Review – Game of Thrones – Episódio 3: The Sword in the Darkness

(Atenção, caso você não tenha jogado os episódios anteriores, este review terá alguns spoilers inevitáveis)

Não é preciso dizer que a série Game of Thrones da Telltale teve um ótimo início com os dois primeiros episódios, mas o ritmo lento do segundo era notável. Porém, tudo muda neste terceiro capítulo, aonde a Telltale conseguiu encaixar uma quantidade enorme de ação e intrigas que tanto adoramos dos livros e da TV, engatando a quinta marcha e colocando a narrativa num ritmo frenético para seus três últimos episódios. Logo de cara já ficam claras as intenções com esse episódio, quando nos primeiros minutos temos Asher Forrester, um dos protagonistas, encontrando um dos dragões da Daenerys.

O jogo também não perde tempo em mostrar as consequências das decisões anteriores, colocando os outros protagonistas deste terceiro episódio (Gared Tuttle, Mira Forrester e Rodrik Forrester) em novos e perigosos caminhos. As cenas de Asher Forrester nas terras além do Mar Estreito são mais tradicionais, com o protagonista envolvido em mais ação e nos forçando a tomar decisões que dizem respeito as prioridades de Asher: família ou amigos. A Telltale inclusive fez um ótimo trabalho com a companheira Beskha e o tio Malcolm, ambos personagens secundários mas que representam com competência os dois lados da moeda, tornando estas decisões ainda mais complicadas.

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Já na Muralha, voltamos a controlar Gared Tuttle novamente forçado a escolher entre dois companheiros da Patrulha da Noite e ouvir conselhos de John Snow. Apesar de repetitivo, as escolhas acumuladas finalmente geram alguma consequência, o que por si só não seria suficiente para fazer a história de Gared ficar mais envolvente. Porém uma série de novos acontecimentos, como a chegada de um novo membro na Patrulha, tornam as coisas bem mais interessantes e colocam a história de Gared em um caminho talvez até mais empolgante e com mais propósito do que dos outros.

Um detalhe interessante na história de Gared, que difere bastante do que estamos acostumados com Game of Thrones é que o personagem finalmente tem uma opção de se vingar de uma atrocidade sofrida no passado. Já a história de Mira em King’s Landing é ainda mais envolvente, recheada de nuances e decisões. Mira agora é praticamente uma agente tripla, trabalhando com Tyrion Lannister, Margaery Tyrell e também com seus próprios segredos. É justamente na história de Mira que temos consequências bem mais concretas de decisões tomadas nos episódios passados e que representam bem o espírito da franquia: não existem decisões boas e as ramificações destas são complexas e profundas.

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Porém nem tudo são flores neste excelente episódio. A história de Rodrick Forrester em Ironrath ainda mantém uma certa mesmice, com o nosso herói supostamente principal continuando a ser atormentado pelos soldados de Ramsay Bolton e Lord Whitehill, tendo que escolher novamente entre seu próprio orgulho ou o bem da população e de sua família. Mesmo sendo “repetida”, esta decisão não deixa de ser agoniante. Porém, devido a alguns novos acontecimentos, a narrativa em Ironrath deve tomar uma direção diferente e bem mais emocionante nos próximos episódios.

Game of Thrones da Telltale caminha firme para ser um excelente pedaço deste universo que tanto adoramos. The Sword in the Darkness é um turbilhão de acontecimentos e decisões complexas (em sua maior parte) e é isto o que mais gostamos nos jogos da Telltale. O game continua a ter excelente participações dos personagens e atores do seriado da HBO, inclusive com uma surpresa especial no final. Mesmo seguindo uma história paralela aos livros e a TV, é inegável que a Telltale consegue brilhantemente utilizar as melhores partes de cada uma das obras-primas para criar algo único e especial para nós.

  • Este review de Game of Thrones foi feito no PC, com uma cópia do game enviada para nós pela Telltale.
  • Confira o nosso review do primeiro episódio “Iron From Ice” e também do segundo “The Lost Lords”.
(Atenção, caso você não tenha jogado os episódios anteriores, este review terá alguns spoilers inevitáveis) Não é preciso dizer que a série Game of Thrones da Telltale teve um ótimo início com os dois primeiros episódios, mas o ritmo lento do segundo era notável. Porém, tudo muda neste terceiro capítulo, aonde a Telltale conseguiu encaixar uma quantidade enorme de ação e intrigas que tanto adoramos dos livros e da TV, engatando a quinta marcha e colocando a narrativa num ritmo frenético para seus três últimos episódios. Logo de cara já ficam claras as intenções com esse episódio, quando nos primeiros minutos temos Asher Forrester, um dos protagonistas, encontrando um dos dragões da Daenerys. O jogo também não perde tempo em mostrar as consequências das decisões anteriores, colocando os outros protagonistas deste terceiro episódio (Gared Tuttle, Mira Forrester e Rodrik Forrester) em novos e perigosos caminhos. As cenas de Asher Forrester nas terras além do Mar Estreito são mais tradicionais, com o protagonista envolvido em mais ação e nos forçando a tomar decisões que dizem respeito as prioridades de Asher: família ou amigos. A Telltale inclusive fez um ótimo trabalho com a companheira Beskha e o tio Malcolm, ambos personagens secundários mas que representam com competência os dois lados da moeda, tornando estas decisões ainda mais complicadas. Já na Muralha, voltamos a controlar Gared Tuttle novamente forçado a escolher entre dois companheiros da Patrulha da Noite e ouvir conselhos de John Snow. Apesar de repetitivo, as escolhas acumuladas finalmente geram alguma consequência, o que por si só não seria suficiente para fazer a história de Gared ficar mais envolvente. Porém uma série de novos acontecimentos, como a chegada de um novo membro na Patrulha, tornam as coisas bem mais interessantes e colocam a história de Gared em um caminho talvez até mais empolgante e com mais propósito do que dos outros. Um detalhe interessante na história de Gared, que difere bastante do que estamos acostumados com Game of Thrones é que o personagem finalmente tem uma opção de se vingar de uma atrocidade sofrida no passado. Já a história de Mira em King's Landing é ainda mais envolvente, recheada de nuances e decisões. Mira agora é praticamente uma agente tripla, trabalhando com Tyrion Lannister, Margaery Tyrell e também com seus próprios segredos. É justamente na história de Mira que temos consequências bem mais concretas de decisões tomadas nos episódios passados e que representam bem o espírito da franquia: não existem decisões boas e as ramificações destas são complexas e profundas. Porém nem tudo são flores neste excelente episódio. A história de Rodrick Forrester em Ironrath ainda mantém uma certa mesmice, com o nosso herói supostamente principal continuando a ser atormentado pelos soldados de Ramsay Bolton e Lord Whitehill, tendo que escolher novamente entre seu próprio orgulho ou o bem da população e de sua família. Mesmo sendo "repetida", esta decisão não deixa de ser agoniante. Porém, devido a alguns novos acontecimentos, a narrativa em Ironrath deve tomar uma direção diferente e bem mais emocionante nos próximos episódios. Game of Thrones da Telltale caminha firme para ser um excelente pedaço deste universo que tanto adoramos. The Sword in the…

8

Excelente

Veredito Final

O terceiro episódio do excelente adventure da Telltale finalmente engata a quinta marcha e coloca todas as cartas na mesa. Diversos planos para salvar os Forresters começam a tomar forma ao redor de Westeros e temos a oportunidade de participar de cada um deles. O game inclusive é apoiado pelo início da série na HBO, que apesar de não fazer referências ao mesmo, pelo menos nos dá uma visão ainda mais ampla para entender todo este complexo universo. Apesar de contar com poucos momentos de decisão, The Sword in the Darkness coloca uma série de eventos em movimento e conclui com muita qualidade e competência esta primeira metade do game. Podem esperar os próximos episódios em ritmo ainda mais excitante.

Nota
8

Co-fundador e editor da SuperGamePlay. Fanático por games, já quebrou diversos controles jogando Decatlhon no Atari e passou incontáveis horas soprando cartuchos de Super Nintendo. Hoje passa o tempo livre em meio a centenas de jogos, dos mais variados estilos e plataformas.