Mídia ou digital? A mudança de preferência do gamer ainda está longe

4 de dezembro de 2014

Aqui na redação da SuperGamePlay, a discussão entre jogos em mídia ou digital acontece praticamente todos os dias. Nossos fiéis defensores do velho e bom disco citam a possibilidade de emprestar, trocar ou vender e principalmente o prazer de se ter a caixinha do jogo para expor na coleção. Porém, uma coisa todos concordamos, querendo ou não, o formato digital (incluindo streaming) é o futuro e daqui alguns anos não veremos mais estantes repletas de jogos.

Porém, estes anos ainda podem durar bastante. Uma pesquisa feita pela empresa MarketCast, mostra que apenas 20% das vendas de jogos são no formato digital e o mais curioso é que a maioria destas compras são feitas em adição ao que o jogador já costuma comprar em disco. Outro ponto interessante da pesquisa, que entrevistou mais de 1000 jogadores de PC e consoles, revela que usuários do Steam apresentam nível de satisfação bastante superior do que jogadores nos consoles que compram pela PlayStation Store,  Xbox Games Store ou Nintendo eShop.

Donos de Xbox e PlayStation gostam da praticidade de comprar online, mas tem mais receio do que acontece após a compra, como a não possibilidade de vender ou devolver o jogo, caso não gostar. A MarketCast ainda conclui que a “revolução digital” nos consoles só deve acontecer quando serviços de streaming de jogos forem tão confiáveis e eficientes quanto o Netflix. Só então veremos uma mudança como a que acontece na indústria de filmes. Outro ponto que deve ajudar a revolução é a possibilidade de revender jogos usados e a redução de preço da versão digital em relação a mídia.

E vocês, o que acham? Tem preferência por mídia ou digital? Se fosse possível revender e os preços forem menores, estariam dispostos a mudar, ou a paixão pela caixinha, manual e tudo mais é muito forte? Deixem seus comentários logo abaixo.

Co-fundador e editor da SuperGamePlay. Fanático por games, já quebrou diversos controles jogando Decatlhon no Atari e passou incontáveis horas soprando cartuchos de Super Nintendo. Hoje passa o tempo livre em meio a centenas de jogos, dos mais variados estilos e plataformas.