Review – Hitman – Episódio 4: Bangkok

20 de agosto de 2016

Antes mesmo do lançamento do quarto episódio de Hitman, a desenvolvedora IO Interactive já havia dito que estava trazendo de volta um dos cenários preferidos dos fãs da franquia, um hotel de luxo. Certamente é um dos cenários mais divertidos de se jogar com o Agente 47, tendo diversas possibilidades de assassinato e ambientes variados, desde quartos luxuosos com seguranças nos corredores, bela área externa, até cozinhas e lavanderia no porão do local.

O hotel em questão é situado em Bangkok, logo ao iniciar o episódio você irá querer dar uma olhada em volta para conferir a grandeza do hotel, assim como as belezas que o circundam. Embora seja um cenário menor que do episódio anterior, este me trouxe muito mais satisfação ao jogar, já que Marrakesh parecia ser apenas uma quantidade enorme de pessoas inseridas em certas áreas do local, que mesmo enorme, não pareciam de fato dar vida ao lugar. Aqui há uma densidade menor de pessoas, porém estas parecem realmente estar ali por algum motivo, sejam garçons, jardineiros, turistas.

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Em Bangkok temos a missão de assassinar o astro do rock Jordan Cross, que matou uma mulher e escapou ileso, e o advogado de sua família, que fez isso ser possível. O cantor se hospedou no hotel junto à sua enorme equipe que lida com equipamentos e outras tarefas do mundo da música, portanto espere ver diversas pessoas com a camiseta da banda The Class transitando pelo local. Assim como nos episódios anteriores, o número de possibilidades aqui é enorme, e explorar estas diversas opções é o que me mantém empolgado. Desta vez descobri mais oportunidades do que nunca, algumas até que não deram em nada, mas possivelmente devido à minha incapacidade de resolver a situação.

Um dos pontos que comentei no review do episódio anterior se repete aqui, em relação ao sotaque das pessoas que transitam no hotel. No entanto, aqui há uma certa explicação, já que a grande maioria dos visitantes do hotel fazem parte da banda The Class, portanto o inglês é natural. Já trabalhadores do hotel conversam perfeitamente sem sotaque também, o que novamente tira um pouco da atmosfera e é algo que a desenvolvedora deveria ter cuidado, pois é também um fator que mantém o jogador preso àquele universo, o quanto mais realista for, melhor.

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Outro ponto que ainda permanece é a inteligência artificial que falha em atuar quando deveria. Eu poderia ter facilmente matado o advogado primeiro, para depois me preocupar com Jordan Cross que estava em local de mais difícil acesso, porém ao explorar o hotel acabei me deparando com uma entrada que me levou por trás dos guardas e com acesso fácil ao local onde estava o astro. Fui então direto a ele e o assassinei na sala de som, área que não contava com um local para esconder o corpo, mas decidi não me preocupar. Fui então ao encontro do segundo alvo, e no meio do caminho recebi mensagem de que o corpo foi descoberto, mas em momento algum isso gerou um problema pra mim, pude prosseguir naturalmente.

Algo que venho criticando desde o primeiro episódio finalmente deu algo a mais para me motivar: a história. Já reclamei incansavelmente de como o formato episódico atrapalha no caso de Hitman, e ainda acredito que não era a melhor opção para o jogo, porém neste episódio finalmente há uma ligação do contexto com o Agente 47, que até então estava simplesmente executando suas missões de assassinato, enquanto ao final do episódio um vídeo mostrava pessoas que nunca foram apresentadas. Por três episódios não foi possível ver ligação entre tais pessoas e o que o Agente 47 estava fazendo, e embora ainda não seja possível entender os motivos, é algo que me agradou e me deixou curioso para o que vem a seguir.

  • Este review de Hitman foi feito no PlayStation 4 com uma cópia do game enviada para nós pela Square Enix.
  • Confira o nosso review do primeiro episódio “Paris”, do segundo, “Sapienza”, e do terceiro, “Marrakesh”.
Antes mesmo do lançamento do quarto episódio de Hitman, a desenvolvedora IO Interactive já havia dito que estava trazendo de volta um dos cenários preferidos dos fãs da franquia, um hotel de luxo. Certamente é um dos cenários mais divertidos de se jogar com o Agente 47, tendo diversas possibilidades de assassinato e ambientes variados, desde quartos luxuosos com seguranças nos corredores, bela área externa, até cozinhas e lavanderia no porão do local. O hotel em questão é situado em Bangkok, logo ao iniciar o episódio você irá querer dar uma olhada em volta para conferir a grandeza do hotel, assim como as belezas que o circundam. Embora seja um cenário menor que do episódio anterior, este me trouxe muito mais satisfação ao jogar, já que Marrakesh parecia ser apenas uma quantidade enorme de pessoas inseridas em certas áreas do local, que mesmo enorme, não pareciam de fato dar vida ao lugar. Aqui há uma densidade menor de pessoas, porém estas parecem realmente estar ali por algum motivo, sejam garçons, jardineiros, turistas. Em Bangkok temos a missão de assassinar o astro do rock Jordan Cross, que matou uma mulher e escapou ileso, e o advogado de sua família, que fez isso ser possível. O cantor se hospedou no hotel junto à sua enorme equipe que lida com equipamentos e outras tarefas do mundo da música, portanto espere ver diversas pessoas com a camiseta da banda The Class transitando pelo local. Assim como nos episódios anteriores, o número de possibilidades aqui é enorme, e explorar estas diversas opções é o que me mantém empolgado. Desta vez descobri mais oportunidades do que nunca, algumas até que não deram em nada, mas possivelmente devido à minha incapacidade de resolver a situação. Um dos pontos que comentei no review do episódio anterior se repete aqui, em relação ao sotaque das pessoas que transitam no hotel. No entanto, aqui há uma certa explicação, já que a grande maioria dos visitantes do hotel fazem parte da banda The Class, portanto o inglês é natural. Já trabalhadores do hotel conversam perfeitamente sem sotaque também, o que novamente tira um pouco da atmosfera e é algo que a desenvolvedora deveria ter cuidado, pois é também um fator que mantém o jogador preso àquele universo, o quanto mais realista for, melhor. Outro ponto que ainda permanece é a inteligência artificial que falha em atuar quando deveria. Eu poderia ter facilmente matado o advogado primeiro, para depois me preocupar com Jordan Cross que estava em local de mais difícil acesso, porém ao explorar o hotel acabei me deparando com uma entrada que me levou por trás dos guardas e com acesso fácil ao local onde estava o astro. Fui então direto a ele e o assassinei na sala de som, área que não contava com um local para esconder o corpo, mas decidi não me preocupar. Fui então ao encontro do segundo alvo, e no meio do caminho recebi mensagem de que o corpo foi descoberto,…

8

Excelente

Veredito Final

O episódio 4 de Hitman é facilmente um dos melhores do jogo até agora, oferecendo um cenário de hotel de luxo em Bangkok que parece ter vida, mesmo que menor e menos denso em termos de pessoas que do episódio anterior. Novamente as possibilidades de assassinato são diversas, embora já sinta que as formas de assassinato vem se repetindo um pouco, mas de qualquer forma o episódio traz algumas novas. O interessante é que não há apenas quartos de luxo e os corredores com seguranças para explorar, mas também uma linda área externa e ambientes bem diferentes no porão como cozinha e lavanderia. A inteligência artificial decepciona em alguns pontos, como em todos os episódios até aqui. Enquanto isso, a história finalmente dá uma boa caminhada com uma ligação das missões do Agente 47 com as misteriosas pessoas mostradas nos episódios anteriores, o que dá uma expectativa maior ao que vem pela frente.

Nota

8

8

Redator da SuperGamePlay, se apaixonou por videogames na primeira vez que jogou Atari. Preza por uma boa história, é fanático por Metal Gear e está sempre em busca de bons jogos indies. Ama consoles, mas também não larga o PC. Tudo o que queria era mais tempo para terminar todos os jogos que gostaria.