Review – Mad Max – Fúria na terra devastada

14 de outubro de 2015

O aguardadíssimo Mad Max finalmente chega ao mundo dos games da atual geração de consoles/PC, com a grande responsabilidade de oferecer uma experiência brutal de sobrevivência em um mundo pós-apocalíptico, por ninguém menos que o icônico Mad Rockatansky (Mad Max). Tudo isto respeitando o incrível legado da franquia de filmes de George Miller, legado este que carrega expectativas extremamente elevadas. E a grande questão é: poderia este jogo, criado pela Avalanche Studios (desevolvedora da série Just Cause), finalmente atender a essas expectativas?

A resposta para esta pergunta é um sonoro sim! Embora possa não atingir as expectativas da experiência Mad Max definitiva que esperávamos, ainda sim é um ótimo jogo de ação e aventura, em um mundo aberto, cheio de belíssimos e desolados cenários, e incríveis combates com veículos envenenados. O jogo inicia após uma intensa cena de ação onde Max, após derrotado pelos garotos da guerra, é atacado pelo maligno Scabrous Scrotus, filho de Immortal Joe (principal antagonista do filme Mad Max: Fury Road), que rouba seu lendário V8 Interceptor e deixa-o para morrer no deserto.

Max jura vingança e, felizmente para sua sorte, conhece Chumbucket, um bizarro, mas exímio mecânico, que passa a ajudar o nosso lendário anti-herói a se vingar de Scrotus e recuperar seu V8 Interceptor. As primeiras horas são dedicadas a introdução da história e das diversas mecânicas do jogo, conduzindo Max em várias missões em busca de partes que serão utilizadas para a construção e evolução de seu primeiro veículo, o Magnum Opus. Sempre em companhia de seu aliado.

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Um ponto interessante a ressaltar é que a história do jogo não possui relação direta com a história do filme Mad Max Fury Road, mas utiliza-se de diversas referências. Por exemplo, como já mencionamos existe a relação entre o antagonista do filme e o do game. Temos também os garotos da guerra, que estão presentes no filme, além de Gas Town que aparece em Mad Max: Fury Road e no jogo (aqui chamada de Gastown, sem espaço) e por aí vai. Mas a história em si é totalmente independente, praticamente um spin-off do filme, com novos cenários e inimigos.

A meu ver, isto é um ponto bastante positivo, pois permite total liberdade criativa para retratar o mundo de Mad Max. A Avalanche inclusive adiciona diversos elementos dos antigos filmes da série, como por exemplo as Relíquias do Passado, que são elementos presentes nos clássicos filmes e que contam um pouco do mundo antes de ocorrer o caos global. Não entrarei em mais detalhes para não estragar as diversas surpresas que a Avalanche Studios reserva aos fãs da franquia.

Mad Max é um jogo de aventura e ação em um mundo aberto com características próprias, mas que possui também mecânicas similares de outros games de mesmo gênero, como Grand Theft Auto, Batman Arkham e outros. Os cenários são vastos desertos exploráveis e que são carregados de diversas, mas pequenas, atividades a serem realizadas. Basicamente são áreas onde você obtém as sucatas (scraps), que é a moeda corrente no game, relíquias do passado e peças de melhorias para serem utilizadas no Magnum Opus. Estas áreas correspondem a pequenos acampamentos, locais de extração de petróleo e refinarias dominadas por inimigos. Infelizmente é neste ponto que o game peca.

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Não quer dizer que são atividades ruins de serem realizadas, muito pelo contrário. A exploração do cenário e jogabilidade são pontos fortes do game. O problema se dá simplesmente pela falta de diversidade nestas e nas missões secundárias que o game oferece, que muitas vezes precisam obrigatoriamente ser realizadas para que a história possa prosseguir.

O combate corpo-a-corpo com as diversas facções de inimigos presentes no game, pega emprestado elementos bem conhecidos de games como os da série Batman. Apesar de decentes, são de certa forma limitados, pois afinal de contas, Max é bom de briga mas não é um super-herói. Ele desfere socos, usa facas e uma escopeta de cano serrado para detonar seus inimigos e conta com uma barra de energia. Esta é carregada enquanto luta com seus inimigos e que quando totalmente preenchida, possibilita golpes mortais e execuções sumárias de seu adversários.

Porém, é no combate veicular que o game realmente brilha, oferecendo diversas formas de aniquilar seus inimigos em situações incríveis que se assemelham bastante a dos combates presentes em Fury Road. Com o progredir da história você terá diversas armas e equipamentos como o arpão, rifle sniper, lança-míssil e lança-chamas. Todas são bem divertidas de se usar e possibilitam uma gama estratégica muito grande durante o ataque a seus inimigos.

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Visualmente o jogo impressiona no nível de detalhamento presentes nos veículos, nos acampamentos de inimigos e principalmente nos efeitos de partículas, como a fumaça, o fogo, as explosões e destroços das colisões dos carros. A ambientação também impressiona pela diversidade e riqueza de detalhes dos cenários, e por possuir características únicas e distintas em cada região do jogo, apesar do game se passar em um local devastado e totalmente desértico. Jogadores que gostam de exploração definitivamente serão recompensados com belíssimos e interessantes cenários.

Em contra partida, presenciei constantemente diversas quedas de framerate, principalmente durante os ataques aos comboios inimigos. Este problema ocorre fatalmente pela grande quantidade de efeitos visuais presentes neste momento, como diversos carros na tela, fogo, fumaça, poeira e destroços gerados pelas colisões. É um problema que eventualmente atrapalha na experiência do jogador, mas que costumeiramente as desenvolvedoras conseguem resolver esta situação através de patches de correção, disponibilizados algum tempo após o lançamento do game.

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A música no game tem papel fundamental na adrenalina do jogador. Na maior parte de Mad Max, há apenas os efeitos sonoros do deserto, mas quando você está em combate corpo a corpo ou inicia alguma perseguição, como em um filme, o game inicia uma trilha sonora tribal, com batidas empolgantes que embalam de forma épica os momentos de ação. Destaque especial para os efeitos das colisões, explosões e a dos motores dos carros, principalmente o V8 do Magnum Opus.

A Avalanche Studios mostrou bastante competência e qualidade ao desenvolver um game realmente divertido e que sabe aproveitar bem as diversas características da franquia Mad Max, incluindo elementos recém apresentados no filme Mad Max: Fury Road. É fácil recomendar a compra deste jogo em qualquer plataforma (PS4, Xbox One ou PC), principalmente pelas batalhas com veículos, ataques a comboios, invasões de fortes e pela quantidade de horas de diversão oferecidas.

  • Este review de Mad Max foi feito no PlayStation 4, com uma cópia do game enviada para nós pela WB Games.
O aguardadíssimo Mad Max finalmente chega ao mundo dos games da atual geração de consoles/PC, com a grande responsabilidade de oferecer uma experiência brutal de sobrevivência em um mundo pós-apocalíptico, por ninguém menos que o icônico Mad Rockatansky (Mad Max). Tudo isto respeitando o incrível legado da franquia de filmes de George Miller, legado este que carrega expectativas extremamente elevadas. E a grande questão é: poderia este jogo, criado pela Avalanche Studios (desevolvedora da série Just Cause), finalmente atender a essas expectativas? A resposta para esta pergunta é um sonoro sim! Embora possa não atingir as expectativas da experiência Mad Max definitiva que esperávamos, ainda sim é um ótimo jogo de ação e aventura, em um mundo aberto, cheio de belíssimos e desolados cenários, e incríveis combates com veículos envenenados. O jogo inicia após uma intensa cena de ação onde Max, após derrotado pelos garotos da guerra, é atacado pelo maligno Scabrous Scrotus, filho de Immortal Joe (principal antagonista do filme Mad Max: Fury Road), que rouba seu lendário V8 Interceptor e deixa-o para morrer no deserto. Max jura vingança e, felizmente para sua sorte, conhece Chumbucket, um bizarro, mas exímio mecânico, que passa a ajudar o nosso lendário anti-herói a se vingar de Scrotus e recuperar seu V8 Interceptor. As primeiras horas são dedicadas a introdução da história e das diversas mecânicas do jogo, conduzindo Max em várias missões em busca de partes que serão utilizadas para a construção e evolução de seu primeiro veículo, o Magnum Opus. Sempre em companhia de seu aliado. Um ponto interessante a ressaltar é que a história do jogo não possui relação direta com a história do filme Mad Max Fury Road, mas utiliza-se de diversas referências. Por exemplo, como já mencionamos existe a relação entre o antagonista do filme e o do game. Temos também os garotos da guerra, que estão presentes no filme, além de Gas Town que aparece em Mad Max: Fury Road e no jogo (aqui chamada de Gastown, sem espaço) e por aí vai. Mas a história em si é totalmente independente, praticamente um spin-off do filme, com novos cenários e inimigos. A meu ver, isto é um ponto bastante positivo, pois permite total liberdade criativa para retratar o mundo de Mad Max. A Avalanche inclusive adiciona diversos elementos dos antigos filmes da série, como por exemplo as Relíquias do Passado, que são elementos presentes nos clássicos filmes e que contam um pouco do mundo antes de ocorrer o caos global. Não entrarei em mais detalhes para não estragar as diversas surpresas que a Avalanche Studios reserva aos fãs da franquia. Mad Max é um jogo de aventura e ação em um mundo aberto com características próprias, mas que possui também mecânicas similares de outros games de mesmo gênero, como Grand Theft Auto, Batman Arkham e outros. Os cenários são vastos desertos exploráveis e que são carregados de diversas, mas pequenas, atividades a serem realizadas. Basicamente são áreas onde você obtém as sucatas (scraps), que é a moeda corrente no game, relíquias do passado e peças de melhorias…

8.6

Excelente

Veredito Final

Mad Max da Avalanche Studios se destaca principalmente pelos intensos e divertidos combates com veículos, em ambientes desoladores mas igualmente bonitos e incrivelmente detalhados. A destruição e efeitos sonoros provocados pelas explosões e batidas de veículos são sensacionais e o jogo ainda faz inúmeras referências a vários elementos dos clássicos filmes da franquia. Mad Max falha somente pela pouca variedade de atividades, tornando-o repetitivo cedo demais. Porém, é impossível não recomendá-lo, graças as incontáveis horas de diversão oferecidas em qualquer uma das plataformas.

Nota
9

Co-fundador, redator da SuperGamePlay e aficionado por jogos eletrônicos desde a infância. Tem preferência por jogos do tipo Sandbox (mundo aberto), FPS (tiro em primeira pessoa) e multiplayer. Busca sua realização pessoal, caminhando seus primeiros passos no desenvolvimento de jogos.