diz que retornará no próximo reboot. O game é repleto de pequenas e inteligentes piadas, mantendo-se divertido do início ao fim. Porém o gameplay é o maior fator para manter a experiência sempre divertida. O game é repleto de pequenas e inteligentes piadas, mantendo-se divertido do início ao fim Em grande parte do jogo controlamos Ratchet em seções de plataforma 3D com uso de armas diversas, como num jogo de tiro em terceira pessoa, e uso de uma ferramenta para bater nos inimigos. Praticamente todas as armas contam com efeitos bem criativos, como o Pixelator, que transforma inimigos em versões 8 bits, e a Grovitron, que os faz dançar. Cada arma tem seu nível que é aumentado quanto mais é usada, concedendo maior dano e mais munição. Porém elas ainda podem ser melhoradas com desbloqueio de novas habilidades, o que pode ser feito gastando os preciosos cristais de raritânio encontrados ao longo do jogo, seja caindo de inimigos ou ás vezes no próprio cenário. Apesar de focar nesse estilo de plataforma, o jogo não se mantém apenas nisso, oferecendo também fases com combate de naves em cima de planetas, ou até disputa de corridas em um tipo de prancha voadora no melhor estilo De volta para o futuro. O pequeno Clank também ganha seus momentos, nos quais o foco é resolver quebra-cabeças. A variação no gameplay é suficiente para manter o jogador envolvido até o final. O game te levará em missões…

8.2

Excelente

Veredito Final

Ratchet & Clank é um dos melhores exemplos de um reboot feito de forma que não só traz uma franquia de volta, mas inova com novos elementos de história, de gameplay e claro, visual. A enorme variedade de armas, cada uma com seu divertido e criativo estilo de lidar com inimigos, conseguem manter o jogador sempre na vontade de prosseguir, não tornando o game enjoativo. A movimentação é precisa e eficiente, enquanto os planetas são variados em relevo e clima. A história é contada de forma inteligente com muito humor, apesar de um roteiro não memorável que parece acelerado em alguns pontos. Mas acima de tudo, o visual é o que mais impressiona com suas cores vivas e movimentação fluída que nos faz imaginar estar jogando um filme da Pixar.

Nota

8.2

8

Redator da SuperGamePlay, se apaixonou por videogames na primeira vez que jogou Atari. Preza por uma boa história, é fanático por Metal Gear e está sempre em busca de bons jogos indies. Ama consoles, mas também não larga o PC. Tudo o que queria era mais tempo para terminar todos os jogos que gostaria.