Review – Brothers: A Tale of Two Sons – Uma aventura memorável

11 de novembro de 2013

Brothers: A Tale of Two Sons, desenvolvido pelo Starbreeze Studios, é mais um daqueles jogos simples, que com apenas uma boa forma de contar sua história e uma boa trilha sonora, oferece momentos memoráveis que inspiram e emocionam. Pra falar a verdade, me lembrou muito a experiência que tive jogando Journey, apesar de este não guardar uma surpresa tão impactante, quanto a de que você não está jogando sozinho, como acontece em Journey.

A comparação com Journey é devido a uma ótima trilha sonora, as cenas que usam as paisagens grandiosas, a forma simples de se jogar, e o fato de que não há diálogos, ou melhor, existem sim diálogos, mas em uma língua não conhecida, o jogador acaba entendendo pelos gestos. Como o próprio título diz, o jogo conta a história de dois irmãos. No início, você já percebe que o mais novo teve um grande trauma, quando sua mãe se afogou, e ele não conseguiu salvá-la.

Brothers A Tale of Two Sons 01

Como se esse trauma não fosse suficiente, o pai dos garotos adoece, e cabe a eles irem atrás da cura, tarefa dada pelo curandeiro da ‘vila’. E é assim que começa uma grande aventura, da qual os irmãos com certeza jamais se esquecerão. Em sua jornada, os garotos conhecem várias pessoas, alguns que tentam atrapalhá-los, outros que os ajudam de formas inusitadas. Um desses por exemplo, é um troll, que eles encontram aos prantos, mas não sabem porque.

Os cenários são variados e grandiosos, bem aproveitados através de ângulos de câmera que mostram os detalhes importantes de cada paisagem

O irmão mais velho mostra ao troll o pergaminho com o desenho da ‘Árvore da vida’, a qual é o objetivo final, faz gestos pedindo a direção, e o troll prontamente resolve ajudá-los, não só indicando a direção, mas carregando-os pela montanha, onde claramente não daria pra passar sozinho. Só mais pra frente descobrimos o motivo da tristeza da criatura, e sem nem perceber acabamos retribuindo o favor, e levando um pouco de alegria ao troll.

Brothers A Tale of Two Sons 02

A jogabilidade é bem simples e inovadora, o game exige o uso de um controle, não há como jogar sem. Com o analógico esquerdo, o jogador controla o irmão mais velho, e com o analógico direito, o mais novo. Para executar as ações, o LT, no padrão do controle do Xbox (ou L2 no do PlayStation), executa ação pelo irmão mais velho, e o RT (ou R2), é do mais novo. Os comandos são apenas esses, o jogador controla os dois como se fosse um cooperativo, o que ás vezes requer certa coordenação para movimentá-los ao mesmo tempo, mas se mostra uma forma bem interessante de se jogar.

O avanço no jogo é estruturado em forma de quebra-cabeças, nada tão complicado, mas alguns poucos te deixarão pensando por alguns minutos como resolver. Vários são bem criativos, e exigem o uso de um dos personagens, já que cada um interage com pessoas ou objetos de sua própria forma. O irmão mais novo por exemplo, consegue se espremer e passar no meio de portas com barras, o mais velho pode dar pézinho pra seu irmão alcançar lugares altos, e esse por sua vez, joga uma corda ou ajuda o mais velho a subir de alguma outra forma. Os desafios acabam fazendo sentido para progredir, e por isso são bem intuitivos.

Brothers A Tale of Two Sons 03

Com uma visão de cima e um visual bonito, o jogo conta com cenários variados e grandiosos, e sabe aproveitar bem disso, através de ângulos de câmera que mostram bem os detalhes importantes de cada paisagem. Aliado a isso, uma ótima trilha sonora ajuda a dar o tom épico à esses momentos. Infelizmente, alguns bugs visuais surgem para tentar atrapalhar a imersão e experiência do jogador em alguns momentos, como por exemplo um objeto não renderizado no chão, e coisas desse tipo.

Este é um daqueles jogos simples, que com apenas uma boa forma de contar sua história e boa trilha sonora, oferece momentos memoráveis que inspiram e emocionam

Os poucos bugs não são o suficiente para tirar o brilho de Brothers: A Tale of Two Sons, que se esforça pra ser uma experiência épica. Ele oferece momentos memoráveis, seja pela surpresa, por ser um momento triste e dramático, ou de tirar o fôlego. É uma aventura bem curta, e que não oferece tanto incentivo para voltar, a não ser para tentar encontrar todos os objetivos secundários, e assim liberar todas as conquistas do game, mas definitivamente é uma experiência satisfatória e marcante.

Brothers: A Tale of Two Sons, desenvolvido pelo Starbreeze Studios, é mais um daqueles jogos simples, que com apenas uma boa forma de contar sua história e uma boa trilha sonora, oferece momentos memoráveis que inspiram e emocionam. Pra falar a verdade, me lembrou muito a experiência que tive jogando Journey, apesar de este não guardar uma surpresa tão impactante, quanto a de que você não está jogando sozinho, como acontece em Journey. A comparação com Journey é devido a uma ótima trilha sonora, as cenas que usam as paisagens grandiosas, a forma simples de se jogar, e o fato de que não há diálogos, ou melhor, existem sim diálogos, mas em uma língua não conhecida, o jogador acaba entendendo pelos gestos. Como o próprio título diz, o jogo conta a história de dois irmãos. No início, você já percebe que o mais novo teve um grande trauma, quando sua mãe se afogou, e ele não conseguiu salvá-la. Como se esse trauma não fosse suficiente, o pai dos garotos adoece, e cabe a eles irem atrás da cura, tarefa dada pelo curandeiro da 'vila'. E é assim que começa uma grande aventura, da qual os irmãos com certeza jamais se esquecerão. Em sua jornada, os garotos conhecem várias pessoas, alguns que tentam atrapalhá-los, outros que os ajudam de formas inusitadas. Um desses por exemplo, é um troll, que eles encontram aos prantos, mas não sabem porque. Os cenários são variados e grandiosos, bem aproveitados através de ângulos de câmera que mostram os detalhes importantes de cada paisagem O irmão mais velho mostra ao troll o pergaminho com o desenho da 'Árvore da vida', a qual é o objetivo final, faz gestos pedindo a direção, e o troll prontamente resolve ajudá-los, não só indicando a direção, mas carregando-os pela montanha, onde claramente não daria pra passar sozinho. Só mais pra frente descobrimos o motivo da tristeza da criatura, e sem nem perceber acabamos retribuindo o favor, e levando um pouco de alegria ao troll. A jogabilidade é bem simples e inovadora, o game exige o uso de um controle, não há como jogar sem. Com o analógico esquerdo, o jogador controla o irmão mais velho, e com o analógico direito, o mais novo. Para executar as ações, o LT, no padrão do controle do Xbox (ou L2 no do PlayStation), executa ação pelo irmão mais velho, e o RT (ou R2), é do mais novo. Os comandos são apenas esses, o jogador controla os dois como se fosse um cooperativo, o que ás vezes requer certa coordenação para movimentá-los ao mesmo tempo, mas se mostra uma forma bem interessante de se jogar. O avanço no jogo é estruturado em forma de quebra-cabeças, nada tão complicado, mas alguns poucos te deixarão pensando por alguns minutos como resolver. Vários são bem criativos, e exigem o uso de um dos personagens, já que cada um interage com pessoas ou objetos de sua própria forma. O irmão mais novo por exemplo, consegue se espremer e…

8.5

Excelente

Veredito Final

Brothers: A Tale of Two Sons oferece uma jogabilidade simples, voltada puramente para contar uma história, ótima trilha sonora, visual bonito, e uma aventura épica e envolvente. Os quebra-cabeças são divertidos e intuitivos. Apesar de alguns poucos bugs visuais e uma experiência curta, em torno de 3 horas, o jogador terá ao fim de sua aventura, vários momentos marcados em sua memória.

Nota

8.5

9

Redator da SuperGamePlay, se apaixonou por videogames na primeira vez que jogou Atari. Preza por uma boa história, é fanático por Metal Gear e está sempre em busca de bons jogos indies. Ama consoles, mas também não larga o PC. Tudo o que queria era mais tempo para terminar todos os jogos que gostaria.