Review – Rainbow Six Siege – Estratégia acima de tudo

19 de dezembro de 2015

Após mais de 7 anos sem um título da série Rainbow Six, com o último lançado sendo Rainbow Six: Vegas 2 em 2008, este ano a Ubisoft lançou o novo Rainbow Six Siege, jogo que tinha a promessa de retornar com o gameplay tático de tiro do qual a série era famosa. Antes disso porém, em 2012 tivemos o anúncio surpresa de Rainbow Six Patriots durante a E3, jogo que acabou sendo cancelado após alguns adiamentos. Foi então que a desenvolvedora surpreendeu na E3 2014 com o anúncio de Rainbow Six Siege, jogo que levantaria controvérsias quando descoberto que não teria campanha single-player.

De olho nos eSports e foco total no multiplayer, Rainbow Six Siege se junta a vários outros jogos desse tipo, porém com uma premissa bem diferenciada. Seguindo os traços da série que homenageia os livros do falecido autor Tom Clancy, o jogo toma uma abordagem mais estratégica e tática, onde a vida de cada componente da equipe é de extrema importância, assim como o uso de diferentes artimanhas durante as partidas. Tudo se concentra no esforço para se manter vivo, e assim ajudar sua equipe da melhor forma possível. Uma diferença grande para outros jogos é a inexistência do respawn.

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Em Siege, se seu personagem morrer você não irá voltar, basta sentar e aguardar o final da partida, não há sequer uma forma de se curar. Talvez esse seja o fator mais interessante do jogo, pois traz uma tensão a cada momento de silêncio, e traz o melhor da criatividade de cada um. Nesses momentos posso decidir colocar um explosivo em uma parede apenas como distração, e atacar por outro lado por exemplo. É esse tipo de estratégia que torna cada partida única, apesar de que volta e meio tudo acaba se resumindo à troca de tiros desenfreada, mas claro, não tanto quanto outros jogos do estilo.

Em Siege, se seu personagem morrer você não irá voltar, basta sentar e aguardar o final da partida, não há sequer uma forma de se curar

O game oferece personagens a serem desbloqueados, cada um com sua especialidade em defesa ou ataque, suas habilidades especiais e seus próprios equipamentos. Na “história” de Rainbow Six Siege, várias unidades militares ao redor do mundo se unem à caça aos terroristas. Temos então várias agências conhecidas, como a SAS da Inglaterra, a FBI SWAT dos Estados Unidos, a GIGN da França, a GSG9 da Alemanha e a Spetsnaz da Rússia. Cada equipe conta com quatro agentes que podem ser desbloqueados, dois especialistas em defesa e dois em ataque.

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Além de ganhar XP em cada partida, jogadores ganham também reputação, o que pode ser usado para liberar novos agentes, modificações de armas e skins. É uma boa forma de liberar novos personagens, já que acontece aos poucos e leva o jogador a conhecer cada um. Porém, tendo poucos liberados, ao entrar em uma partida o jogador pode escolher apenas os que tem, e que não estejam já selecionados por outros jogadores. Caso não sobre nenhum, se torna necessário selecionar um personagem genérico. Ao escolher seu personagem, deve ser levado em conta suas especialidades e habilidades.

O grande problema do game está na ausência de um modo campanha single-player

São vários disponíveis, o que oferece uma grande variedade às partidas, e cada um pode ser útil de alguma forma, até mesmo aqueles que você acha que nunca vai usar sua habilidade especial. O jogo disponibiliza diversos gadgets como drones, explosivos para derrubar paredes, granadas de flash, rapel e mais. Tudo pode ser usado para criar estratégias e surpreender com criatividade seus inimigos. Dentre os modos de jogo está resgate e proteção à reféns, desarme de bombas e outros.

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Com cenários destrutíveis, as possibilidades se tornam ainda maiores durante os confrontos de equipes. Se prepare para passar um tempo colocando armadilhas, reforçando parede enquanto estiver na defesa ou acionando drones e comunicando com sua equipe a todo tempo para mantê-los informados da possível posição dos adversários. Por contar com esse elemento de morte permanente e exigir estratégia para sobreviver, Siege não é um jogo para todos, pois exige paciência e conhecimento do que o jogo oferece de opções. Apesar disso, aqueles que se dedicarem, podem ser recompensados com momentos imprevisíveis e memoráveis.

Siege não é um jogo para todos, pois exige paciência e conhecimento do que o jogo oferece de opções

O grande problema do game está na ausência de um modo campanha single-player, algo que levaria o jogador através de uma narrativa bem construída e de forma abrangente para conhecer o jogo. Até existe um modo single-player chamado de Cenários, que servem mais como um tipo de tutorial pra cada situação de jogo, e que concede pontos de reputação a cada desafio adicional completado. Já o modo Caça-terrorista oferece um cooperativo empolgante contra inimigos controlados por inteligência artificial, e consegue trazer a mesma tensão das partidas online.

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Siege funciona muito bem online, apesar de algumas chateações como a necessidade de sair de uma partida para comprar e equipar novos equipamentos. Seu sistema de progressão pode ser um pouco lento, tomando muito tempo para chegar ao nível 20, que é quando são liberadas as partidas ranqueadas. Ao jogar, vem a sensação de que tudo isso poderia muito bem ser um jogo gratuito para jogar, e que na verdade conta com um valor alto pela falta de uma campanha single-player, principalmente quando comparamos com outros jogos como da série Call of Duty. Para aqueles que focam principalmente no multiplayer e apreciam um estilo mais estratégico ao invés da loucura de outros jogos de tiro, Rainbow Six Siege é uma ótima pedida, e certamente te deixará tenso em cada partida jogada.

  • Este review de Rainbow Six Siege foi feito no PlayStation 4 com uma cópia do game enviada para nós pela Ubisoft.
Após mais de 7 anos sem um título da série Rainbow Six, com o último lançado sendo Rainbow Six: Vegas 2 em 2008, este ano a Ubisoft lançou o novo Rainbow Six Siege, jogo que tinha a promessa de retornar com o gameplay tático de tiro do qual a série era famosa. Antes disso porém, em 2012 tivemos o anúncio surpresa de Rainbow Six Patriots durante a E3, jogo que acabou sendo cancelado após alguns adiamentos. Foi então que a desenvolvedora surpreendeu na E3 2014 com o anúncio de Rainbow Six Siege, jogo que levantaria controvérsias quando descoberto que não teria campanha single-player. De olho nos eSports e foco total no multiplayer, Rainbow Six Siege se junta a vários outros jogos desse tipo, porém com uma premissa bem diferenciada. Seguindo os traços da série que homenageia os livros do falecido autor Tom Clancy, o jogo toma uma abordagem mais estratégica e tática, onde a vida de cada componente da equipe é de extrema importância, assim como o uso de diferentes artimanhas durante as partidas. Tudo se concentra no esforço para se manter vivo, e assim ajudar sua equipe da melhor forma possível. Uma diferença grande para outros jogos é a inexistência do respawn. Em Siege, se seu personagem morrer você não irá voltar, basta sentar e aguardar o final da partida, não há sequer uma forma de se curar. Talvez esse seja o fator mais interessante do jogo, pois traz uma tensão a cada momento de silêncio, e traz o melhor da criatividade de cada um. Nesses momentos posso decidir colocar um explosivo em uma parede apenas como distração, e atacar por outro lado por exemplo. É esse tipo de estratégia que torna cada partida única, apesar de que volta e meio tudo acaba se resumindo à troca de tiros desenfreada, mas claro, não tanto quanto outros jogos do estilo. Em Siege, se seu personagem morrer você não irá voltar, basta sentar e aguardar o final da partida, não há sequer uma forma de se curar O game oferece personagens a serem desbloqueados, cada um com sua especialidade em defesa ou ataque, suas habilidades especiais e seus próprios equipamentos. Na "história" de Rainbow Six Siege, várias unidades militares ao redor do mundo se unem à caça aos terroristas. Temos então várias agências conhecidas, como a SAS da Inglaterra, a FBI SWAT dos Estados Unidos, a GIGN da França, a GSG9 da Alemanha e a Spetsnaz da Rússia. Cada equipe conta com quatro agentes que podem ser desbloqueados, dois especialistas em defesa e dois em ataque. Além de ganhar XP em cada partida, jogadores ganham também reputação, o que pode ser usado para liberar novos agentes, modificações de armas e skins. É uma boa forma de liberar novos personagens, já que acontece aos poucos e leva o jogador a conhecer cada um. Porém, tendo poucos liberados, ao entrar em uma partida o jogador pode escolher apenas os que tem, e que não estejam já selecionados por outros jogadores. Caso não sobre…

7.5

Muito bom

Veredito Final

Rainbow Six Siege é certamente uma ótima adição à famosa série baseada nos livros de Tom Clancy. Seu gameplay mais estratégico traz uma experiência bem diferenciada se comparado a maioria dos jogos de tiro no mercado. Com 20 personagens disponíveis, cada um com suas habilidades especiais e equipamentos, há uma grande variedade para cada partida. O fato de ser mais estratégico e contar com um sistema de progressão lento pode até desanimar alguns jogadores, fazendo com que o game não seja indicado para todos, porém aqueles que se dedicam são recompensados com partidas que podem oferecer momentos memoráveis através do uso da criatividade dos jogadores. Infelizmente, a falta de uma campanha single-player é certamente a maior falha de Siege, e nos faz questionar seu alto valor e até a nos perguntar se este não poderia ser um jogo gratuito para jogar. Sendo assim, a indicação do game não é para todos, mas se você aprecia um multiplayer onde a estratégia está acima da troca de tiros desenfreada, este pode ser seu jogo.

Nota

7.5

8

Redator da SuperGamePlay, se apaixonou por videogames na primeira vez que jogou Atari. Preza por uma boa história, é fanático por Metal Gear e está sempre em busca de bons jogos indies. Ama consoles, mas também não larga o PC. Tudo o que queria era mais tempo para terminar todos os jogos que gostaria.