Review – Nier: Automata – De tudo um pouco

20 de março de 2017

Recentemente chegou às lojas brasileiras após uma considerável espera dos fãs, a sequência do cultuado jogo Nier, esta intitulada de Nier: Automata, trazido até nós pela Square Enix. Apesar de ser uma sequência e de manter algumas características do original, o jogo não faz referência direta ao primeiro título, não sendo necessário ter jogado o mesmo para entender seu enredo, o que possibilita que um número maior de jogadores possam desfrutar da experiência.

Em Nier: Automata, o planeta Terra foi dominado por máquinas a mando de uma raça alienígena misteriosa, e em busca de sobrevivência, a raça humana se refugiou em uma colônia na Lua, de onde então criaram os YoRHa, uma força militar composta de poderosos androides de combate que possuem a missão de aniquilar a ameaça das máquinas na terra, e descobrir os objetivos da raça alienígena que as criou. Nesse cenário, você assume o papel de 2B, uma androide YoRHa, que deve descer à terra para ajudar um grupo de rebeldes da resistência humana em sua luta contra as máquinas, além de investigar diversas outras questões. Em sua jornada, 2B irá desfrutar da companhia de 9S, um androide de pesquisa enviado para checar regularmente o status da missão.

Por si só o enredo já agrada pela criatividade, mas nada comparado às surpresas que o mesmo traz ao longo da jornada. Enquanto inicialmente o objetivo soa como uma missão de busca e destruição, uma vez na Terra, 2B e 9S fazem dezenas de descobertas interessantes sobre as máquinas, sobre os humanos e sobre a raça alienígena inimiga, muitas dessas descobertas poderão moldar a história de diferentes maneiras, e inclusive possibilitam ao jogador fazer escolhas que podem alterar o final. Nesse meio tempo também são trabalhadas as relações entre os personagens de maneiras muito interessantes, não somente entre a dupla principal, mas também com outras figuras que aparecem ao longo do caminho.

O gameplay agrada bastante por trazer diversos conceitos de variados gêneros e aplicá-los com qualidade, enquanto a estrutura principal do jogo segue a lógica de um RPG com quests, evolução de personagem e melhorias de equipamento. As batalhas no estilo “hack and slash” são incríveis e viciantes, com mecânica muito bem calibrada e permitindo diferentes estilos de jogo dependendo do tamanho, peso e da distância de ataque de cada arma. As variações no posicionamento e estilo da câmera é outro ponto interessante, que altera bastante o gameplay, mudando o estilo de jogo em vários momentos, desde um shooter no clássico estilo de nave até sequencias de ação no modo plataforma.

O uso dos chips de melhoria, que são como programas instalados nos androides permitindo adicionar skills de combate e exploração, também possibilitam criar várias configurações diferentes, e apesar de parecerem confusos a princípio, é essencial entender e fazer bom uso deles para estar preparado para cada situação. Outro ponto que pode parecer bastante confuso a princípio é o mapa do jogo, que por ser tridimensional deixa dúvidas da correta posição dos objetivos, mas depois de um tempo é possível se acostumar com o uso do mesmo.

No que diz respeito ao gráfico, Nier: Automata não se destaca, tendo uma qualidade mediana, e além disso, acaba sendo visualmente bastante afetado pela falta de detalhes em alguns cenários. Há momentos em que é preciso localizar e conversar com humanos em locais distantes do mapa, e não há nenhuma mínima explicação visual do motivo dos mesmos estarem ali, como um acampamento ou algo do gênero. Mas apesar dessas falhas, o jogo não deixa de ter também em certos momentos locais de beleza admirável, e embora careça de detalhes, todo o estilo do jogo que mistura gótico com envelhecido é sempre respeitado, criando uma identidade visual reconhecível a todo momento.

Infelizmente não posso deixar de comentar sobre um ponto negativo do lançamento aqui no Brasil, o jogo não sofreu nenhum tipo de localização, não possuindo sequer menus ou legendas em português, o que no mercado atual em que quase todos os grandes lançamentos são perfeitamente localizados, demonstra um descuido imperdoável da empresa com o público brasileiro. Além de, claro, ter tido problemas com atualização na edição física da versão brasileira, com a Sony pedindo até um recall das unidades vendidas.

No fim das contas, o que faz de Nier: Automata um grande jogo é a capacidade do mesmo de agradar pela criatividade, com seu gameplay bastante variado, seu enredo curioso e personagens cativantes, e sua atmosfera interessante e bem desenvolvida. Mesmo com a aparente falta de zelo com certos detalhes gráficos, é uma experiência bastante interessante, que deve agradar a todos, androides ou humanos.

  • Este review de Nier: Automata foi feito no Playstation 4 com uma cópia do game enviada para nós pela Square Enix.
Recentemente chegou às lojas brasileiras após uma considerável espera dos fãs, a sequência do cultuado jogo Nier, esta intitulada de Nier: Automata, trazido até nós pela Square Enix. Apesar de ser uma sequência e de manter algumas características do original, o jogo não faz referência direta ao primeiro título, não sendo necessário ter jogado o mesmo para entender seu enredo, o que possibilita que um número maior de jogadores possam desfrutar da experiência. Em Nier: Automata, o planeta Terra foi dominado por máquinas a mando de uma raça alienígena misteriosa, e em busca de sobrevivência, a raça humana se refugiou em uma colônia na Lua, de onde então criaram os YoRHa, uma força militar composta de poderosos androides de combate que possuem a missão de aniquilar a ameaça das máquinas na terra, e descobrir os objetivos da raça alienígena que as criou. Nesse cenário, você assume o papel de 2B, uma androide YoRHa, que deve descer à terra para ajudar um grupo de rebeldes da resistência humana em sua luta contra as máquinas, além de investigar diversas outras questões. Em sua jornada, 2B irá desfrutar da companhia de 9S, um androide de pesquisa enviado para checar regularmente o status da missão. Por si só o enredo já agrada pela criatividade, mas nada comparado às surpresas que o mesmo traz ao longo da jornada. Enquanto inicialmente o objetivo soa como uma missão de busca e destruição, uma vez na Terra, 2B e 9S fazem dezenas de descobertas interessantes sobre as máquinas, sobre os humanos e sobre a raça alienígena inimiga, muitas dessas descobertas poderão moldar a história de diferentes maneiras, e inclusive possibilitam ao jogador fazer escolhas que podem alterar o final. Nesse meio tempo também são trabalhadas as relações entre os personagens de maneiras muito interessantes, não somente entre a dupla principal, mas também com outras figuras que aparecem ao longo do caminho. O gameplay agrada bastante por trazer diversos conceitos de variados gêneros e aplicá-los com qualidade, enquanto a estrutura principal do jogo segue a lógica de um RPG com quests, evolução de personagem e melhorias de equipamento. As batalhas no estilo "hack and slash" são incríveis e viciantes, com mecânica muito bem calibrada e permitindo diferentes estilos de jogo dependendo do tamanho, peso e da distância de ataque de cada arma. As variações no posicionamento e estilo da câmera é outro ponto interessante, que altera bastante o gameplay, mudando o estilo de jogo em vários momentos, desde um shooter no clássico estilo de nave até sequencias de ação no modo plataforma. O uso dos chips de melhoria, que são como programas instalados nos androides permitindo adicionar skills de combate e exploração, também possibilitam criar várias configurações diferentes, e apesar de parecerem confusos a princípio, é essencial entender e fazer bom uso deles para estar preparado para cada situação. Outro ponto que pode parecer bastante confuso a princípio é o mapa do jogo, que por ser tridimensional deixa dúvidas da correta posição dos objetivos, mas depois…

8

Excelente

Veredito Final

Com um enredo criativo, um gameplay muito bem trabalhado e um visual gótico sempre presente, Nier: Automata entrega uma experiência excelente para os fãs. Infelizmente traz alguns problemas como um visual de cenário não muito trabalhado e gráfico mediano para a geração, além da versão brasileira não ter nenhuma localização. Mas os problemas não estragam a experiência desse jogo que precisa ser conferido por todos os fãs de um bom RPG de ação.

Nota

8

8

Redator da SuperGamePlay, escritor, quadrinista, apaixonado por games desde a primeira vez que viu um Mega Drive. Pode não fazer todas as quests secundárias mas vai avaliar cautelosamente a paleta de cores do menu inicial. Um grande filósofo de banheiro que sonha com o dia em que nunca mais precisará dormir.