Review – Metal Gear Solid V: The Phantom Pain – Infiltração perfeita

Sendo o primeiro jogo de mundo aberto da série, chega a ser incrível o quanto Metal Gear Solid V: The Phantom Pain se sobressai em meio à infinidade de jogos nesse estilo. Hideo Kojima demonstra ser, agora mais do que nunca, um gênio. Seu estilo consagrado retorna no novo game, embora com diversos detalhes diferentes. Fãs da franquia irão certamente notar o menor número de cenas de corte, e até um protagonista mais calado, enquanto os novatos na série poderão aproveitar uma fantástica experiência mesmo sem ter jogado os jogos passados. Apesar do medo de muitos após o problema entre Konami e Kojima, aparentemente nada ou pouco foi afetado no jogo, o que provavelmente nunca saberemos ao certo.

Tudo começa com uma das aberturas mais fantásticas que já vi em um jogo. No início já somos agraciados com uma hora (aproximadamente) de momentos frenéticos e cenas absurdas em uma abertura que serve de tutorial para o jogo. A história começa com Big Boss, um dos protagonistas da franquia, acordando de seu coma de 9 anos, o que acontece devido aos eventos do final de Metal Gear Solid V: Ground Zeroes, onde o protagonista se machuca após uma explosão. Não vou falar mais sobre a abertura para não estragar sua experiência, mas basta dizer que as cenas impactantes desse início já servem para dar a empolgação que será alimentada nas próximas 60 horas de jogo ou mais, na verdade muito mais.

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O jogo começa simples e evolui gradativamente com novas funcionalidades que são apresentadas ao jogador aos poucos, para assim nunca passar a sensação de que é coisa demais. Mas na verdade é coisa demais. Na metade da história você já percebe o quanto há pra se fazer, desde recrutamento e gerenciamento de membros da Mother Base, até desenvolvimento de itens, armas, envio de mercenários em missões e invasões à bases externas de outros jogadores. Tudo isso é perfeitamente apresentado ao jogador em seu tempo certo, sem sobrecarregar demais, sempre acrescentado um pouco mais à medida que cada funcionalidade é aprendida. E tudo é controlado através do chamado iDroid, uma interface robusta e talvez complexa no início, mas que gera uma imersão maior do que um simples menu de opções para iniciar cada missão.

O jogo começa simples e evolui gradativamente com novas funcionalidades que são apresentadas ao jogador aos poucos, para assim nunca passar a sensação de que é coisa demais

A grande maestria de The Phantom Pain é percebida em seu mundo aberto, durante as missões principais ou paralelas. O jogo simplesmente é o melhor existente no gênero ação e stealth, quanto a isso não há a menor sombra de dúvidas. Ele ainda consegue ser superior à uma infinidade de jogos de mundo aberto, principalmente por levar esse conceito à risca, o que muitos afirmam fazer e não cumprem. Aqui de fato temos o conceito de mundo aberto funcionando a favor do jogador, pois acredita-se que em um jogo desse estilo praticamente tudo seja possível. As abordagens que você pode tomar ao invadir uma base são extremamente variadas, que mudam de acordo com o estilo do jogador, suas armas e itens que possui.

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Uma infinidade de itens, armas e gadgets garantem que qualquer jogador tenha quase que uma experiência única ao infiltrar uma determinada base. As diferentes estratégias para cada um que joga podem ser imensamente diferentes. Ao derrotar um certo chefe por exemplo, posso ser paciente e ter uma batalha de snipers que irá durar pelo menos meia hora, ou posso simplesmente requisitar uma entrega de suprimentos bem em cima da cabeça do oponente. É simples assim, pois o jogo te dá a liberdade e ferramentas para ser criativo e bolar estratégias inusitadas. Ainda por cima, os inimigos podem se adaptar à sua estratégia. Tente usar muito a pistola de tranquilizante que você logo verá os soldados utilizando capacetes, o que torna mais difícil acertá-los na cabeça diretamente para fazê-los dormir.

A grande maestria de The Phantom Pain é percebida em seu mundo aberto, durante as missões principais ou paralelas. O jogo simplesmente é o melhor existente no gênero ação e stealth

A inteligência dos inimigos é tão incrível e adaptável que pode acontecer até uma situação em que uma granada jogada no meio de três soldados, resulta em um deles pulando nela para proteger seus companheiros. São momentos assim, criados pelo próprio jogador, que tornam a experiência mais memorável. O que antes na série era feito inteiramente por cenas de corte, agora é atingido através de gameplay pelo próprio jogador, que garante uma experiência ainda mais épica. A diversidade nas possibilidades de uma infiltração garantem um alto fator replay, pois cada tentativa pode ser diferente. É legal também ver que o jogo incentiva o uso de furtividade total, mas não o pune caso não opte por essa abordagem.

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Dentre as novas funcionalidades da série, já vistas também em MGS V: Ground Zeroes, está a possibilidade de marcar inimigos com o binóculos, modo reflexo e uso de parceiros. O que poderia resultar em um gameplay fácil demais, acaba sendo útil e necessário, já que a IA dos inimigos é um grande fator no jogo. Marcar todos os inimigos possíveis sempre será uma boa estratégia, podendo ser o diferencial ao infiltrar em um local repleto de soldados. O modo reflexo é outro recurso muito importante para aqueles que não querem ser detectados, dando uma última oportunidade de se livrar de um inimigo que te viu. Nele, o jogo entra em câmera lenta para permitir desvencilhar de seu adversário antes de um alerta geral.

A inteligência dos inimigos é tão incrível e adaptável que pode acontecer até uma situação em que uma granada jogada no meio de três soldados, resulta em um deles pulando nela para proteger seus companheiros

Já o uso de parceiros é absurdamente recomendável, seja ele qual for. É interessante notar que cada um pode servir um propósito diferente. Usar o cachorro, D-Dog, pode ser mais útil quando o objetivo é se infiltrar sem ser detectado, pois ele consegue encontrar qualquer inimigo no local. Enquanto a sniper Quiet consegue fazer uma varredura em uma base, identificar quase todos os inimigos e te proteger caso você seja detectado. Ela é especialmente boa em missões que você queira fazer rápido, pois ajuda a desvencilhar dos inimigos de forma mais rápida. Evolua seus equipamentos e dê a ela uma sniper silenciosa que você verá quão útil ela pode ser em qualquer situação.

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Durante as execuções das missões infiltrando em diversas bases dos grandes mapas do Afeganistão e África, prepare-se também para gastar um bom tempo gerenciando sua base, pois é um dos pontos mais agradáveis e viciantes do jogo. Em campo, você não só irá atrás dos objetivos das missões, mas também estará procurando por plantas medicinais, materiais para criação de itens e novos membros para seu exército. Tudo isso acontece de forma natural, sendo praticamente pequenas “quests” que você mesmo cria, como se fossem eventos dinâmicos. Os dois mapas do game são bem grandes, e contam com plantas e animais populando as regiões, além de vários postos de guarda entre bases.

A falta de um sistema de fast travel mais claro e menos exigente torna a tarefa de ir de um ponto a outro ainda mais complicado

Quando estiver sem seu cavalo, andar pelo mapa pode ser uma tarefa trabalhosa e demorada, e a falta de um sistema de fast travel mais claro e menos exigente torna a tarefa de ir de um ponto a outro ainda mais complicado. O fast travel não é bem apresentado ao jogador, só pode ser utilizando quando previamente liberado em cada base e está presente em poucos locais do mapa. Esse sistema ainda exige que não exista nenhum tipo de alerta na base, pois caso exista o recurso estará desabilitado. Apesar destes mapas serem enormes, ao longo das dezenas de horas de jogo é impossível não sofrer um pouco com a repetição, principalmente em missões paralelas, já que várias delas acontecem nos mesmos lugares do mapa.

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Apenas uma região a mais além de Afeganistão e África já resolveria este problema. Ou simplesmente um menor número de missões paralelas, que ao todo são 157. Estas missões englobam objetivos como limpar um campo de minas, destruir uma unidade de tanques, resgatar um prisioneiro, entre outras. O problema é que são por exemplo, quinze missões de resgate de prisioneiro, que apesar de terem variações em cada uma delas, os locais acabam sendo comuns pois outros tipos dessas missões paralelas também acontecem ás vezes nos mesmos locais e bases. Mas existem também missões paralelas que agregam muito ao jogo, como resgate de intérpretes, ou uma super importante de resgatar um lendário armeiro, o que abre a fantástica funcionalidade de customizar armas, dando ainda mais opções ao já gigantesco arsenal. Jogadores ainda podem invadir bases de outros, o que é um modo de jogo interessante e divertido, no qual o defensor pode intervir caso esteja online. Porém o modo pode ser frustrante caso o jogador não tenha interesse em jogá-lo, já que não há como desligar.

No capítulo dois a impressão que dá é que os eventos acontecem do nada, pois logo após uma missão repetida algo pode acontecer e simplesmente algum evento novo em relação à história é ativado

Todas essas horas em missões principais e paralelas são recompensadas com uma história intrigante, que vai te deixando esperando por mais a cada nova cena. É fato no entanto, que essas cenas agora são em menor número e bem espaçadas. No primeiro capítulo do jogo senti uma progressão boa, já no segundo o ritmo é bem afetado nas missões principais, contando inclusive com missões repetidas, que poderiam facilmente ser apenas um modo diferente ativado nas próprias missões originais, e não as mesmas missões exatamente, inclusive com as mesmas cenas repetidas. No capítulo dois a impressão que dá é que os eventos acontecem do nada, pois logo após uma missão repetida algo pode acontecer e simplesmente algum evento novo em relação à história é ativado, mesmo com a missão que você acabou de fazer não tendo nada a ver.

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Apesar desse problema, The Phantom Pain é muito recompensador em suas cenas de corte, é notável a qualidade e belo trabalho de cinematografia em cada uma delas, com ângulos e montagem dignas de cinema. O jogo conta com momentos impactantes, fortes e momentos devastadores. Em certa missão, é impossível não se sentir afetado pelo que você é obrigado a fazer, após tanto trabalho e tantas horas gastas. Portanto, essa capacidade de comover conhecida dos outros jogos da série é um elemento presente também no novo jogo. Enquanto isso, uma característica que fãs podem sentir falta são mais ligações com outros jogos da franquia, já que nesse momento da história de Big Boss, Kojima poderia ter incluído uma infinidade de referências a outros personagens, mas muito pouco disso é de fato utilizado.

É notável a qualidade e belo trabalho de cinematografia em cada uma das cenas do jogo, com ângulos e montagem dignas de cinema

Embora alguns comentários na internet tenham indicado, não senti que o jogo termina com diversas pontas soltas. Uma história específica no entanto, fica claramente sem uma conclusão. Não consigo entender o motivo pelo qual o fim desse arco não foi incluído no jogo. A tal missão 51 é apenas mostrada nos conteúdos extras da edição de colecionador, contando inclusive com cenas já com dublagem porém não finalizadas. Apesar de, por ser fã, querer muito mais ligações com outros personagens e histórias do universo de Metal Gear, senti que apenas esta missão cortada ficou faltando no jogo. Ainda há muitas referências do universo, e muitos detalhes a serem notados. O arco de Skull Face é bem satisfatório, com diversas missões que perto de seu final escalam para níveis impactantes. Ao seu final porém, o jogo deixa a desejar, com um diálogo longo e estranho no qual Big Boss não fala nada nem mostra reações, enquanto Skull Face fala por vários minutos.

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Um destaque deve ser dado às histórias paralelas, de personagens que acompanham ou acompanharam Big Boss durante sua jornada, como Quiet, o garoto que flutua e uma das mais fantásticas que não posso comentar aqui, mas sugiro que seja feita uma visita à plataforma médica para uma incrível cena secreta. Algumas destas iniciam e terminam brilhantemente, tendo real importância no universo de The Phantom Pain. Outra mudança significativa é o uso das fitas cassete, que servem como uma substituição às longas conversas do codec. Grande parte da história é contada através destas fitas, ouvir todas é certamente recompensador, além de super interessante. Antes do lançamento do jogo, ao saber que muito era contado a partir de fitas, confesso que fiquei preocupado, porém acabei achando que são de fato uma ótima alternativa ao uso do codec. Fica aqui um destaque especial à hilária série de fitas que falam sobre os hambúrgueres do Kazuhira.

Um destaque deve ser dado às histórias paralelas, de personagens que acompanham ou acompanharam Big Boss durante sua jornada. Algumas destas iniciam e terminam brilhantemente

Metal Gear Solid V: The Phantom Pain é tecnicamente perfeito, o jogo conta com raríssimos bugs, o que é muito comum em jogos deste porte e estilo. Os controles são simples, intuitivos e responsivos, garantindo que qualquer erro cometido será inteiramente do jogador. Todos os elementos do jogo são muito bem alinhados, ótimo visual e desempenho impressionante para um jogo dessa magnitude, qualidades estas que podem ser atribuídas à nova Fox Engine. Os efeitos sonoros de armas e do ambiente também não ficam para trás, bem como a ótima trilha sonora dos anos 80. Músicas como “Maneater”, “The Man Who Sold the World”, “Gloria” e várias outras podem ser definidas para tocar no helicóptero como forma de “intimidação” aos inimigos, e já servem para dar uma animação antes de começar qualquer missão.

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The Phantom Pain conta, sem a menor sombra de dúvidas, com o melhor gameplay da franquia

Muitos elementos da série mudaram em Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, mas o que vemos aqui é sem a menor sombra de dúvidas o melhor gameplay da franquia, não há nada desse nível em um jogo de stealth existente. A enorme atenção aos detalhes é gratificante a cada nova descoberta. São tantos detalhes mínimos que Kojima e sua equipe chegaram a pensar, que chega a ser impossível listar tudo. Ao tranquilizar um soldado por exemplo, cuidado para que ele não caia de cara em uma poça d’água, pois ao invés de apenas dormir ele pode morrer afogado. Ao invés de cenas de corte que oferecem momentos épicos, como feito nos outros jogos da série, aqui esses momentos são criados pelo próprio jogador.

O principal problema do jogo reside especificamente no capítulo dois, com um ritmo diferente e estranho, missões repetidas e missões que de fato agregam à história aparecendo do nada. Tudo isso poderia ser resolvido com mais missões originais no meio, mas a impressão que fica é que faltou tempo, ou até dinheiro, o que talvez poderia até ser resultado da briga entre Kojima e Konami. O final, apesar de controverso, me agradou bastante. Para aqueles atentos a detalhes, ele serve como uma ligação definitiva ao próximo jogo na cronologia. Ele é no entanto, um daqueles que os fãs só poderão amar ou odiar. Pra mim, foi um final corajoso, inteligente e condizente com a série, não achei que foi algo não natural ou fora de lugar, se comparado ao que já vimos nessa complexa e adorada franquia de Hideo Kojima. Senti que o final foi uma homenagem desse eterno gênio ao jogador, por termos chegado até ali, termos ajudado a criar a lenda que é Big Boss.

  • Este review de Metal Gear Solid V: The Phantom Pain foi feito no PlayStation 4, com uma cópia do game enviada para nós pela Konami.
Sendo o primeiro jogo de mundo aberto da série, chega a ser incrível o quanto Metal Gear Solid V: The Phantom Pain se sobressai em meio à infinidade de jogos nesse estilo. Hideo Kojima demonstra ser, agora mais do que nunca, um gênio. Seu estilo consagrado retorna no novo game, embora com diversos detalhes diferentes. Fãs da franquia irão certamente notar o menor número de cenas de corte, e até um protagonista mais calado, enquanto os novatos na série poderão aproveitar uma fantástica experiência mesmo sem ter jogado os jogos passados. Apesar do medo de muitos após o problema entre Konami e Kojima, aparentemente nada ou pouco foi afetado no jogo, o que provavelmente nunca saberemos ao certo. Tudo começa com uma das aberturas mais fantásticas que já vi em um jogo. No início já somos agraciados com uma hora (aproximadamente) de momentos frenéticos e cenas absurdas em uma abertura que serve de tutorial para o jogo. A história começa com Big Boss, um dos protagonistas da franquia, acordando de seu coma de 9 anos, o que acontece devido aos eventos do final de Metal Gear Solid V: Ground Zeroes, onde o protagonista se machuca após uma explosão. Não vou falar mais sobre a abertura para não estragar sua experiência, mas basta dizer que as cenas impactantes desse início já servem para dar a empolgação que será alimentada nas próximas 60 horas de jogo ou mais, na verdade muito mais. O jogo começa simples e evolui gradativamente com novas funcionalidades que são apresentadas ao jogador aos poucos, para assim nunca passar a sensação de que é coisa demais. Mas na verdade é coisa demais. Na metade da história você já percebe o quanto há pra se fazer, desde recrutamento e gerenciamento de membros da Mother Base, até desenvolvimento de itens, armas, envio de mercenários em missões e invasões à bases externas de outros jogadores. Tudo isso é perfeitamente apresentado ao jogador em seu tempo certo, sem sobrecarregar demais, sempre acrescentado um pouco mais à medida que cada funcionalidade é aprendida. E tudo é controlado através do chamado iDroid, uma interface robusta e talvez complexa no início, mas que gera uma imersão maior do que um simples menu de opções para iniciar cada missão. O jogo começa simples e evolui gradativamente com novas funcionalidades que são apresentadas ao jogador aos poucos, para assim nunca passar a sensação de que é coisa demais A grande maestria de The Phantom Pain é percebida em seu mundo aberto, durante as missões principais ou paralelas. O jogo simplesmente é o melhor existente no gênero ação e stealth, quanto a isso não há a menor sombra de dúvidas. Ele ainda consegue ser superior à uma infinidade de jogos de mundo aberto, principalmente por levar esse conceito à risca, o que muitos afirmam fazer e não cumprem. Aqui de fato temos o conceito de mundo aberto funcionando a favor do jogador, pois acredita-se que em um jogo desse estilo praticamente tudo seja possível. As abordagens que você…

9.8

Fantástico!

Veredito Final

Com uma das jogabilidades mais divertidas e incrivelmente competentes que já vi, Metal Gear Solid V: The Phantom Pain é um sério candidato a jogo do ano e a melhor da série criada por Hideo Kojima. Apesar de problemas de ritmo e uma missão que complementa uma ponta solta inexplicavelmente cortada em seu capítulo dois, o jogo beira a perfeição em todos seus outros aspectos. Com controles simples e responsivos, efeitos de som realistas e liberdade para criatividade com uso de uma infinidade de gadgets e armas, cada jogador consegue criar seus próprios momentos épicos e histórias únicas no mundo aberto do jogo, representando assim a melhor experiência de stealth existente no mercado de games. Um "minigame" competente e viciante de gerenciamento de base e recursos ajuda a complementar e dar mais significado a tudo que se faz em campo. Como se não bastasse, uma história intrigante é desenvolvida com cenas cinematográficas, impactantes e algumas vezes emocionantes, culminando em um fechamento corajoso e significativo, que representa um agradecimento e homenagem de Hideo Kojima a seus fãs. The Phantom Pain é obrigatório para qualquer gamer, seja fã da série ou completamente novato, todos se sentirão muito bem vindos aqui.

Nota

9.8

10

Redator da SuperGamePlay, se apaixonou por videogames na primeira vez que jogou Atari. Preza por uma boa história, é fanático por Metal Gear e está sempre em busca de bons jogos indies. Ama consoles, mas também não larga o PC. Tudo o que queria era mais tempo para terminar todos os jogos que gostaria.