Review – Just Cause 3 – Zoeira, ação frenética e muitas explosões

29 de dezembro de 2015

Just Cause 3 é um game de ação e aventura frenética em mundo aberto, desenvolvido pela Avalanche Studios, e publicado pela Square Enix. O jogo foi lançado no dia 1° de Dezembro de 2015 para Playstation 4, Xbox One e PC, e está totalmente dublado em português do Brasil. O game não possui relação direta com os games anteriores, apenas “pega emprestado” alguns personagens anteriores da série. Como Tom Sheldon, que trabalha na mesma agência secreta de Rico, e que o ajuda durante alguns momentos no game. Então não se preocupe se este for o seu primeiro contato com a série Just Cause.

A ambientação de Just Cause 3 é simplesmente excepcional. O game ocorre em uma república fictícia chamada de Medici, e seu território é composto por um gigantesco arquipélago que oferece paisagens e localidades bem diversificadas, como montanhas, minas, cavernas, florestas, cidades, plataformas de petróleo, e como não poderia faltar… bases militares em quantidades insanas. Em seu lançamento, o game possuía alguns problemas sérios, que iam desde loadings demorados, quedas de frames e quedas nos servidores que forçavam o jogador a jogar de forma offline. A maioria destes problemas foi solucionados após a instalação do patch de correção alguns dias após o lançamento do game.

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Tudo começa com a volta de Rico Rodriguez – um especialista em libertar nações de regimes ditatoriais – à República de Medici, sua terra natal. O país foi ironicamente dominado pelo general ditador Di Ravello. Cabe agora ao nosso herói lutar contra Di Ravello e seu exército, para liberar a população das ilhas de Medici, e impedir que ele continue a criar armas de destruição com o mineral Bavarium, extraído nas ilhas deste arquipélago.

Como vocês podem perceber, a história do game, assim como nos games anteriores, é propositalmente simples e sem compromisso. Por um lado, isso a deixa com mais liberdade para colocar o Rico Rodriguez em situações absurdamente exageradas e cômicas, como por exemplo – spoiler alert – beijar uma vaca(!). Então não espere por grandes revelações ou reviravoltas, pois a história está ali apenas para entreter e guiar o jogador pelas belíssimas ilhas de Medici, sendo bem competente neste quesito e ideal para quem quer apenas jogar e se divertir.

Na jogabilidade de Just Cause 3 é onde o game literalmente “explode”. Como todo bom game de mundo aberto no estilo, além de um vasto arsenal balístico como rifles, lança granadas e pistolas, também é possível utilizar uma infinidade de veículos terrestres, aéreos e marítimos, incluindo tanques, helicópteros e aviões militares para potencializar ainda mais seu poder de destruição. Os veículos podem ser “adquiridos” no melhor estilo GTA ou então através de seus amigos rebeldes, por meio de sinalizadores que marca o ponto de entrega de veículos e armamentos selecionados pelo jogador.

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Além disso, o game oferece uma série de equipamentos malucos, como um lançador de gancho com cabo retrátil e paraquedas – velhos conhecidos da franquia – uma wingsuit, e a granada de Bavarium de detonação remota. Estes últimos fazem parte das maiores novidades deste novo game. Seria simplesmente impossível enumerar em palavras todas as variações de movimentos insanos que o uso associado de todos estes equipamentos possibilitam, incluindo é claro, uma física e gravidade elaboradas para potencializar toda destruição e zoeira que se pode imaginar e realizar neste game.

O game possui também um mecanismo de evolução de habilidades, que são destravadas na medida em que o jogador avança na história e completa desafios. Você poderá por exemplo, aumentar o comprimento da corda e velocidade de seu gancho, incluir nitro em seus carros, aumentar quantidade de granadas que podes carregar, entre outros. Just Cause 3 ainda oferece diversos tipos de atividades que basicamente se dividem em missões primárias, missões secundárias e missões de desafio que apenas rendem “engrenagens” ao jogador ao serem completadas. Estas engrenagens por sua vez são utilizadas para adquirir as diversas habilidades e upgrades que expliquei logo acima.

As atividades são variadas, mas bem comuns aos games de mundo aberto da atualidade. Geralmente estas envolvem liberar cidades ou vilarejos das garras de Di Ravello, destruir bases militares, fugir para algum ponto do mapa, entregar algo ou alguém a uma base segura, entre outros. Apesar de todas serem muito divertidas e apresentarem um bom desafio, elas também podem desagradar jogadores que estiverem esperando por novidades neste gênero de jogo.

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Como em Sleeping Dogs, outro ótimo game de mundo aberto, existe também um mecanismo social que compara seus feitos insanos (como distância percorrida com a wingsuit, quantidade de inimigos mortos com uma granada, e outros) com o de outras pessoas que também possuem o game. Seria uma característica bastante interessante, se não fosse pelas eventuais quedas dos servidores da Avalanche Studios, que força o jogador a literalmente pausar toda a ação do game nas demoradas e frequentes tentativas de se estabelecer a conexão com estes servidores. Felizmente isso foi corrigido em um patch, mas este problema certamente irritou diversos jogadores durante os primeiros dias pós lançamento do game.

Com uma insana proposta de mundo aberto, onde quase tudo é destrutível, e com a grande variedade de um arsenal de armas e equipamentos que tornam o nosso herói praticamente em um “Rambo latino” com wingsuit e paraquedas, fica simplesmente impossível não se divertir ao jogar Just Cause 3. A Avalanche Studios foi muito bem sucedida ao projetar o arquipélago de Medici como um grande parque de diversões, com infinitas possibilidades e diversos segredos para serem descobertos. E também por evoluir a fórmula de sucesso dos jogos anteriores ao apresentar novas mecânicas na jogabilidade. Sem dúvida, é um game mais do que recomendado a todos os amantes de um bom jogo de ação e aventura!

  • Este review de Just Cause 3 foi feito no PlayStation 4 com uma cópia do game enviada para nós pela Square Enix.
Just Cause 3 é um game de ação e aventura frenética em mundo aberto, desenvolvido pela Avalanche Studios, e publicado pela Square Enix. O jogo foi lançado no dia 1° de Dezembro de 2015 para Playstation 4, Xbox One e PC, e está totalmente dublado em português do Brasil. O game não possui relação direta com os games anteriores, apenas “pega emprestado” alguns personagens anteriores da série. Como Tom Sheldon, que trabalha na mesma agência secreta de Rico, e que o ajuda durante alguns momentos no game. Então não se preocupe se este for o seu primeiro contato com a série Just Cause. A ambientação de Just Cause 3 é simplesmente excepcional. O game ocorre em uma república fictícia chamada de Medici, e seu território é composto por um gigantesco arquipélago que oferece paisagens e localidades bem diversificadas, como montanhas, minas, cavernas, florestas, cidades, plataformas de petróleo, e como não poderia faltar... bases militares em quantidades insanas. Em seu lançamento, o game possuía alguns problemas sérios, que iam desde loadings demorados, quedas de frames e quedas nos servidores que forçavam o jogador a jogar de forma offline. A maioria destes problemas foi solucionados após a instalação do patch de correção alguns dias após o lançamento do game. Tudo começa com a volta de Rico Rodriguez - um especialista em libertar nações de regimes ditatoriais - à República de Medici, sua terra natal. O país foi ironicamente dominado pelo general ditador Di Ravello. Cabe agora ao nosso herói lutar contra Di Ravello e seu exército, para liberar a população das ilhas de Medici, e impedir que ele continue a criar armas de destruição com o mineral Bavarium, extraído nas ilhas deste arquipélago. Como vocês podem perceber, a história do game, assim como nos games anteriores, é propositalmente simples e sem compromisso. Por um lado, isso a deixa com mais liberdade para colocar o Rico Rodriguez em situações absurdamente exageradas e cômicas, como por exemplo - spoiler alert - beijar uma vaca(!). Então não espere por grandes revelações ou reviravoltas, pois a história está ali apenas para entreter e guiar o jogador pelas belíssimas ilhas de Medici, sendo bem competente neste quesito e ideal para quem quer apenas jogar e se divertir. Na jogabilidade de Just Cause 3 é onde o game literalmente "explode". Como todo bom game de mundo aberto no estilo, além de um vasto arsenal balístico como rifles, lança granadas e pistolas, também é possível utilizar uma infinidade de veículos terrestres, aéreos e marítimos, incluindo tanques, helicópteros e aviões militares para potencializar ainda mais seu poder de destruição. Os veículos podem ser “adquiridos” no melhor estilo GTA ou então através de seus amigos rebeldes, por meio de sinalizadores que marca o ponto de entrega de veículos e armamentos selecionados pelo jogador. Além disso, o game oferece uma série de equipamentos malucos, como um lançador de gancho com cabo retrátil e paraquedas - velhos conhecidos da franquia - uma wingsuit, e a granada de Bavarium de detonação remota. Estes últimos fazem…

8.5

Excelente

Veredito Final

Just Cause 3 pode até seguir os passos de seus antecessores, mas faz isso de forma muito mais grandiosa e insana. Do mundo aberto gigantesco até as explosões sensacionais, tudo transpira ação frenética e insana. Os acessórios de Rico Rodriguez, como a Wingsuit, são tão bons de usar que é possível que você fique com um sorriso no rosto o jogo inteiro. O jogo sofre com alguns loads demorados, uma história que poderia ter sido mais envolvente e um mecanismo social pouco relevante que de quebra ainda pode paralisar o game em momentos de ação, caso ocorra perda de conexão. Porém, estas falhas não impedem que Just Cause 3 seja altamente recomendado para os amantes dos games de ação e aventura.

Nota
9

Co-fundador, redator da SuperGamePlay e aficionado por jogos eletrônicos desde a infância. Tem preferência por jogos do tipo Sandbox (mundo aberto), FPS (tiro em primeira pessoa) e multiplayer. Busca sua realização pessoal, caminhando seus primeiros passos no desenvolvimento de jogos.