Review – Dying Light: The Following

1 de março de 2016

A expansão The Following de Dying Light é algo que a maioria das produtoras deveriam almejar em seus conteúdos adicionais. Por apenas um quarto do preço do game original, a Techland entrega uma expansão que tem quase o mesmo tamanho e até mais qualidade que o próprio produto base. Os mais de 12 meses necessários para a criação de The Following são muito bem justificados logo nas primeira horas de jogo, aonde somos colocados em um buggy customizável, em um mapa gigantesco, repleto de atividades, implorando para ser explorado.

The Following se passa algum tempo depois da história do game principal, mas funciona de forma totalmente avulsa. Não é preciso conhecer a história de Dying Light para aproveitar a expansão, mas eu particularmente recomendo jogar o game original primeiro para melhor aproveitamento de todos os novos elementos. No início você terá a opção de criar um novo personagem ou utilizar o jogo salvo original, o que não só trás todos os seus equipamentos e habilidades para The Following, como torna a experiência um pouco mais fácil.

A história de The Following gira em torno do nosso protagonista Kyle Crane, que recebe informações sobre um grupo de pessoas imune ao vírus e que não são transformadas em zumbis. Isto o leva a achar uma saída da cidade de Harran e encontrar um novo e vasto cenário costeiro, repleto de fazendas, colinas e florestas. Seu objetivo passa a ser ganhar a confiança destas pessoas e tentar descobrir os motivos por trás desta cura misteriosa.

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Não é preciso dizer que The Following utiliza com competência todos os ótimos elementos do jogo principal e adiciona novas mecânicas de gameplay que o fazem ainda melhor. A primeira grande diferença é a inclusão de veículos, especificamente um buggy. Logo nas primeiras missões o jogo já te coloca atrás do volante de um destes e te dá um vasto mundo com uma quantidade exorbitante de zumbis para serem atropelados de todas as formas. Se já era prazeroso decapitar centenas de zumbis com as mais variadas armas e fazer parkour em Harran, você pode ter certeza que a inclusão de um carro ao seu arsenal só acrescenta à diversão do jogo.

Os controles do buggy são simples e responsivos, porém, com ele vem toda uma nova mecânica de jogo. Inicialmente o veículo é facilmente danificado e você precisa encontrar peças nos cenários (e em outros veículos) para concertá-lo. O buggy também pode ser evoluído com novas partes mais resistentes ou mais potentes e você ainda conta com uma nova árvore de skills com habilidades específicas para o carro. Recursos como nitro, freios melhores, melhor proteção, melhor tração e vários outros detalhes podem ser evoluídos e instalados no buggy.

A Techland adicionou um nível de detalhe impressionante nesta mecânica de jogo. Peças que se desgastam individualmente dependendo da forma como você dirige, centenas de novos itens que podem ser pegos nos cenários para concertar ou evoluir o carro, combustível que acaba rapidamente caso você não evolua seus skills de direção e muito mais. Não é preciso dizer que o buggy é o foco da expansão e mesmo você ainda podendo utilizar toda a sua habilidade com parkour do game anterior, o novo mapa é desenhado de uma forma que te força a utilizar o carro sempre.

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Inicialmente isto me deixou um pouco frustrado. Como meu carro quebrava muito rápido (ou acabava a gasolina), eu sempre o abandonava e corria em direção ao próximo objetivo. Porém ao perceber o tamanho impressionante do novo mapa e após evoluir um pouco meu buggy, ele se tornou uma ferramenta indispensável. O novo “mundo” de The Following é maior do que o jogo original e seu design expansivo com campos abertos e diversas estradas, te força a usar o carro constantemente. Isto sem falar na quantidade exorbitante de zumbis que você jamais conseguiria eliminar andando a pé.

Com o tempo a frustração logo se transformou em prazer. Dirigir pelos belíssimos cenários, que ainda mantém um pouco da beleza de um mundo antes do apocalipse, massacrando (em alta velocidade) todos os zumbis no caminho, é um deleite para os sentidos. Não é preciso dizer que no modo cooperativo o game brilha ainda mais, com um jogador podendo subir no carro do outro, criando possibilidades de ataque devastadoras. As novas armas, como uma besta, não te fazem apenas se sentir como Daryl de The Walking Dead, como também se encaixam muito bem neste universo de Dying Light.

A expansão é tão recheada de conteúdo que fica fácil entender porque a Techland gastou um ano produzindo-a. São dezenas de quests paralelos (todos interessantes e que agregam ainda mais a experiência), uma sequência de quests principais cada vez mais complexos e misteriosos, dezenas de novos colecionáveis, centenas de novas partes para craftação, um dúzias de novas atividades como corridas, desafios, capturar torres de guarda e até alguns chefes monstruosos.

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Boa parte destas atividades ainda te dão pontos que te ajudam a ganhar a confiança do novo grupo e a mergulhar ainda mais nos seus mistérios. A ótima história (ouso dizer até melhor que a principal) é bastante envolvente e culmina em um final fantástico, que dá ao jogador uma escolha impossível e fecha com chave de ouro este universo criado pela Techland.

Mesmo com tanto conteúdo, o jogo nunca te dá a oportunidade de evoluir a árvore de skills do carro por completo. Durante as minhas mais de 15 horas com The Following, fazendo praticamente tudo que a expansão oferece, não consegui passar nem da metade da progressão. De qualquer forma isto não atrapalhou em nenhum momenot a experiência. Meu buggy neste ponto já tinha se tornado uma máquina de matar zumbis extremamente eficiente.

Mesmo deixando um pouco o parkour de lado e concentrando mais no carro, The Following consegue ser extremamente divertido, até mais que o jogo original. Não é preciso dizer que o modo cooperativo faz o jogo brilhar ainda mais, com suas infinitas possibilidades. A Techland se junta a CD Projekt Red e a From Software, dando uma aula de como uma expansão paga deve ser feita. Como um DLC, The Following é uma pedra preciosa que merece muito ser adquirida, ainda mais em meio a tantos conteúdos adicionais cada vez mais estúpidos de hoje em dia.

  • Este review de The Witness foi feito no PlayStation 4 com uma cópia do game enviada para nós pela Techland.
  • Aproveite para conferir também a nossa análise completa de Dying Light no PC, PS4 e Xbox One.
A expansão The Following de Dying Light é algo que a maioria das produtoras deveriam almejar em seus conteúdos adicionais. Por apenas um quarto do preço do game original, a Techland entrega uma expansão que tem quase o mesmo tamanho e até mais qualidade que o próprio produto base. Os mais de 12 meses necessários para a criação de The Following são muito bem justificados logo nas primeira horas de jogo, aonde somos colocados em um buggy customizável, em um mapa gigantesco, repleto de atividades, implorando para ser explorado. The Following se passa algum tempo depois da história do game principal, mas funciona de forma totalmente avulsa. Não é preciso conhecer a história de Dying Light para aproveitar a expansão, mas eu particularmente recomendo jogar o game original primeiro para melhor aproveitamento de todos os novos elementos. No início você terá a opção de criar um novo personagem ou utilizar o jogo salvo original, o que não só trás todos os seus equipamentos e habilidades para The Following, como torna a experiência um pouco mais fácil. A história de The Following gira em torno do nosso protagonista Kyle Crane, que recebe informações sobre um grupo de pessoas imune ao vírus e que não são transformadas em zumbis. Isto o leva a achar uma saída da cidade de Harran e encontrar um novo e vasto cenário costeiro, repleto de fazendas, colinas e florestas. Seu objetivo passa a ser ganhar a confiança destas pessoas e tentar descobrir os motivos por trás desta cura misteriosa. Não é preciso dizer que The Following utiliza com competência todos os ótimos elementos do jogo principal e adiciona novas mecânicas de gameplay que o fazem ainda melhor. A primeira grande diferença é a inclusão de veículos, especificamente um buggy. Logo nas primeiras missões o jogo já te coloca atrás do volante de um destes e te dá um vasto mundo com uma quantidade exorbitante de zumbis para serem atropelados de todas as formas. Se já era prazeroso decapitar centenas de zumbis com as mais variadas armas e fazer parkour em Harran, você pode ter certeza que a inclusão de um carro ao seu arsenal só acrescenta à diversão do jogo. Os controles do buggy são simples e responsivos, porém, com ele vem toda uma nova mecânica de jogo. Inicialmente o veículo é facilmente danificado e você precisa encontrar peças nos cenários (e em outros veículos) para concertá-lo. O buggy também pode ser evoluído com novas partes mais resistentes ou mais potentes e você ainda conta com uma nova árvore de skills com habilidades específicas para o carro. Recursos como nitro, freios melhores, melhor proteção, melhor tração e vários outros detalhes podem ser evoluídos e instalados no buggy. A Techland adicionou um nível de detalhe impressionante nesta mecânica de jogo. Peças que se desgastam individualmente dependendo da forma como você dirige, centenas de novos itens que podem ser pegos nos cenários para concertar ou evoluir o carro, combustível que acaba rapidamente caso você não evolua seus skills de direção e muito…

9

Fantástico!

Veredito Final

The Following é o tipo de conteúdo adicional que todas as produtoras deveriam almejar para seus jogos. A nova expansão de Dying Light utiliza com competência os elementos do jogo base e adiciona uma quantidade exorbitante de novas atividades. A inclusão de um buggy totalmente customizável, uma nova árvore de skills e um novo mapa gigantesco, não só aprimora o gameplay já excelente como também acrescenta ainda mais à diversão do jogo. The Following é tão recheado de conteúdo que fica fácil entender porque a Techland gastou 12 meses com a mesma. São dezenas de quests paralelos, uma sequência de quests principais cada vez mais complexos e misteriosos, dezenas de novos colecionáveis, centenas de novas partes para craftação e dúzias de novas atividades. A história é melhor que a principal e culmina em um final devastador e memorável. The Following é simplesmente uma aula de como uma expansão paga deve ser executada.

Nota
9

Co-fundador e editor da SuperGamePlay. Fanático por games, já quebrou diversos controles jogando Decatlhon no Atari e passou incontáveis horas soprando cartuchos de Super Nintendo. Hoje passa o tempo livre em meio a centenas de jogos, dos mais variados estilos e plataformas.