6 motivos para estar realmente ansioso por The Witcher 3: Wild Hunt

29 de março de 2015

Após ter sofrido alguns adiamentos, o aguardadíssimo The Witcher 3: Wild Hunt chega em pouco menos de dois meses, no dia 19 de Maio, com versões para PC, PlayStation 4 e Xbox One. O game é facilmente um dos mais esperados de 2015, conforme nossa lista. Mas para aqueles que não conhecem, ou que talvez não tenham tantas informações, gostaríamos de clarear sobre os motivos do jogo ser tão bem falado assim, o que definitivamente não é só por falar. The Witcher 3: Wild Hunt deverá oferecer uma experiência complexa e recompensadora aos jogadores, veja por que pensamos assim:

Desenvolvedora competente e justa

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A desenvolvedora polonesa CD Projekt Red já se provou extremamente competente com The Witcher e The Witcher 2: Assassin’s of Kings. O primeiro jogo apresentava pela primeira vez o rico universo baseado nos livros de Andrzej Sapkowski, e apesar de um gameplay ás vezes difícil, já mostrava todo seu potencial e qualidade. Com The Witcher 2 foi que esse universo se intensificou e mostrou realmente toda a competência da empresa em nos presentear com uma experiência bem polida e trabalhada. Com The Witcher 3: Wild Hunt, há uma nova e aparente evolução a partir do segundo jogo, com um escopo bem maior. Apesar de ter adiado o jogo, sabemos que ele só poderá se beneficiar com isso, bem melhor assim do que lançar inacabado e com atualização de 10gb já em seu lançamento. Além dessa competência já comprovada, a CD Projekt Red é um exemplo a outras da indústria, oferecendo conteúdos adicionais gratuitos em todas as versões do jogo, não importa se você compra em pré-venda, edição especial, edição normal, você ganhará 16 DLCs gratuitos em The Witcher 3. Isso mostra o quanto ela se preocupa com seus fãs, por isso recomendo ler o comunicado por meio do CEO da empresa.

Universo extremamente rico e complexo baseado na mitologia eslava

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Geralt contra um lobisomem

A série de jogos The Witcher se baseia na série de livros do polonês Andrzej Sapkowski, que atualmente conta com quatro livros traduzidos para o português, sendo dois deles de contos e os outros dois na forma de romance. Os livros, assim como os jogos, contam com um universo extremamente rico e complexo, tendo como inspiração a mitologia eslava, esta que é rica e altamente difundida na cultura pop. Ela é o conjunto de lendas, tradições e crenças dos povos da língua eslava, que incluem russos, poloneses, ucranianos, tchecos, eslovacos e outros. Tanto os livros como os jogos, contam a história de um personagem no meio deste universo fantástico, Geralt de Rívia, um bruxo. Aqui, os bruxos são seres mutantes, criados com o intuito de matarem monstros. E assim eles vivem, como mercenários que recebem dinheiro por trabalhos desse tipo. Os bruxos são normalmente menosprezados pela sociedade, mas são seres geralmente justos, altamente perigosos e treinados na arte da espada e dos chamados Sinais, que são pequenas magias, mas que não os constituem como feiticeiros, já que esses são capazes de muito mais. Assim como os jogos anteriores, The Witcher 3 deve usar muito bem a mitologia eslava, de forma a apresentar monstros e seres grotescos e complexos, do qual Geralt certamente terá que dar conta.

Enorme escopo e mundo aberto gigante

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Vasto cenário e exploração a cavalo

Em cada demonstração de The Witcher 3: Wild Hunt, os desenvolvedores fazem questão de demonstrar o vasto mundo no qual o jogo se passa. Os dois primeiros games, apesar de contarem com áreas abertas, eram de certa forma lineares. Já o terceiro game contará com um mapa enorme e totalmente aberto, que segundo a desenvolvedora terá uma ilha do jogo já maior que o mapa inteiro de The Witcher 2. Para popular esse enorme mapa e dar vida a ele, o jogador encontrará diversos eventos randômicos que terão efeitos tanto no personagem quanto na história do local e do jogo, como por exemplo ao decidir salvar ou não uma donzela em perigo. O jogador parece realmente moldar sua própria e única história, onde vilarejos inteiros podem florescer ou serem destruídos com base em suas ações. Explorando o mundo, qualquer lugar que o jogador conseguir ver, ele poderá ir, seja a pé ou a cavalo, o que é incrível.

História madura, com sexo e violência

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Investigar faz parte do trabalho de um bruxo

A série The Witcher sempre foi bem conhecida por apresentar violência e sexo, contando histórias bem maduras. Em The Witcher 3: Wild Hunt não será diferente. O jogo apresenta o protagonista Geralt de Rívia, um bruxo. Apesar de os bruxos serem muitas vezes menosprezados e considerados como seres sem sentimento, Geralt é um personagem extremamente forte e carismático, que aparenta se importar com o mundo, aparenta ter sentimentos e tem suas próprias visões do que é certo e errado. Assim como nos livros, os jogos apresentam cenas de sexo do personagem, assim como muita violência. Considero que não mostrar tais elementos seria fugir do tema dos livros assim como da realidade. O universo de The Witcher não é um mar de flores, portanto a presença de tanta violência. Para aqueles que jogaram os dois jogos anteriores, algumas surpresas serão apresentadas em The Witcher 3 na forma de novos personagens, que na verdade são bem importantes nas histórias dos livros. Uma delas é Yennefer, o amor da vida de Geralt, e a outra é Ciri, antiga aprendiz do bruxo. Por isso, somos levados a crer que o jogo deve apresentar a história mais importante da série. Um ponto positivo para quem jogou os anteriores é a possibilidade de carregar o save em The Witcher 3, levando todas as decisões tomadas.

Visual de cair o queixo e atenção aos detalhes

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Fantástico visual cheio de detalhes na cidade

Os belos gráficos sempre tiveram grande foco nos jogos da série. The Witcher 2: Assassin’s of Kings, jogo lançado em Maio de 2011 para PC, ainda apresenta ótimo visual e detalhes. Em The Witcher 3 a empresa já mostrou que exigirá bastante dos computadores (confira os requisitos mínimos), assim como nos consoles. No PlayStation 4 o jogo irá rodar em 1080p e a 30 frames por segundo, enquanto o Xbox One irá rodar a 900p e também a 30 fps. Obviamente, o PC é que trará o melhor visual possível, considerando que o jogador tenha uma máquina competente, mas é lindo de se ver o jogo rodando quase no máximo em 1080p e a 60 frames por segundo, confira. Aliado a esses gráficos incríveis e dignos da nova geração, o jogo ainda contará com detalhes que para muitos podem não ser importantes, mas com certeza ajudam a oferecer uma maior imersão e coerência, como por exemplo a barba de Geralt que irá crescer com o tempo. Tal detalhe poderia facilmente ser deixado de lado, mas essa atenção aos detalhes traz maiores benefícios ao game, recompensando aqueles jogadores que estão verdadeiramente atentos aos cenários, personagens e tudo mais.

Completamente localizado para português do Brasil

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Pela primeira vez na série, o jogo chega completamente localizado para português do Brasil, com legendas e dublagem. Com o universo e história complexa como são de The Witcher, o jogador poderá aproveitar bem mais toda essa experiência tendo o jogo em português, sem aquela necessidade de tentar entender o que estão falando. Claro, existem muitos que ainda preferem o jogo com áudio original, o que também é minha opinião, mas para esse caso, só esperamos que exista opção de selecionar tanto idioma da legenda quanto do áudio. Confira aqui um vídeo de gameplay com dublagem em português do Brasil, e abaixo o fantástico vídeo em computação gráfica da abertura do game.

Redator da SuperGamePlay, se apaixonou por videogames na primeira vez que jogou Atari. Preza por uma boa história, é fanático por Metal Gear e está sempre em busca de bons jogos indies. Ama consoles, mas também não larga o PC. Tudo o que queria era mais tempo para terminar todos os jogos que gostaria.