O misterioso botão de correr em Everybody’s Gone to the Rapture

11 de agosto de 2015

Lançado hoje, o exclusivo PS4, Everybody’s Gone to the Rapture vem recebendo ótimas notas da crítica, porém alguns reviews tem dado notas mais baixas devido a lentidão do caminhar dos personagens. O game de exploração e mistério, coloca o jogador no papel de vários personagens, cada um ligado de alguma forma ao extenso mundo aberto. Por isto é perfeitamente entendível que a movimentação vagarosa possa tornar o jogo frustrante em certos momentos de exploração.

Análises de sites como a Polygon e a GameSpot disseram: “Existe apenas uma velocidade de movimento e esta é dolorosamente lenta” e  “A velocidade com que você se move pelo jogo é frustrante”. O detalhe curioso (e que grande parte dos sites que já analisaram o jogo não perceberam), é que o game possui sim um botão para correr.

A desenvolvedora The Chinese Room, em postagem no site oficial, revelou que o recurso foi adicionado logo antes do lançamento do jogo e infelizmente não tiveram tempo de atualizar a imagem que mostra o controle e o que cada botão faz no menu do jogo. “Anteriormente era possível andar mais rápido apenas indo em uma mesma direção por alguns segundos, depois, juntamente com a Sony Santa Monica, trocamos esta opção pelo uso do R2. De repente a data de lançamento já estava muito próxima e percebemos que esquecemos do ícone no menu que indica como correr”.

Ainda é difícil entender como analistas podem não ter reparado este detalhe, já que geralmente nós gamers sempre temos a mania de testar todos os botões no início de um jogo. Porém, o detalhe é que o personagem não começa a correr de imediato com o botão apertado, e sim começa a acelerar vagarosamente até finalmente correr, o que explica como isto pode ter passado em branco para muitos. A The Chinese Room pediu desculpas pelo ocorrido: “Foi uma falha nossa e pagamos por isto com alguns reviews, mas o mais importante é informar ao restante dos jogadores”, completaram. Diversos sites já prometeram reavaliar a análise para verificar se a nova descoberta pode alterar a nota do jogo.

Co-fundador e editor da SuperGamePlay. Fanático por games, já quebrou diversos controles jogando Decatlhon no Atari e passou incontáveis horas soprando cartuchos de Super Nintendo. Hoje passa o tempo livre em meio a centenas de jogos, dos mais variados estilos e plataformas.