Review – Call of Duty: Black Ops 3 – Melhor do que nunca

Novembro foi um mês em que fomos bombardeados por ótimos games, e convenhamos, 2015 foi simplesmente excepcional neste quesito. Desta vez, mais do que nunca, a Treyarch, em meio a tantos lançamentos de peso, se vê responsável em não fazer feio ao entregar a aguardada sequência de Call of Duty: Black Ops 2. Jogo que agradou a todos trazendo uma história não linear, com múltiplos finais, e cheia de intrigas. Revelou o infame Raul Menendez, considerado por muitos como o maior antagonista da série. Além é claro, de um afinado modo multiplayer e aclamado modo zumbi.

Call of Duty: Black Ops 3 é a décima segunda entrada na série Call of Duty, e não muito diferente de seus antecessores, traz uma boa história que desta vez poderá ser jogada com até quatro amigos. Um modo multiplayer, com as tradicionais variações Mata-Mata, Mata-Mata em equipes, e outros que detalharei posteriormente. E temos também o modo campanha zumbi, que é a cereja no topo do bolo e que desta vez traz uma série de novidades. O jogo chegou ao mercado brasileiro no dia 06 de Novembro, totalmente localizado, com uma boa dublagem e tradução decente.

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Call of Duty: Black Ops 3 ocorre 40 anos após o caótico ataque dos drones aéreos realizado por Raul Mendendez em 2025. O ano agora é 2065, e o mundo passa por um verdadeiro caos. Mudanças climáticas extremas, superpopulação e imigrações por todo o globo. Para conseguir lutar contra essas adversidades, as nações desenvolvidas investem cada vez mais na criação de armas sofisticadas e o uso em larga escala de robôs e implantes cibernéticos. A fusão entre humanos e máquinas era inevitável segundo esta visão distópica criada pela Treyarch para o game.

A história é densa e dramática como de costume, mas que peca em não aproveitar de forma significativa os acontecimentos dos games anteriores. Perde também por não oferecer a possibilidade de múltiplos finais como em Black Ops 2. Não considero esta a melhor da série, mas no geral é muito boa. Ela se desenvolve bem durante as 8 a 9 horas da campanha, que desta vez está disponível apenas no PS4, Xbox One e PC e pode ser jogada totalmente em modo cooperativo online com até 4 jogadores, ou offline com 2 jogadores com a tela dividida. Vale ressaltar que esta característica do modo campanha é muito bem vinda a série, e que tenho a absoluta certeza de que muitos gamers vão gostar, assim como eu gostei bastante.

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Ao iniciar o modo campanha você escolhe o seu sexo e uma opção de rosto entre nove variações disponíveis. Novas características serão destravadas a medida em que você progride na história do jogo, e poderão ser alteradas no menu inicial da campanha. Você terá a seu dispor uma de base de operações customizável, com detalhes das missões que concluiu, colecionáveis que encontrou durante as jogatina entre outros. Nela será possível alterar seu equipamento e várias características de suas armas como miras, empunhaduras, camuflagens, granadas, habilidades e etc.

Os mapas da campanha foram elaborados privilegiando a jogatina cooperativa, visando claramente criar grandes batalhas contra um numeroso exército ou contra um grande inimigo, ou ambos simultaneamente. Mas não se preocupe se estiver planejando jogar sozinho pois a todo momento você contará com a ajuda de John Taylor e Hendricks (respectivamente interpretados pelos atores Christopher Meloni e Sean Douglas), que contribuem inclusive na narrativa da história.

Para a alegria dos fãs, a jogabilidade frenética e tradicional da série Call of Duty se mantem praticamente intacta, mas traz algumas pequenas mudanças. As maiores novidades ficam por parte das tecnologias “Cyber Core”, “Cyber Rig” e o “T-Mode”. O primeiro trata-se de habilidades como hackear e controlar inimigos robóticos, enquanto o segundo provê habilidades sobre-humanas aos jogadores, como correr pelas paredes, pulos duplos e outros. Já o “T-Mode” sobrepõe a visão do jogador, realçando inimigos e elementos perigosos, como granadas atiradas por inimigos.

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O modo multiplayer é o carro chefe da franquia. Muitos jogadores adquirem estes games só para participarem das divertidas jogatinas online, que desta vez ocorrem em diversas arenas virtuais que comportam até 12 jogadores. São inúmeras modalidades que este modo proporciona, como mata-mata, mata-mata em equipes, capture a bandeira e muitos outros. No multiplayer, o game oferece um sistema de progressão chamado de Gunsmith, onde os jogadores evoluem e customizam suas armas e equipamentos, na medida que estas são habilitadas ao ganhar níveis de experiencia.

Aliado a isso, a Treyarch introduz uma novidade chamada de “especialistas”. Cada soldado especialista possui uma arma especial e habilidades especiais distintas, e o jogador escolhe o personagem e sua habilidade que melhor combinar com o seu estilo de jogo. No total, são 9 soldados diferentes: Ruin, Seraph, Outrider, Reaper, Prophet, Nomad, Battery, Spectre e Firebreak. Para se ter uma ideia do nível de diversidade que estas classes trouxeram para o game, você pode por exemplo, assim que obter pontos suficientes na partida, criar clones de si mesmo para confundir adversários (disponível para o Reaper), teleportar (Prophet), reviver (Nomad), utilizar lança-granadas devastadoras (Battery) e muio mais.

Tudo isso pode soar totalmente “overpower”, mas a Treyarch conseguiu criar um ótimo equilíbrio e tudo funciona de forma balanceada e natural, e só faz uma real diferença no campo de batalha caso o jogador utilize no momento certo e da forma correta. Os treze mapas criados para o multiplayer (Aquarium, Breach, Combine, Evac, Exodus, Fringe, Havoc, Hunted, Infection, Metro, Redwood, Stronghold e Nuk3town, para quem adquiriu a versão de lançamento do game) possuem cenários bem diversificados e oferecem um bom balanceamento para os combates em times nas diversas modalidades.

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É interessante ressaltar que o game, em seu modo multiplayer, sofreu graves problemas de estabilidades nas primeiras semanas após o seu lançamento, causando quedas de conexões e o aparecimento de lag durante as partidas (algo já comum para grandes lançamentos). Ao que tudo indica, felizmente a Treyarch conseguiu contornar rapidamente a situação, pois estes mesmos problemas não foram mais detectados no término da criação desta análise do game.

Cada soldado especialista possui uma arma especial e habilidades especiais distintas, e o jogador escolhe o personagem e sua habilidade que melhor combinar com o seu estilo de jogo.

Por fim, é importante destacar um dos grandes legados da série Black Ops: o adorado modo Zumbi. Desta vez a Treyarch adicionou uma série de novidades a esta modalidade de jogo. Você agora controla personagens com histórias distintas e para reforçar ainda mais a experiência do jogador, cada um destes personagens são muito bem interpretados por atores famosos de Hollywood, como Ron Perlman, Heather Graham e Jeff Goldblum. Tudo isso ainda é embalado em uma atmosfera Noir, característica da década de 40, período no qual o modo Zumbi de Black Ops 3 se passa.

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A jogabilidade é praticamente a mesma das versões anteriores, na qual você precisa resistir às ondas de zumbis, comprar munição e melhores armas a medida que vai progredindo. Porém a Treyarch incluiu algumas novidades, como a opção de se transformar em um monstro sobrenatural, destruindo inimigos com maior facilidade. Destaque para a inclusão do “GubbleGum”, que ao ser utilizado, pode te dar uma série de habilidades como invisibilidade, velocidade entre outros.

Temos aqui o Call of Duty com a maior diversidade de modalidades de jogos já lançado. O game vem com um modo campanha com boa história e que pode ser jogada de forma cooperativa com até quatro amigos. Um modo multiplayer, nos moldes tradicionais da série, com diversas modalidades de jogo. Uma divertida e muito bem produzida campanha Zumbi que pode ser jogado com até quatro jogadores. É fácil recomendar o game, tanto para os fãs da série, quanto para novos jogadores que buscam uma diversão online com seus amigos nas inúmeras modalidades de jogo.

  • Este review de Call of Duty: Black Ops 3 foi feito no PlayStation 4 com uma cópia do game enviada para nós pela Activision.
Novembro foi um mês em que fomos bombardeados por ótimos games, e convenhamos, 2015 foi simplesmente excepcional neste quesito. Desta vez, mais do que nunca, a Treyarch, em meio a tantos lançamentos de peso, se vê responsável em não fazer feio ao entregar a aguardada sequência de Call of Duty: Black Ops 2. Jogo que agradou a todos trazendo uma história não linear, com múltiplos finais, e cheia de intrigas. Revelou o infame Raul Menendez, considerado por muitos como o maior antagonista da série. Além é claro, de um afinado modo multiplayer e aclamado modo zumbi. Call of Duty: Black Ops 3 é a décima segunda entrada na série Call of Duty, e não muito diferente de seus antecessores, traz uma boa história que desta vez poderá ser jogada com até quatro amigos. Um modo multiplayer, com as tradicionais variações Mata-Mata, Mata-Mata em equipes, e outros que detalharei posteriormente. E temos também o modo campanha zumbi, que é a cereja no topo do bolo e que desta vez traz uma série de novidades. O jogo chegou ao mercado brasileiro no dia 06 de Novembro, totalmente localizado, com uma boa dublagem e tradução decente. Call of Duty: Black Ops 3 ocorre 40 anos após o caótico ataque dos drones aéreos realizado por Raul Mendendez em 2025. O ano agora é 2065, e o mundo passa por um verdadeiro caos. Mudanças climáticas extremas, superpopulação e imigrações por todo o globo. Para conseguir lutar contra essas adversidades, as nações desenvolvidas investem cada vez mais na criação de armas sofisticadas e o uso em larga escala de robôs e implantes cibernéticos. A fusão entre humanos e máquinas era inevitável segundo esta visão distópica criada pela Treyarch para o game. A história é densa e dramática como de costume, mas que peca em não aproveitar de forma significativa os acontecimentos dos games anteriores. Perde também por não oferecer a possibilidade de múltiplos finais como em Black Ops 2. Não considero esta a melhor da série, mas no geral é muito boa. Ela se desenvolve bem durante as 8 a 9 horas da campanha, que desta vez está disponível apenas no PS4, Xbox One e PC e pode ser jogada totalmente em modo cooperativo online com até 4 jogadores, ou offline com 2 jogadores com a tela dividida. Vale ressaltar que esta característica do modo campanha é muito bem vinda a série, e que tenho a absoluta certeza de que muitos gamers vão gostar, assim como eu gostei bastante. Ao iniciar o modo campanha você escolhe o seu sexo e uma opção de rosto entre nove variações disponíveis. Novas características serão destravadas a medida em que você progride na história do jogo, e poderão ser alteradas no menu inicial da campanha. Você terá a seu dispor uma de base de operações customizável, com detalhes das missões que concluiu, colecionáveis que encontrou durante as jogatina entre outros. Nela será possível alterar seu equipamento e várias características de suas armas como miras, empunhaduras, camuflagens, granadas, habilidades e etc. Os mapas da campanha foram elaborados privilegiando a jogatina…

9

Fantástico!

Veredito Final

Black Ops 3 é possivelmente o Call of Duty com a maior variedade de formas de jogar de toda a série. Apesar de um modo campanha mediano que ignora eventos relevantes dos games anteriores, é possível jogá-lo todo de forma cooperativa, o que é diversão garantida para você e mais três amigos. Já o excelente modo zumbi, continua com força total e conta com o apoio de atores de Hollywood para entregar uma experiência ainda mais divertida em estilo noir nos anos quarenta. Por fim, o modo multiplayer segue sendo o carro chefe da franquia e desta vez está mais frenético e insano como nunca, com destaque para os novos especialistas e o excelente trabalho da Treyarch com o balanceamento dos mesmos.

Nota
9

Co-fundador, redator da SuperGamePlay e aficionado por jogos eletrônicos desde a infância. Tem preferência por jogos do tipo Sandbox (mundo aberto), FPS (tiro em primeira pessoa) e multiplayer. Busca sua realização pessoal, caminhando seus primeiros passos no desenvolvimento de jogos.