Review – Hitman – Episódio 6: Hokkaido

6 de novembro de 2016

Sendo o episódio final da primeira temporada de Hitman, o sexto episódio do jogo traz uma missão excelente que certamente está entre uma das melhores da temporada. No entanto, a história deixa a desejar ficando aberta até demais, sem um final digno para aqueles que investiram seu dinheiro e as mais de doze horas em todos os episódios que levaram à este final. Nesta última missão, o Agente 47 viaja para um hospital em Hokkaido, no Japão, para cuidar de dois alvos.

O cenário é grande e ótimo em termos de possibilidades. Há tantos disfarces e caminhos disponíveis que o episódio pode até te fazer jogar mais vezes para ver as várias formas de assassinar seus alvos. A instalação do hospital localizado nas montanhas conta com ambientes como quartos de pacientes, áreas de serviço, belíssimo jardim de inverno, fonte termal e até um local com instalações médicas de alta tecnologia. O jogador deve assassinar dois alvos, uma misteriosa mulher de uma organização inimiga que anda pelo hospital, e um traidor prestes a fazer uma cirurgia de risco.

hitman_episodio_6_screenshot_04

A ambientação é um dos pontos fortes, nos ambientes externos há neve, ótima vista para montanhas e balões comemorativos japoneses voando pelo céu. Já dentro do hospital há uma mistura de tecnologia com típica ambientação japonesa clássica. Inclusive, a trilha sonora é outro detalhe positivo, e neste caso coopera para criar uma atmosfera de ambiente ocidental com uma música calma em alguns ambientes. Os diversos quartos e salas do local são fechados através de uma porta eletrônica que libera acesso apenas para quem possui certas tags colocadas na própria roupa, portanto imagine que será necessário trocar de disfarce constantemente para acessar novas áreas.

Uma diferença para episódios anteriores é que desta vez o Agente 47 começa sem nenhum equipamento, nem armas, nem moedas pra distração, nada. Tudo deve ser encontrado no local. O primeiro alvo sempre anda bem protegido com dois guarda-costas, sendo assim o jogador deverá ser criativo para chegar até ela. Quando consegui finalmente achar uma forma de encontrá-la sozinha, pude realizar o assassinato de forma gloriosa, com uma katana enfiada em sua cabeça, não há nada mais japonês do que isso. Já o segundo alvo, apesar de estar completamente parado em uma maca fazendo uma operação, chegar até ele não é tão fácil quanto se imagina, e na verdade me deu mais trabalho que a primeira.

hitman_episodio_6_screenshot_05

Apesar de ser um dos melhores episódios da temporada, é também um dos mais decepcionantes em termos de história. Para aqueles que esperavam uma conclusão digna, aqui ficará a insatisfação. Há de fato um certo suspense que me deixa curioso para o que vem a seguir nas próximas temporadas, porém investir mais de 12 horas em um jogo e terminar com algo inconclusivo, que necessitaria jogar uma segunda e talvez terceira temporadas para entender melhor, não é algo que considero legal. O personagem misterioso que aparece desde o início continua mais misterioso do que nunca.

Com essa abordagem da desenvolvedora IO Interactive, jogadores teriam que investir o valor de mais um jogo completo, ou mais que isso, para entender toda a história. Vendo como funcionou esse formato episódico do novo Hitman, algo que critiquei bastante em minhas análises, percebo que se o jogo tomasse a forma normal de um jogo, ao final das mais de doze horas de jogo a decepção seria ainda maior caso a ideia continuasse a mesma, tendo que jogar um Hitman 2, por exemplo, para continuar a história. Ainda assim, é ótimo notar que a cena de história ao final do capítulo tem atmosfera igual ao de um filme do James Bond, com organizações misteriosas e intrigas políticas.

  • Este review de Hitman foi feito no PlayStation 4 com uma cópia do game enviada para nós pela Square Enix.
  • Confira o nosso review do primeiro episódio “Paris”, do segundo, “Sapienza”, do terceiro, “Marrakesh”, do quarto, “Bangkok”, e do quinto, “Colorado”.
Sendo o episódio final da primeira temporada de Hitman, o sexto episódio do jogo traz uma missão excelente que certamente está entre uma das melhores da temporada. No entanto, a história deixa a desejar ficando aberta até demais, sem um final digno para aqueles que investiram seu dinheiro e as mais de doze horas em todos os episódios que levaram à este final. Nesta última missão, o Agente 47 viaja para um hospital em Hokkaido, no Japão, para cuidar de dois alvos. O cenário é grande e ótimo em termos de possibilidades. Há tantos disfarces e caminhos disponíveis que o episódio pode até te fazer jogar mais vezes para ver as várias formas de assassinar seus alvos. A instalação do hospital localizado nas montanhas conta com ambientes como quartos de pacientes, áreas de serviço, belíssimo jardim de inverno, fonte termal e até um local com instalações médicas de alta tecnologia. O jogador deve assassinar dois alvos, uma misteriosa mulher de uma organização inimiga que anda pelo hospital, e um traidor prestes a fazer uma cirurgia de risco. A ambientação é um dos pontos fortes, nos ambientes externos há neve, ótima vista para montanhas e balões comemorativos japoneses voando pelo céu. Já dentro do hospital há uma mistura de tecnologia com típica ambientação japonesa clássica. Inclusive, a trilha sonora é outro detalhe positivo, e neste caso coopera para criar uma atmosfera de ambiente ocidental com uma música calma em alguns ambientes. Os diversos quartos e salas do local são fechados através de uma porta eletrônica que libera acesso apenas para quem possui certas tags colocadas na própria roupa, portanto imagine que será necessário trocar de disfarce constantemente para acessar novas áreas. Uma diferença para episódios anteriores é que desta vez o Agente 47 começa sem nenhum equipamento, nem armas, nem moedas pra distração, nada. Tudo deve ser encontrado no local. O primeiro alvo sempre anda bem protegido com dois guarda-costas, sendo assim o jogador deverá ser criativo para chegar até ela. Quando consegui finalmente achar uma forma de encontrá-la sozinha, pude realizar o assassinato de forma gloriosa, com uma katana enfiada em sua cabeça, não há nada mais japonês do que isso. Já o segundo alvo, apesar de estar completamente parado em uma maca fazendo uma operação, chegar até ele não é tão fácil quanto se imagina, e na verdade me deu mais trabalho que a primeira. Apesar de ser um dos melhores episódios da temporada, é também um dos mais decepcionantes em termos de história. Para aqueles que esperavam uma conclusão digna, aqui ficará a insatisfação. Há de fato um certo suspense que me deixa curioso para o que vem a seguir nas próximas temporadas, porém investir mais de 12 horas em um jogo e terminar com algo inconclusivo, que necessitaria jogar uma segunda e talvez terceira temporadas para entender melhor, não é algo que considero legal. O personagem misterioso que aparece desde o início continua mais misterioso do que nunca. Com essa abordagem da desenvolvedora…

7.5

Muito bom

Veredito Final

A primeira temporada de Hitman chega ao seu final de forma controversa. Apesar de ser uma das melhores missões do jogo até então, a história termina de forma muito inconclusiva e aberta, fazendo com que seja necessário que jogadores comprem a futura segunda e talvez até terceira temporada para entender tudo. Não consigo imaginar essa abordagem como válida, já que o investimento, tanto em tempo quanto em dinheiro, acabam por não valer tanto, exigindo comprar o que vem a seguir para ter um final digno. Ainda assim, a missão é cheia de ambientes variados, muitos disfarces e formas diferentes de assassinar os alvos (katana!). Hitman se exalta em sua fórmula de gameplay exigindo furtividade, criatividade e inteligência, e oferecendo liberdade para o jogador tomar a ação que deseja. Este é o ponto forte do jogo, porém se esse estilo não te atrai, este não é um jogo para você.

Nota

7.5

8

Redator da SuperGamePlay, se apaixonou por videogames na primeira vez que jogou Atari. Preza por uma boa história, é fanático por Metal Gear e está sempre em busca de bons jogos indies. Ama consoles, mas também não larga o PC. Tudo o que queria era mais tempo para terminar todos os jogos que gostaria.