Review – Rocket League – Haja coração!

31 de julho de 2015

Vocês só estão lendo este review de Rocket League por aqui, porque a bateria do meu controle do PlayStation 4 acabou. Torçam para que o tempo para carregá-lo seja suficiente para eu terminar de escrever esta análise, pois tudo que consigo pensar no momento é voltar a jogar esta fantástica maldição viciante. Eu poderia escrever alguns parágrafos de informações sobre o game e como este consegue transformar toda a sua simplicidade em um gameplay absurdamente viciante, extremamente balanceado e possivelmente um dos jogos mais divertidos dos últimos anos (calma, eu ainda irei escrever). Porém, a melhor forma de se experimentar Rocket League (e acreditar em mim) é jogá-lo.

Sozinho, contra bots, com amigos, contra estranhos no modo online, não importa, qualquer modo de jogo é uma combinação espetacular de motores possantes e bola na rede. Desenvolvido pela Psyonix, Rocket League está disponível no PC e PlayStation 4 (atualmente grátis para assinantes PlayStation Plus). O estúdio independente pode ser desconhecido para alguns, mas tem trabalhado há anos em jogos baseados na Unreal Engine, como Gears of War e Unreal Tournament.

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Esta também não é a primeira vez que a Psyonix cria um jogo no mesmo estilo. Em 2008 a desenvolvedora lançou o desconhecido Supersonic Acrobatic Rocket-Powered Battle-Cars no PS3 que infelizmente não teve muito sucesso, por isto é de se admirar esta nova tentativa com Rocket League. Explicar o game é algo muito simples: futebol com carros. A forma como esta simplicidade foi executada com perfeição porém, é talvez o maior charme de Rocket League. Jogadores podem acelerar, frear, pular e usar nitro/boost e o objetivo é marcar gols, “chutando” uma enorme bola para o gol adversário. Só!

Sozinho, contra bots, com amigos, contra estranhos no modo online, não importa, qualquer modo de jogo é uma combinação espetacular de motores possantes e bola na rede.

Acreditem, é só isso mesmo. As partidas são dividas em quatro categorias, que vão de mano a mano, até quatro contra quatro. Estas podem ser jogadas em modo single-player, contra bots (carros controlados pela máquina), ou em modo online, contra amigos ou desconhecidos. O jogo também conta com um modo de campeonato single-player, aonde você pode enfrentar uma série de times adversários, basicamente no mesmo estilo de pontos corridos do Brasileirão, porém terminando em uma partida semi-final e final. Um modo de treino também está disponível, que ensina os comandos básicos e dá a oportunidade de treinar algumas estratégias mais avançadas.

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Mas o que faz Rocket League ser tão viciante assim? Acredito que o primeiro detalhe é o balanceamento. Você pode customizar seu carro, subir de nível, liberar novas customizações, porém, diferente da maioria dos jogos multiplayer, nenhuma destas te dá alguma vantagem. Todos os carros tem exatamente as mesmas características, partidas são decididas baseadas somente na habilidade de cada jogador e no trabalho em equipe. Esta certeza de que uma partida sempre vai começar de igual para igual, colabora para que as três da manhã, você ainda esteja pensando “só mais uma”.

Outro ponto importante é a forma como a Psyonix fez com que uma mecânica de jogo simples, consiga gerar estratégias de jogo bastante complexas. Gols podem ser marcados das mais variadas maneiras: com um belo lance individual, com trabalho em equipe ou até mesmo por sorte. Carros podem escalar paredes e o teto, explodir outros carros, entrar dentro do gol, pular das mais variadas formas. usar outros carros para acertar a bola (ou tirá-los do caminho) e muito mais. Todas estas possibilidades acontecem a todo momento em Rocket League, fazendo os cinco minutos de partida serem frenéticos.

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A única pausa durante os jogos acontece após se marcar um gol, quando é mostrado um rápido replay do lance. Além de extremamente divertido de conferir o que aconteceu, a velocidade com que tudo é mostrado e reiniciado é incrível e em menos de cinco segundos você já está dando o ponta pé (ponta pneu?) inicial novamente. Porém, não pense que fazer um gol é o único ponto emocionante de uma partida. Fazer uma defesa espetacular ou dar um passe preciso para o amigo são tão recompensadores quanto. Inclusive o jogo incentiva estas situações, distribuindo pontos com palavras do tipo “playmaker”, “assistência”, “defesa épica”, “acerto aéreo” e dando um título de melhor jogador no final de cada partida.

Rocket League ainda conta com uma trilha sonora bem moderna e estilizada, inclusive dando apoio a músicos relativamente desconhecidos, com a presença de mais de 15 faixas diferentes. A experiência da Psyonix com a Unreal Engine fica bem clara em Rocket League, que usa todo o poder da plataforma e tem gráficos muito bem trabalhados e extremamente detalhistas. Basta notar o balançar da grama com a movimentação dos carros, os inúmeros diferentes efeitos de turbo, o piso molhado de chuva, as diferentes pinturas para os carros e os belos estádios repletos de cores e luzes.

Durante todas as minhas horas (e da equipe SuperGamePlay) com o game, tivemos poucos problemas com o modo online, mas mesmo assim, estes ainda estavam presentes, como algumas dificuldades para montar grupos (tendo que desfazer e fazer novamente a party) e alguns momentos de lag (contribuído pela falta de um servidor local no Brasil). No geral porém, os servidores tem funcionando muito bem e os problemas são bastante raros, nem mesmo o ping levemente mais alto atrapalha a diversão ou te coloca em desvantagem com relação a outros jogadores.

Seja baixando o jogo grátis na PlayStation Plus, ou pagando os R$ 36,99 no Steam, Rocket League vale cada centavo e cada minuto investido (sorry Xbox One). Os cinco milhões de downloads alcançados recentemente pelo game e a aclamação global da crítica especializada e dos jogadores em ambas as plataformas, só reforçam tudo que mencionei sobre Rocket League por aqui. A Psyonix fez um trabalho espetacular neste novo projeto e deve ser aplaudida por tentar de novo e por mostrar que simplicidade com qualidade, é muito mais relevante do que quantidade de recursos. Junte os amigos e façam me o favor de se divertir com um dos melhores games do ano. Agora se me dão licença, vou voltar a jogar.

  • Este review de Rocket League foi feito no PS4, com uma cópia do game recebida de graça na PlayStation Plus.
Vocês só estão lendo este review de Rocket League por aqui, porque a bateria do meu controle do PlayStation 4 acabou. Torçam para que o tempo para carregá-lo seja suficiente para eu terminar de escrever esta análise, pois tudo que consigo pensar no momento é voltar a jogar esta fantástica maldição viciante. Eu poderia escrever alguns parágrafos de informações sobre o game e como este consegue transformar toda a sua simplicidade em um gameplay absurdamente viciante, extremamente balanceado e possivelmente um dos jogos mais divertidos dos últimos anos (calma, eu ainda irei escrever). Porém, a melhor forma de se experimentar Rocket League (e acreditar em mim) é jogá-lo. Sozinho, contra bots, com amigos, contra estranhos no modo online, não importa, qualquer modo de jogo é uma combinação espetacular de motores possantes e bola na rede. Desenvolvido pela Psyonix, Rocket League está disponível no PC e PlayStation 4 (atualmente grátis para assinantes PlayStation Plus). O estúdio independente pode ser desconhecido para alguns, mas tem trabalhado há anos em jogos baseados na Unreal Engine, como Gears of War e Unreal Tournament. Esta também não é a primeira vez que a Psyonix cria um jogo no mesmo estilo. Em 2008 a desenvolvedora lançou o desconhecido Supersonic Acrobatic Rocket-Powered Battle-Cars no PS3 que infelizmente não teve muito sucesso, por isto é de se admirar esta nova tentativa com Rocket League. Explicar o game é algo muito simples: futebol com carros. A forma como esta simplicidade foi executada com perfeição porém, é talvez o maior charme de Rocket League. Jogadores podem acelerar, frear, pular e usar nitro/boost e o objetivo é marcar gols, "chutando" uma enorme bola para o gol adversário. Só! Sozinho, contra bots, com amigos, contra estranhos no modo online, não importa, qualquer modo de jogo é uma combinação espetacular de motores possantes e bola na rede. Acreditem, é só isso mesmo. As partidas são dividas em quatro categorias, que vão de mano a mano, até quatro contra quatro. Estas podem ser jogadas em modo single-player, contra bots (carros controlados pela máquina), ou em modo online, contra amigos ou desconhecidos. O jogo também conta com um modo de campeonato single-player, aonde você pode enfrentar uma série de times adversários, basicamente no mesmo estilo de pontos corridos do Brasileirão, porém terminando em uma partida semi-final e final. Um modo de treino também está disponível, que ensina os comandos básicos e dá a oportunidade de treinar algumas estratégias mais avançadas. Mas o que faz Rocket League ser tão viciante assim? Acredito que o primeiro detalhe é o balanceamento. Você pode customizar seu carro, subir de nível, liberar novas customizações, porém, diferente da maioria dos jogos multiplayer, nenhuma destas te dá alguma vantagem. Todos os carros tem exatamente as mesmas características, partidas são decididas baseadas somente na habilidade de cada jogador e no trabalho em equipe. Esta certeza de que uma partida sempre vai começar de igual para igual, colabora para que as três da manhã, você ainda esteja pensando "só mais uma". Outro ponto importante é a forma como a Psyonix fez com que uma mecânica de jogo simples, consiga gerar…

9.5

Fantástico!

Veredito Final

Em resumo, Rocket League vale cada centavo e cada minuto investido. A premissa simplificada é só a base de um gameplay recheado de possibilidades, absurdamente viciante, recompensador e sintonizado com perfeição. Qualquer modo de jogo é uma combinação espetacular de motores possantes e bola na rede, apoiada por belos gráficos e trilha sonora moderna. A desenvolvedora Psyonix deve ser aplaudida por mostrar que simplicidade com qualidade, é muito mais relevante do que quantidade de recursos. Sozinho, com amigos ou com outras pessoas no modo online, Rocket League é frenético, insano, divertidíssimo e definitivamente um dos melhores jogos do ano no PC e PlayStation 4.

Nota
10

Co-fundador e editor da SuperGamePlay. Fanático por games, já quebrou diversos controles jogando Decatlhon no Atari e passou incontáveis horas soprando cartuchos de Super Nintendo. Hoje passa o tempo livre em meio a centenas de jogos, dos mais variados estilos e plataformas.