Review – Batman: Arkham Origins – Mais do mesmo, mas ainda Batman

7 de novembro de 2013

A série Batman: Arkham, iniciada por Batman: Arkham Asylum, nos trouxe uma das melhores experiências já vistas em um jogo de super-herói, com um sistema de combate inovador e muito divertido. O segundo game, Batman: Arkham City, elevou todas as características do primeiro, trazendo um mapa aberto e maior, o sistema de batalha ainda mais bem trabalhado, e uma trama épica, com várias aparições de diversos vilões, e ‘amigos’ do homem-morcego.

Batman: Arkham Origins, terceiro game da série, infelizmente não apresenta um salto como o visto do primeiro para o segundo, mas ainda consegue agradar, apesar dos vários bugs que atrapalharam a experiência de muitos. Pela primeira vez, um game da série não foi desenvolvido pelo competente Rocksteady Studios, talvez um dos motivos para as falhas do game, agora desenvolvido pelo estúdio WB Games Montreal.

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O novo game leva os jogadores a uma história das origens do Batman, pouco tempo após Bruce Wayne ter se tornado o vigilante de Gotham, ainda sem conhecer vários dos que viriam a se tornar seus maiores inimigos. A trama pode ser considerada um dos pontos altos do game, se considerar a falta de inovação do novo título da série. Tudo começa às vésperas do Natal, quando Bruce intercepta uma comunicação da polícia de Gotham, e parte para o combate ao crime.

Um destaque vai para Troy Baker, que substitui brilhantemente o gênio Mark Hamill, ao fazer a voz do Coringa

Descobre-se então que o vilão Máscara Negra contratou 8 assassinos para assassinar o Batman, o qual muitas pessoas ainda pensam ser um rumor, sem terem visto o homem-morcego em ação. Andando por Gotham é possível ouvir os bandidos conversando, e discutindo se o Batman realmente existe. Tudo se passa em apenas uma noite, o que acaba sendo estranho, visto que o Batman viria a conhecer grande parte de seus inimigos em apenas uma noite, mas podemos relevar esse fato, afinal se trata de um jogo.

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Os assassinos aparecem de formas diferentes no game, alguns estão presentes nas missões principais, outros já aparecem em missões paralelas. Alguns parecem inclusive, ter sido acrescentados apenas para fazer volume, já que é completamente insignificante e rápida a presença no game. Claro que é bacana ter o máximo de vilões possíveis, mas volta a sensação forçada de estar vendo e/ou conhecendo todos em uma só noite. Fora os 8 assassinos, há também outros famosos vilões, como o Chapeleiro, novamente fazendo uma aparição.

O mapa desta vez, traz teoricamente, toda Gotham ao jogo, dividida em duas partes por uma grande ponte. Este é consideravelmente maior que de Arkham City, e para ajudar a percorrer todo ele, agora temos o jato Batwing, que possibilita o fast-travel para diversas partes do mapa, considerando que você tenha desativado a torre de transmissão do Charada, que impede o Batwing de sobrevoar as áreas do game. A ideia lembra a de Far Cry 3, que no caso era necessário destruir o equipamento das torres para conseguir visualizar determinada área no mapa.

Arkham Origins Deathstroke

As novidades param por aí, com a inclusão do Batwing, o mapa maior, a trama interessante e um novo tipo de missão paralela de investigação de cenas de crime. Todo o resto é basicamente trazido do Arkham City: todos os gadgets estão presentes, os troféus do Charada foram substituídos por documentos, que também estão espalhados por todo o mapa, por locais que podem ser marcados quando se encontra e interroga os bandidos ‘especiais’, os quais possuem informação dos locais exatos.

O que atrapalha muito a experiência no novo Batman, além da sensação de já ter jogado aquilo, são os bugs diversos

Devemos dar crédito, no entanto, ao sistema de batalha, agora totalmente refinado. Claro, não há novidades consideráveis, apenas a luva de choque que o Batman consegue em certo ponto. Mas o combate em si nunca esteve melhor, e como sempre, é ótimo de se ver, ainda mais quando você chega a mais de 50 golpes no combo. Quanto melhor você se sair, mais XP irá conseguir para usar nos vários upgrades de skills e equipamentos. A medida que vai subindo de nível, alguns upgrades também vão sendo dados, que acrescentam golpes ou coisas do tipo.

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O multiplayer, pela primeira vez presente na série, não é lá dos melhores. Ele apresenta um modo diferente de jogo, 3 x 3 x 2. São duas equipes, uma do Coringa, outra do Bane, com 3 pessoas cada, uma contra a outra. E para atrapalhar um pouco, Batman e Robin tentam impedir as duas. Como um membro de gangue, você tem uma visão em terceira pessoa, e uma arma para lidar com os inimigos. A movimentação não é muito fluída, então já deixa uma sensação ruim. E como os dois heróis, há mais diversão, por ser mais furtivo, assim como no modo história, mas nada que vá prender o jogador por muito tempo.

Em relação ao visual do game, tudo está bem bonito, com uma leve melhora do último jogo. O trabalho de dublagem, que sofreu alteração no elenco, também continua excelente, apesar de ás vezes vir à mente a imagem de Ezio Auditore, da série Assassin’s Creed, quando o Batman está falando mais calmamente. A voz do homem-morcego é de Roger Craig Smith, dublador de vários personagens, incluindo Ezio e Chris Redfield de Resident Evil. Um destaque vai para Troy Baker, que substitui brilhantemente o gênio Mark Hamill, ao fazer a voz do Coringa. Aos mais desavisados, a troca de atores pode até passar desapercebida. A dublagem brasileira também está bem competente.

O que atrapalha muito a experiência no novo Batman, além da sensação de já ter jogado aquilo, são os bugs diversos, alguns muito sérios e que impedem o progresso no game. Os que pegarem o jogo agora, já terão a maioria desses problemas resolvidos, mas para os que pegaram o jogo em seu lançamento, tendo confiado e comprado na pré-venda, como eu mesmo por exemplo, acabaram tendo a experiência manchada. Querendo ou não, um jogo com bugs acaba prejudicando a sensação de imersão, revelando que aquilo é um jogo, e com falhas.

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Batman: Arkham Origins, terceiro game da série, infelizmente não apresenta um salto como o visto do primeiro para o segundo

As falhas vão desde o botão de ‘Continuar’ do menu principal sumindo, o que acaba impedindo o jogador de continuar sua história já iniciada, até problemas absurdos e chatos como o botão de ‘Interrogar’ um inimigo abatido não aparecer, ou não conseguir puxar uma plataforma na água, para atravessar para o outro lado. Os erros infelizmente não param por aí, o que acabam dando a impressão de um jogo mal acabado, sem ter recebido a devida atenção e refinamento.

Batman: Arkham Origins consegue melhorar o sistema de combate, traz uma trama divertida, com revira-voltas e momentos memoráveis, principalmente nas partes do Coringa, mas não inova o suficiente para ser superior ao seu antecessor. Considerando apenas inovação, o jogo é o ponto fraco da série, sendo o pior dos três. Mas mesmo com todos os problemas citados, ainda é um jogo que vai agradar aos fãs da série, apenas não espere novidades marcantes. O que temos aqui é mais do mesmo, o que no caso da série Batman: Arkham não é ruim, mas também não é o que a série merecia.

A série Batman: Arkham, iniciada por Batman: Arkham Asylum, nos trouxe uma das melhores experiências já vistas em um jogo de super-herói, com um sistema de combate inovador e muito divertido. O segundo game, Batman: Arkham City, elevou todas as características do primeiro, trazendo um mapa aberto e maior, o sistema de batalha ainda mais bem trabalhado, e uma trama épica, com várias aparições de diversos vilões, e 'amigos' do homem-morcego. Batman: Arkham Origins, terceiro game da série, infelizmente não apresenta um salto como o visto do primeiro para o segundo, mas ainda consegue agradar, apesar dos vários bugs que atrapalharam a experiência de muitos. Pela primeira vez, um game da série não foi desenvolvido pelo competente Rocksteady Studios, talvez um dos motivos para as falhas do game, agora desenvolvido pelo estúdio WB Games Montreal. O novo game leva os jogadores a uma história das origens do Batman, pouco tempo após Bruce Wayne ter se tornado o vigilante de Gotham, ainda sem conhecer vários dos que viriam a se tornar seus maiores inimigos. A trama pode ser considerada um dos pontos altos do game, se considerar a falta de inovação do novo título da série. Tudo começa às vésperas do Natal, quando Bruce intercepta uma comunicação da polícia de Gotham, e parte para o combate ao crime. Um destaque vai para Troy Baker, que substitui brilhantemente o gênio Mark Hamill, ao fazer a voz do Coringa Descobre-se então que o vilão Máscara Negra contratou 8 assassinos para assassinar o Batman, o qual muitas pessoas ainda pensam ser um rumor, sem terem visto o homem-morcego em ação. Andando por Gotham é possível ouvir os bandidos conversando, e discutindo se o Batman realmente existe. Tudo se passa em apenas uma noite, o que acaba sendo estranho, visto que o Batman viria a conhecer grande parte de seus inimigos em apenas uma noite, mas podemos relevar esse fato, afinal se trata de um jogo. Os assassinos aparecem de formas diferentes no game, alguns estão presentes nas missões principais, outros já aparecem em missões paralelas. Alguns parecem inclusive, ter sido acrescentados apenas para fazer volume, já que é completamente insignificante e rápida a presença no game. Claro que é bacana ter o máximo de vilões possíveis, mas volta a sensação forçada de estar vendo e/ou conhecendo todos em uma só noite. Fora os 8 assassinos, há também outros famosos vilões, como o Chapeleiro, novamente fazendo uma aparição. O mapa desta vez, traz teoricamente, toda Gotham ao jogo, dividida em duas partes por uma grande ponte. Este é consideravelmente maior que de Arkham City, e para ajudar a percorrer todo ele, agora temos o jato Batwing, que possibilita o fast-travel para diversas partes do mapa, considerando que você tenha desativado a torre de transmissão do Charada, que impede o Batwing de sobrevoar as áreas do game. A ideia lembra a de Far Cry 3, que no caso era necessário destruir o equipamento das torres para conseguir visualizar determinada área no mapa. As novidades param por…

7

Bom

Veredito Final

Batman: Arkham Origins apresenta sua melhor forma do característico sistema de batalha da série. Isso associado a uma trama legal, quase não é o suficiente para justificar a compra do game. A falta de novidades e diversos bugs, rebaixam o game a apenas uma sequência inferior de Arkham City, e mesmo assim, para muitos ainda pode ser satisfatória, mas nada além disso.

Nota

7

7

Redator da SuperGamePlay, se apaixonou por videogames na primeira vez que jogou Atari. Preza por uma boa história, é fanático por Metal Gear e está sempre em busca de bons jogos indies. Ama consoles, mas também não larga o PC. Tudo o que queria era mais tempo para terminar todos os jogos que gostaria.